Após 60 anos, Indonésia copia Brasil e terá sua “Brasília”

Jacarta, a atual capital do país, precisa ser desocupada por duas razões: superpopulação e afundamento

Parte da cidade de Jacarta, a capital da Indonésia, encontra-se abaixo do nível do mar. A área aterrada já afundou 2,5 metros em 10 anos, por duas razões: aumento da intensidade das chuvas – consequência das mudanças climáticas – e adensamento populacional. Isso levou o governo do país a projetar a construção de uma nova capital. O plano se assemelha ao que o Brasil fez entre 1955 e 1960, quando projetou e construiu Brasília. 

A nova capital administrativa da Indonésia será construída na Ilha de Bornéu, a 1.300 quilômetros de Jacarta. Quando estiver pronta, aproximadamente 1,5 milhão de funcionários públicos serão transferidos, aliviando a densidade populacional de Jacarta, que atualmente conta com cerca de 9,6 milhões de habitantes em seu território e outros 22 milhões vivendo na região metropolitana.  

A futura capital da Indonésia terá sua construção iniciada em 2020 e só deve ser concluída por volta de 2030, a um custo aproximado de 35 bilhões de dólares. A maior parte dos recursos será financiada pela cooperação entre o governo central, empresas estatais e a iniciativa privada. O orçamento do país vai bancar o equivalente a 19% dos custos da obra. “Tudo na Indonésia ficou centralizado em Jacarta. Do governo, aos setores financeiro, industrial, comercial e de serviços. Precisamos descentralizar”, afirma o atual presidente do país, Joko Widodo.

A Indonésia é um arquipélago com mais de 17 mil ilhas, das quais 6 concentram mais de 90% da população. Java, onde está localizada Jacarta, é ocupada por 54% dos 270 milhões de habitantes do país. “Não podemos continuar sobrecarregando Jacarta e Java em termos de densidade populacional, congestionamento, poluição e recursos hídricos”, completa o presidente Joko Widodo.

Nova capital será cidade inteligente em área de 180 mil hectares, em Bornéu

O anúncio de mudança de capital se deu através de pronunciamento à nação, no final de agosto de 2019. A nova metrópole será em uma área abrangendo duas regiões, North Penajam Paser e Kutai Kartanegara, na província de Kalimantan Oriental, em Bornéu. Para não repetir os erros cometidos em Jacarta, o governo planeja construir uma cidade inteligente. A localização já possui infraestrutura, como aeroporto e rodovias, além de um bem natural escasso em Jacarta: a água potável.

A nova capital ocupará uma área de 180 mil hectares. Porém, antes de iniciar a construção da cidade, o governo da Indonésia precisa solucionar duas questões estratégicas: estimular a instalação de cimenteiras na região conhecida como Sangkulirang-Mangkalihat – a 400 quilômetros das obras e local de uma das maiores jazidas de calcário da Indonésia – e construir pelo menos duas hidrelétricas, além de explorar outras fontes de energia alternativa (eólica e solar), para não depender das termelétricas de carvão e diesel, que predominam no país.

O início da construção da nova capital da Indonésia só vai acontecer depois que o congresso do país aprovar o projeto. O governo deve encaminhar a proposta no começo de 2020. Atualmente, a ideia enfrenta forte resistência de ambientalistas, já que a região em que será erguida a nova cidade tem floresta e espécies de animais em extinção.  Além da Indonésia, o Egito também viabiliza a construção de uma nova capital administrativa para desafogar a concentração populacional de Cairo.

Entrevistado
Embaixada do governo da Indonésia no Brasil (via assessoria de imprensa)

Contato: brasilia.kbri@kemlu.go.id

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330



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