Mata Atlântica terá estrada de baixo impacto ambiental

Novo traçado vai ligar o porto de Antonina à BR-277, no litoral paranaense, e terá ponte com mais de dois quilômetros de extensão

Novo traçado vai ligar o porto de Antonina à BR-277, no litoral paranaense, e terá ponte com mais de dois quilômetros de extensão

Por: Altair Santos

O trecho de 10,3 quilômetros da PR-340, que ligará a BR-277 ao município de Antonina, no litoral paranaense, tem um projeto ambicioso: quer ser a estrada brasileira com o menor impacto ambiental. O traçado cortará a Mata Atlântica em uma de suas áreas mais preservadas. Por isso, todo o plano passa por um rigoroso estudo ambiental, assim como os sistemas construtivos que estejam em sintonia com a proposta. “Como passará por uma área rica em biodiversidade, o objetivo é causar o mínimo impacto ambiental possível com a construção do novo acesso”, afirma o coordenador-técnico do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Glauco Tavares Luiz Lobo.

Cantitraveller usado no Rodoanel de São Paulo vai viabilizar obra no litoral do Paraná
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Para garantir a preservação da fauna e da flora, está prevista uma ponte com 2,1 quilômetros de extensão, que será construída com as tecnologias empregadas no Rodoanel que contorna a cidade de São Paulo e no trecho da rodovia Régis Bittencourt que corta a serra do Cafezal. A obra é considerada estratégica para tornar o porto de Antonina competitivo. “A técnica proposta para a construção desta nova ponte é a cantitraveller. A tecnologia permite que a ponte seja construída sem a necessidade de as máquinas entrarem nas áreas de mangue. A obra avança conforme as estacas são fixadas e as peças encaixadas como um Lego”, explica o coordenador-técnico do DER-PR.

A rodovia é necessária para atender o aumento de demanda do porto e, consequentemente, fortalecer a economia dos municípios de Antonina e Morretes. De 2010 a 2015, o terminal triplicou sua movimentação, chegando a 1.500 toneladas anuais. Em 2016, o crescimento do fluxo de cargas tem se mantido com a retomada das exportações de farelo de soja – no primeiro trimestre a movimentação cresceu 130% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2015, o porto retomou as atividades de embarque de açúcar, o que também aumentou o fluxo de veículos pesados. O movimento de 400 caminhões/dia tende a crescer para mais de 1.000/dia.

Obra deve custar R$ 170 milhões
Segundo o DER-PR, com o novo trecho da PR-340 será possível também retirar os veículos pesados das regiões centrais das cidades históricas de Morretes e Antonina. “Hoje, a rodovia que liga Morretes e Antonina está sobrecarregada, recebe tráfego pesado e tráfego de longa distância, além de apresentar conflitos de uso entre pedestres e ciclistas”, relata Glauco Tavares Luiz Lobo. Ele também menciona dados da Polícia Rodoviária Estadual, que apontam a ocorrência de 428 acidentes e 370 feridos no local, entre 2004 e o final do primeiro semestre de 2016. Por isso, ao longo de todos os 10,3 quilômetros do traçado a ser construído haverá calçamento e ciclovia.

O investimento previsto é de R$ 170 milhões e o projeto encontra-se, atualmente, na fase de audiências públicas para a apresentação do traçado e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Após as audiências, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vai avaliar a emissão da licença prévia para a obra. Assim, o DER-PR estará apto a contratar o projeto de engenharia para a construção do novo acesso. A expectativa é de que as obras possam ser autorizadas a começar entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro semestre de 2018.

O EIA/RIMA sobre o novo acesso pode ser consultado aqui.

Infográfico com o traçado do novo trecho da PR-340, com pouco mais de 10 quilômetros
Infográfico com o traçado do novo trecho da PR-340, com pouco mais de 10 quilômetros

Entrevistado
Engenheiro civil Glauco Tavares Luiz Lobo, coordenador técnico do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR)
Contato
glaucolobo@der.pr.gov.br

Créditos Fotos: João Luís da Conceição/A2 Comunicação, Divulgação/DER-PR

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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