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Sistema protendido e concreto autoadensável dominam pré-fabricado

Área Técnica, Inovação, Sobre Concreto 8 de abril de 2015

Pesquisa divulgada pela ABCIC mostra que setor aprimora suas linhas de produção, tanto no que se refere a materiais quanto a equipamentos

Por: Altair Santos

Recente balanço divulgado pela ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), intitulado “Sondagem de Expectativas da Indústria de Pré-fabricados de Concreto”, revela que sistemas protendidos de concreto e o concreto autoadensável passaram a dominar a linha de produção das empresas que atuam no setor. Em 2014, 59,5% das peças produzidas consumiram concreto com protensão e 58,1% utilizaram autoadensável como matéria-prima. Já o concreto armado foi usado por 40,5%. O estudo, organizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) revela ainda que, no ano passado, o segmento da construção industrializada absorveu 407 mil toneladas de cimento e produziu 1,063 milhão de m3 em estruturas pré-moldadas.

Em 2014, construção industrializada consumiu 407 mil toneladas de cimento e produziu 1,063 milhão de m³ em estruturas pré-moldadas

Os ganhos de produtividade é que passaram a dar protagonismo aos sistemas protendidos e ao concreto autoadensável dentro da indústria de pré-fabricados. No caso da técnica com protensão, ela oferece menor risco de fissuras, a possibilidade de construir peças mais esbeltas e resistentes e a oportunidade de vencer vãos maiores do que com o concreto armado convencional. Já o concreto autoadensável reduz custos por m³, garante melhor acabamento e permite bombeamentos à longa distância, além de otimizar a mão de obra.

O estudo revela ainda que 18,6% das indústrias do segmento já implantaram em suas fábricas a ferramenta BIM (Building Information Modeling). Em relação às empresas que conhecem, e que pretendem implantar o sistema nos próximos anos, o percentual é de 27,9% – um pouco abaixo dos 31,2% registrado no levantamento anterior. Somando quem já utiliza e quem planeja adotar o BIM nos próximos dois anos, o total já equivale a 46,5%. Tal percentual, ao lado do maior uso de sistemas protendidos de concreto e do concreto autoadensável, confirma maior consonância do segmento com preceitos de sustentabilidade e do intenso desenvolvimento tecnológico do setor.

Outro dado relevante mostrado na pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas está no fato de que 44% das empresas do segmento de pré-fabricados de concreto investiram em 2014 mais do que em 2013. Deste percentual, 78% responderam que destinaram os recursos para a compra de equipamentos para produção; 53,7% disseram ter ampliado suas áreas de produção; 41,5% aplicaram em infraestrutura de equipamentos em geral; 36,6% expandiram as áreas de estocagem e 34,1% investiram em galpões e obras civis. O levantamento apurou ainda que 31,1% das empresas do segmento planejam investir mais em 2015 do que investiram no ano passado.

Shopping centers lideram
A sondagem da FGV também levantou os segmentos da construção civil onde mais foram utilizadas estruturas pré-fabricadas de concreto em 2014. Houve alterações no ranking, em comparação com 2013. A área de shopping centers assumiu a liderança, seguida de indústrias, área de infraestrutura e obras especiais, conforme atesta a maior presença do segmento na viabilização de obras em aeroportos e também em estádios. O ranking de 2014 é completado ainda por centros de distribuição e logística, edifícios comerciais, obras para a área de varejo e, por último, o segmento habitacional.

No que diz respeito ao nível de emprego gerado pelo segmento de pré-fabricado, a sondagem da FGV registrou, com base em dados de 2013, que a indústria empregava 12.066 pessoas, ou seja, 1,5% do contingente da indústria da construção civil e 9,2% do segmento de fabricação de artefatos de concreto. Na comparação com o ano anterior, houve uma queda de 9% no número de trabalhadores por empresa. Na média, 33% das empresas possuíam até 100 empregados; 53% delas registravam entre 101 e 500 trabalhadores, e 14% contavam com mais de 500 funcionários.

O estudo da FGV revelou ainda dados sobre o perfil de produção das empresas do segmento. Mostrou, por exemplo, que aumentou significativamente o percentual de pré-fabricadores que processam anualmente um volume entre 30,1 mil m3 a 100 mil m3 de estruturas. Esse percentual era de apenas 6,4% em 2012 e saltou para 16,3%, em 2013. A pesquisa, que teve a coordenação da economista Ana Maria Castelo, foi realizada entre os meses de agosto a novembro de 2014 e ouviu 45 das 53 empresas associadas da ABCIC. Esta foi a segunda edição do estudo voltado exclusivamente para o setor de pré-fabricados de concreto.

Entrevistado
ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) (via assessoria de imprensa)
Contato: meccanica@meccanica.com.br

Crédito Foto: Divulgação/ABCIC

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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