Mercado imobiliário cresce 10% em 2025 e prevê queda da taxa Selic para estimular lançamentos em 2026

Setor bate recordes no quarto trimestre de 2025 e somou R$ 292 bilhões em volume geral de vendas no acumulado do ano

O mercado imobiliário brasileiro encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados históricos. Entre outubro e dezembro foram lançadas 133.811 unidades, um crescimento de 18,6% em comparação com o mesmo período de 2024, representando o maior volume trimestral dos últimos dez anos. No acumulado do ano, os lançamentos somaram 453 mil unidades, crescimento de 10,6% em relação a 2024 e novo recorde da série histórica. Os dados integram a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), elaborados pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII/CBIC) em correalização com o SESI Nacional e parceria com a Brain Inteligência Estratégica. 

Em termos financeiros, o volume total de vendas lançadas atingiu R$ 292 bilhões em 2025. Segundo Celso Petrucci, diretor de Economia do Secovi-SP, o desempenho surpreende diante do cenário de juros elevados. “Apesar da taxa de juros persistente em 15% ao ano, o incorporador continuou a sentir a demanda e fez seus lançamentos imobiliários independentemente desse patamar”, afirmou.

As vendas seguiram o mesmo ritmo: no quarto trimestre, foram comercializadas 109 mil unidades, e no acumulado de 2025, o setor totalizou 426.260 imóveis vendidos, representando uma alta de 5,4% em relação ao ano anterior.

Petrucci destacou a trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos. “Em 2020 acumulávamos 279 mil unidades vendidas em 12 meses. O mercado mostrou resiliência mesmo diante de pandemia, alta de custos e instabilidade econômica”, aponta.

Setor aposta na redução da taxa Selic para impulsionar demanda e novos lançamentos.
Crédito: Envato

Oferta cresce, mas estoque segue sob controle

A oferta final de imóveis encerrou o ano em 347 mil unidades, avanço de 6,2% em comparação com 2024. O aumento decorre principalmente do volume expressivo de lançamentos no último trimestre.

Apesar disso, o indicador de escoamento permanece saudável. O tempo médio para absorção da oferta está em 9,8 meses, bem abaixo dos quase 30 meses registrados no auge da crise dos distratos, em 2016. “Mais importante que o número absoluto é o tempo de escoamento. Hoje ele está abaixo de um ano, o que indica equilíbrio”, explicou Petrucci.

Minha Casa, Minha Vida responde por metade do mercado

O programa Minha Casa, Minha Vida consolidou sua posição como principal motor do setor. Em 2025, respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas nas 221 cidades monitoradas pela pesquisa.

Foram 224 mil unidades lançadas e quase 200 mil vendidas dentro do programa, com crescimento de 15,9% nas vendas ao longo do ano. “O Minha Casa, Minha Vida é hoje um programa consolidado como política de Estado. Mais de 50% dos financiamentos imobiliários do país passam por ele”, afirmou Petrucci. O escoamento nesse segmento é ainda mais rápido, próximo de oito meses. O bom desempenho reflete a forte demanda pelo primeiro imóvel, aliada ao déficit habitacional estimado em quase 6 milhões de moradias.

Intenção de compra atinge nível recorde

Dados da Brain Inteligência indicam que 50% dos domicílios com renda superior a R$ 2.500 manifestam intenção de comprar imóvel, o maior índice da série histórica.

Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da empresa, explicou que diferentes faixas de renda sustentam esse movimento. “Na classe média e baixa, a renda tem crescido acima da inflação. Já no segmento de alta renda, a taxa de juros elevada favorece quem investe e usa a aplicação para pagar parcelas”, afirmou.

Segundo ele, 35% dos interessados pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses. A maior parte procura moradia própria, mas 11% pretendem adquirir imóveis para locação, reforçando o imóvel como reserva patrimonial.

Preços sobem acima da inflação

O índice de valorização imobiliária apurado pela FGV registrou alta de 18,6% nos últimos 12 meses, superando tanto o INCC quanto o IPCA. Para Araújo, esse cenário estimula compras antecipadas. “Há clientes travando o preço do imóvel hoje, corrigido pelo INCC, enquanto mantêm aplicações financeiras rendendo próximo de 15% ao ano. A diferença gera ganho financeiro relevante”, observa.

Perspectivas para 2026

O setor projeta 2026 com cautela, mas confiante. A expectativa de redução da taxa Selic para a faixa de 12% deve estimular tanto a demanda quanto novos lançamentos. “A queda da Selic tende a impulsionar o ânimo de quem já tem intenção de compra. O mercado pode repetir 2025 ou até superar, dependendo do ambiente macroeconômico”, avaliou Petrucci.

Araújo, no entanto, ressalta que a base de comparação é elevada. “Não é simples superar recordes sucessivos. A tendência é crescer em ritmo menor, mas ainda positivo”, afirma. Com crédito disponível, orçamento robusto do FGTS e possível ampliação das faixas de renda do programa habitacional, o mercado entra em 2026 sustentado por demanda consistente e fundamentos sólidos, mantendo perspectiva de crescimento equilibrado.

Fontes
Celso Petrucci, diretor de Economia do Secovi-SP
Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain Inteligência

Contato
ascom@cbic.org.br (Assessoria de Imprensa)

Jornalista responsável
Ana Carvalho
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