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Bancos absorvem engenheiros, como nas décadas perdidas

Mercado financeiro tem contratado, principalmente, engenheiros civis, elétricos, mecânicos e de produção

Bancos absorvem engenheiros, como nas décadas perdidas

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instituições financeiras

Nas instituições financeiras, engenheiros são empregados em áreas que vão do investimento à segurança. Crédito: US Bank National Association

A pesquisa anual realizada pela consultoria Universum Global revela que, no Brasil, o mercado financeiro voltou a capturar os engenheiros civis recentemente formados, como ocorreu durante as décadas perdidas da construção civil (1980 e 1990). Os profissionais da engenharia disputam vagas em instituições bancárias junto com especialistas em Tecnologia da Informação e os graduados na área de negócios, como administradores, contabilistas e economistas. Bancos, corretoras, fundos de investimento e fintechs (startups do mercado financeiro) têm absorvido, principalmente, engenheiros civis, engenheiros elétricos, engenheiros mecânicos e engenheiros de produção.

A coaching e especialista em mentoria, Rebeca Toyama, explica a razão de o mercado financeiro absorver profissionais da engenharia. “O engenheiro é treinado para criar processos que solucionem problemas. A área financeira costuma ter problemas complexos e de forma estruturada. Eles se atraem”, diz. Independentemente de haver emprego para engenheiros nas instituições bancárias, o consultor Valter Pieracciani enxerga isso como um mau sinal. “Se a engenharia brasileira perder mais uma década nós estaremos fora do contexto competitivo. A inserção do Brasil no mundo globalizado ficará em jogo”, alerta.   

Para realizar a pesquisa sobre tendências do mercado de trabalho para engenheiros, a Universum ouviu 9.167 universitários de cursos de graduação da área de engenharia, em 123 universidades do Brasil. Entre as empresas genuinamente de engenharia, a mais cobiçada continua sendo a Petrobras. Mas houve queda no interesse, constata a Universum. Há 4 anos, um em cada dois estudantes de engenharia escolhia a principal estatal brasileira como a empregadora mais atrativa. Hoje, esse índice é de um para cada quatro. Em contrapartida, a construtora MRV saltou da 35ª posição no ranking de 2018 para o 2º lugar em 2019, entre as preferidas dos graduandos.

Além do Brasil, pesquisa abrange outros 11 países entre as principais economias do mundo

Pela ordem, segundo o ranking, as seguintes empresas também despertam o interesse dos novos engenheiros em busca de vagas no mercado de trabalho: Google, governo (via concursos públicos), Odebrecht, Ambev, Embraer, Apple, Vale e Microsoft. Entre os bancos, os que mais têm absorvido engenheiros são Itaú, Banco do Brasil e Nubank (startup financeira). Outras empresas que se destacam são as ligadas à inovação. Segundo a pesquisa, ser inovador é a terceira principal meta de carreira dos futuros engenheiros, após equilíbrio entre vida profissional e pessoal e estabilidade no emprego.

Além do Brasil, a pesquisa abrangeu outros 11 países avaliados como as principais economias do mundo. São Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Rússia, Coreia do Sul, Reino Unido e EUA. Ao todo, foram entrevistados 225.000 estudantes de negócios e engenharia. Globalmente, as empresas mais citadas como as preferidas pelos novos engenheiros são, pela ordem, SpaceX, Tesla, Google, Boeing e NASA.

Entenda por que engenheiros estão migrando para o mercado financeiro

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Ranking de empregadores mais atraentes”, realizada pela consultoria Universum Global

Contato
contact@universumglobal.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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