Comunicação vira alicerce da boa construção

Se fazer entender pelo canteiro de obras é hoje um dos pontos chave para que o projeto tenha uma gestão eficiente

Se fazer entender pelo canteiro de obras é hoje um dos pontos chave para que o projeto tenha uma gestão eficiente

Ricardo Rocha de Oliveira

A utilização eficiente da comunicação é considerada, atualmente, como um dos fatores de sucesso para a gestão de projetos na indústria da construção civil. Para isso, é preciso que ocorram mudanças no papel da liderança, com a adoção de novos conceitos e na forma de compreender a organização da construção. “O canteiro de obras hoje exige da liderança novos paradigmas da produção”, defende o engenheiro e professor da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) Ricardo Rocha de Oliveira.

Integrante do GESTCON (Grupo de Gestão da Construção), ele avalia que a diferença entre construções que cumprem o cronograma e não desperdiçam material, para aquelas que operam de forma caótica, passa pela liderança e comunicação na gestão da construção civil. Como atingir isso, é o que ele explica na entrevista a seguir. Confira:

Daria para dizer que há um vácuo entre o que se ensina na teoria e o que a construção civil é, na prática, e que, por isso, se criam problemas de comunicação?
Ricardo – É preciso discutir e desenvolver teorias que sejam fundamentadas e utilizadas nas práticas da construção civil. Atualmente a maior parte das teorias apresenta a comunicação de uma forma limitada e, às vezes, equivocada. O processo de comunicação é visto somente como a circulação de informação para dar a conhecer o que deve ser feito, como deve ser feito e quem faz o quê. O processo de comunicação deve ser pensado através de perspectivas mais amplas, na forma como as pessoas efetivamente fazem no seu dia-a-dia. Esse processo deve ser compreendido como um sistema de interações entre pessoas e grupos que se interligam e se influenciam mutuamente. A melhor forma hoje de compreender essa interação é como uma conversação. As conversações são formas eficazes de compreender e desenvolver um processo de comunicação adequado à gestão das obras na construção civil.

Uma comunicação bem direcionada no canteiro de obras é capaz de tornar a construção mais ágil e ajudá-la a não atrasar o cronograma?
Ricardo – Na concepção de comunicação como conversações é preciso entender que o papel dos responsáveis pelas obras é o de um líder. A ação dos líderes deve estar voltada para a articulação e ativação de uma rotina de conversações que criam as conexões de compromissos para se atingir os objetivos estabelecidos para aquela construção, tais como prazo e qualidade. Nessa compreensão, a tarefa do líder passa a ser produzir confiança entre as pessoas participantes da rede de compromissos para permitir que os diversos grupos se enxerguem dentro de desempenhos factíveis e possam aprender a conectar os interesses de cada um aos interesses gerais do projeto.

Como os cursos de engenharia têm lidado com o choque cultural do engenheiro saído dos bancos acadêmicos e seus subordinados, muitas vezes, com baixa qualificação?
Ricardo – Em geral, os cursos de engenharia ainda apresentam uma maior atenção à formação com relação aos aspectos técnicos. No entanto, está havendo uma grande evolução nos últimos anos, na busca de introduzir aspectos sócio-comportamentais ao conjunto de competências desenvolvidas durante a formação acadêmica. Hoje há exigência de estágio em todos os cursos de graduação, como um processo de interação entre a teoria ensinada nas universidades e a vivência prática necessária à adaptação do profissional ao seu campo de trabalho. Outras boas iniciativas têm ocorrido nos processos de qualificação de profissionais em cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado). Vários trabalhos são desenvolvidos em estudos em empresas construtoras e em ambientes de obras, com o desenvolvimento dos profissionais nesse processo. Algumas construtoras têm buscado parcerias com programas de pós-graduação e absorvido esses profissionais. Para o entendimento de comunicação e liderança como conversações esse processo é muito importante. Os profissionais interagem e começam a compreender formas de se relacionar com pessoas e grupos de diferentes origens. Esse processo é o que forma líderes, eles passam a compreender que é necessário conversar adequadamente em ocasiões distintas, usar diferentes meios de comunicação e diferentes formas de linguagem para diferentes públicos.

Qual o caminho para que um responsável por um projeto consiga liderar o canteiro de obras?
Ricardo – Ao compreender o papel fundamental das conversações para o gerenciamento das obras, o líder passa a ter uma função de produzir a confiança necessária de forma que as pessoas unam seus interesses, coordenem ações, aprendam e façam inovações juntas. O papel do líder passa a ser o de moldar as circunstâncias onde os grupos envolvidos desenvolvam um entendimento compartilhado, cultivam a construção de compromissos e produzam intenções coerentes, através do uso de conversações adequadas. A liderança inicia, facilita e participa dessas conversações. Para se tornar líder o profissional deve desenvolver habilidades relacionadas à comunicação: ouvir atentamente e considerar opiniões divergentes; detectar diferenças entre os requisitos necessários para o gerenciamento da obra e a cultura existente nos vários grupos com que trabalha; ser o responsável por identificar os tipos de interação existentes e desencadear formas para adicionar, modificar e suprimir conversações necessárias à obtenção dos resultados do projeto.

Hoje, a base da pirâmide da construção civil – os operários -, já está melhor qualificada. Esse é o caminho: entender que a gestão da obra depende de um trabalho coletivo?
Ricardo – A melhoria na qualificação dos operários é um fator necessário para o desenvolvimento do setor da construção. Não é possível pensar em um melhor desempenho das obras sem profissionais com competência em todos os níveis, do estratégico ao operacional. As obras são organizações dependentes da articulação e coordenação de vários grupos. Quanto mais qualificados forem os operários, melhor a comunicação. É primordial que eles saibam ouvir e falar com colegas e superiores. Também devem compreender melhor os textos aos quais as obras se referenciam, tais como instruções de trabalho, cronogramas e projetos de arquitetura e engenharia, para desenvolver conversações mais embasadas. Há muitas sugestões e contribuições originadas de pessoal operacional, devido à sua proximidade e a experiência na execução das obras. Um líder compreende que essas contribuições podem ser aproveitadas para melhorar os trabalhos, além de criar um clima agradável, ao ouvir e considerar as opiniões de todos. A tarefa de liderança no gerenciamento das obras deve encampar a busca do desenvolvimento de aspectos de comunicação dos recursos humanos.

Existem casos em que os operários respeitam mais o mestre de obras do que o engenheiro, pois consideram que o primeiro tem uma longa experiência em canteiro de obras e o segundo tem apenas a teoria. Como solucionar um impasse desses?
Ricardo
– Há algumas propostas inovadoras de organização de obras que tem abolido ou reduzido a presença do mestre de obras. No entanto, na maioria dos canteiros a figura do mestre de obras ainda é bastante importante no gerenciamento dos trabalhos, justamente por ter uma linguagem e desenvolver conversações com os operários de obras mais facilmente que boa parte dos engenheiros. Ao estruturar uma organização da obra com a presença do mestre é preciso deixar claro as esferas de competência desse profissional e do engenheiro. Em alguns momentos é preciso delegar para ganhar confiança e em outros definir parâmetros e limites necessários ao desempenho das tarefas. Ao considerar as conversações como fundamental à gestão das obras, o engenheiro como líder deve estruturar e articular uma rotina adequada de conversações com esse e outros profissionais da obra, para manter claro o papel de cada um na gestão. Um líder efetivo tem a compreensão de que as diferenças não devem ser ignoradas, mas alvo de conversações para se atingir um alinhamento do grupo na obtenção dos objetivos de custo, prazo e qualidade da obra.

No que a tecnologia da informação, por exemplo, pode ajudar a resolver conflitos de comunicação na construção civil?
Ricardo – A tecnologia da informação é uma aliada à melhoria da comunicação e cada vez mais presente nas obras. É impossível pensar as obras atualmente sem a incorporação de rotinas com apoio de computadores e uso de programas e outros recursos da tecnologia da informação na coordenação de orçamentos, prazos e processos gerenciais de suprimentos. No entanto, o potencial que as tecnologias da informação apresentam deve ser complementado por uma compreensão do processo como as pessoas e as organizações usam e compartilham as informações produzidas. Nesse sentido, considero que a tecnologia da informação é fundamental, mas o que ela produz só se torna comunicação quando interpretada pelas pessoas. Por isso, deve-se ampliar a concepção e usar a tecnologia da informação como aliada aos processos de gestão, ao considerar a comunicação um processo humano e levar em conta pontos de vista gerenciais e organizacionais.

Entrevistado
Ricardo Rocha de Oliveira:
– Graduação: Engenharia Civil pela UEL – Universidade Estadual de Londrina (1988)
– Mestrado em Engenharia pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina (1993)
– Está em fase de conclusão de doutorado pelo PPGEC – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFSC, com o tema Gestão de Obras e Comunicação como um processo de tradução de conversações em texto
– Professor da Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, desde1995. Atua em disciplinas da área de Gestão e Economia da Construção e Planejamento e Controle de Obras
– Coordenador de Projetos de Pesquisa na área de Gestão, Qualidade e Produtividade de Obras Habitacionais de Interesse Social
– Autor de 46 trabalhos científicos publicados em diversos eventos da área de construção civil
– Autor do capítulo Metodologia para melhoria da qualidade e produtividade em obras habitacionais de caráter repetitivo, no livro Inovação, Gestão da Qualidade & Produtividade e Disseminação do Conhecimento na Construção Habitacional. Publicado pela: ANTAC – Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído em 2003
– Tem experiência profissional em construção civil, com ênfase em Gestão da Construção
E-mail: rroliveira@ecv.ufsc.br ou rroliveira@unioeste.br

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Vanessa Bordin MTB 00779



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Ricardo Rocha de Oliveira

A utilização eficiente da comunicação é considerada, atualmente, como um dos fatores de sucesso para a gestão de projetos na indústria da construção civil. Para isso, é preciso que ocorram mudanças no papel da liderança, com a adoção de novos conceitos e na forma de compreender a organização da construção. “O canteiro de obras hoje exige da liderança novos paradigmas da produção”, defende o engenheiro e professor da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) Ricardo Rocha de Oliveira.

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Ricardo – É preciso discutir e desenvolver teorias que sejam fundamentadas e utilizadas nas práticas da construção civil. Atualmente a maior parte das teorias apresenta a comunicação de uma forma limitada e, às vezes, equivocada. O processo de comunicação é visto somente como a circulação de informação para dar a conhecer o que deve ser feito, como deve ser feito e quem faz o quê. O processo de comunicação deve ser pensado através de perspectivas mais amplas, na forma como as pessoas efetivamente fazem no seu dia-a-dia. Esse processo deve ser compreendido como um sistema de interações entre pessoas e grupos que se interligam e se influenciam mutuamente. A melhor forma hoje de compreender essa interação é como uma conversação. As conversações são formas eficazes de compreender e desenvolver um processo de comunicação adequado à gestão das obras na construção civil.

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Ricardo – Na concepção de comunicação como conversações é preciso entender que o papel dos responsáveis pelas obras é o de um líder. A ação dos líderes deve estar voltada para a articulação e ativação de uma rotina de conversações que criam as conexões de compromissos para se atingir os objetivos estabelecidos para aquela construção, tais como prazo e qualidade. Nessa compreensão, a tarefa do líder passa a ser produzir confiança entre as pessoas participantes da rede de compromissos para permitir que os diversos grupos se enxerguem dentro de desempenhos factíveis e possam aprender a conectar os interesses de cada um aos interesses gerais do projeto.

Como os cursos de engenharia têm lidado com o choque cultural do engenheiro saído dos bancos acadêmicos e seus subordinados, muitas vezes, com baixa qualificação?
Ricardo – Em geral, os cursos de engenharia ainda apresentam uma maior atenção à formação com relação aos aspectos técnicos. No entanto, está havendo uma grande evolução nos últimos anos, na busca de introduzir aspectos sócio-comportamentais ao conjunto de competências desenvolvidas durante a formação acadêmica. Hoje há exigência de estágio em todos os cursos de graduação, como um processo de interação entre a teoria ensinada nas universidades e a vivência prática necessária à adaptação do profissional ao seu campo de trabalho. Outras boas iniciativas têm ocorrido nos processos de qualificação de profissionais em cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado). Vários trabalhos são desenvolvidos em estudos em empresas construtoras e em ambientes de obras, com o desenvolvimento dos profissionais nesse processo. Algumas construtoras têm buscado parcerias com programas de pós-graduação e absorvido esses profissionais. Para o entendimento de comunicação e liderança como conversações esse processo é muito importante. Os profissionais interagem e começam a compreender formas de se relacionar com pessoas e grupos de diferentes origens. Esse processo é o que forma líderes, eles passam a compreender que é necessário conversar adequadamente em ocasiões distintas, usar diferentes meios de comunicação e diferentes formas de linguagem para diferentes públicos.

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Hoje, a base da pirâmide da construção civil – os operários -, já está melhor qualificada. Esse é o caminho: entender que a gestão da obra depende de um trabalho coletivo?
Ricardo – A melhoria na qualificação dos operários é um fator necessário para o desenvolvimento do setor da construção. Não é possível pensar em um melhor desempenho das obras sem profissionais com competência em todos os níveis, do estratégico ao operacional. As obras são organizações dependentes da articulação e coordenação de vários grupos. Quanto mais qualificados forem os operários, melhor a comunicação. É primordial que eles saibam ouvir e falar com colegas e superiores. Também devem compreender melhor os textos aos quais as obras se referenciam, tais como instruções de trabalho, cronogramas e projetos de arquitetura e engenharia, para desenvolver conversações mais embasadas. Há muitas sugestões e contribuições originadas de pessoal operacional, devido à sua proximidade e a experiência na execução das obras. Um líder compreende que essas contribuições podem ser aproveitadas para melhorar os trabalhos, além de criar um clima agradável, ao ouvir e considerar as opiniões de todos. A tarefa de liderança no gerenciamento das obras deve encampar a busca do desenvolvimento de aspectos de comunicação dos recursos humanos.

Existem casos em que os operários respeitam mais o mestre de obras do que o engenheiro, pois consideram que o primeiro tem uma longa experiência em canteiro de obras e o segundo tem apenas a teoria. Como solucionar um impasse desses?
Ricardo
– Há algumas propostas inovadoras de organização de obras que tem abolido ou reduzido a presença do mestre de obras. No entanto, na maioria dos canteiros a figura do mestre de obras ainda é bastante importante no gerenciamento dos trabalhos, justamente por ter uma linguagem e desenvolver conversações com os operários de obras mais facilmente que boa parte dos engenheiros. Ao estruturar uma organização da obra com a presença do mestre é preciso deixar claro as esferas de competência desse profissional e do engenheiro. Em alguns momentos é preciso delegar para ganhar confiança e em outros definir parâmetros e limites necessários ao desempenho das tarefas. Ao considerar as conversações como fundamental à gestão das obras, o engenheiro como líder deve estruturar e articular uma rotina adequada de conversações com esse e outros profissionais da obra, para manter claro o papel de cada um na gestão. Um líder efetivo tem a compreensão de que as diferenças não devem ser ignoradas, mas alvo de conversações para se atingir um alinhamento do grupo na obtenção dos objetivos de custo, prazo e qualidade da obra.

No que a tecnologia da informação, por exemplo, pode ajudar a resolver conflitos de comunicação na construção civil?
Ricardo – A tecnologia da informação é uma aliada à melhoria da comunicação e cada vez mais presente nas obras. É impossível pensar as obras atualmente sem a incorporação de rotinas com apoio de computadores e uso de programas e outros recursos da tecnologia da informação na coordenação de orçamentos, prazos e processos gerenciais de suprimentos. No entanto, o potencial que as tecnologias da informação apresentam deve ser complementado por uma compreensão do processo como as pessoas e as organizações usam e compartilham as informações produzidas. Nesse sentido, considero que a tecnologia da informação é fundamental, mas o que ela produz só se torna comunicação quando interpretada pelas pessoas. Por isso, deve-se ampliar a concepção e usar a tecnologia da informação como aliada aos processos de gestão, ao considerar a comunicação um processo humano e levar em conta pontos de vista gerenciais e organizacionais.

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– Professor da Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, desde1995. Atua em disciplinas da área de Gestão e Economia da Construção e Planejamento e Controle de Obras
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– Tem experiência profissional em construção civil, com ênfase em Gestão da Construção
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