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Concresul, um case de sucesso em branding

Marketing e Vendas, Mercado da Construção 24 de novembro de 2009

Empresa gaúcha completa 30 anos, investindo em tecnologia e em novos negócios para manter sua marca em destaque

Um dos principais ativos de uma empresa é a sua marca. Segundo o consultor em branding, José Roberto Martins, ela é a união de atributos tangíveis e intangíveis de uma corporação. Por isso, reforça o especialista, a gestão da marca tem um valor econômico fundamental para o sucesso dos empreendimentos.

Martins define que o posicionamento de uma marca é conhecido através do compromisso que a organização assume consigo e com o mercado. “Atualmente, as empresas aprenderam que precisam se relacionar muito bem com vários tipos de público, inclusive o interno, sem o apoio do qual nenhum posicionamento vingará. Essa integração é que dá sentido à estratégia corporativa ou mesmo à lógica do termo branding”, explica o consultor.

Dentro deste conceito, um case de sucesso de gestão de marca encontra-se na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde está sediada a Concresul. A empresa comemora 30 anos e tem sua marca relacionada a obras importantes no sul do país. Entre elas, as barragens do Salto do Jacuí e do Arroio de Taquarembó, além de atuar na ampliação do Trensurb, na região metropolitana de Porto Alegre. O próximo passo deverá ser a participação na construção da BR 448, também conhecida como Rodovia do Parque.

Pedro Reginato: “Busca constante do aprimoramento do nosso trabalho.”

Pedro Reginato: “Busca constante do aprimoramento do nosso trabalho.”

Para o sócio-gerente da Concresul, Pedro Antônio Reginato, a empresa é hoje sinônimo de investimento em tecnologia do concreto. “Nossa missão é prestar serviço a toda cadeia da construção civil e, por isso, buscamos constantemente o aprimoramento do nosso trabalho, tanto através do produto que entregamos aos clientes quanto da qualidade de nossos fornecedores”, afirma.

Um dos segredos da Concresul é ter um grupo de trabalho que sabe aliar uma política pés no chão com inovação. Em 1982, a empresa foi uma das primeiras a promover a entrega do concreto pronto na obra. Doze anos depois, em 1994, a Concresul ingressou no setor de pavimentação asfáltica, modernizando a tecnologia de insumos e ligantes. No ano seguinte, em 1995, foi a vez de investir em areia de britagem. “Com este novo produto, passamos a ter um controle de qualidade monitorado. Outros dois marcos importantes para este monitoramento foram a automação das centrais dosadoras de concreto, o que culminou com a conquista da ISO 9001, em 2003”, relata Pedro Reginato.

Concresul: um case de sucesso de gestão de marca

Concresul: um case de sucesso de gestão de marca

Os avanços da Concresul levaram à expansão da empresa, com a abertura de filiais em Nova Prata, Casca, Caxias do Sul, Garibaldi e Guaporé. A nova fronteira será a instalação de uma central dosadora de concreto em Veranópolis. Mas os investimentos não param por aí, sobretudo os na área de tecnologia. Recentemente, a empresa firmou parceria com a CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) para pesquisas em concreto.

Pela análise do consultor José Roberto Martins, a Concresul tem feito a lição de casa em sua gestão de branding ao longo destes 30 anos. “O uso da marca está relacionado com vários aspectos: lançamento ao mercado, manutenção no mercado, uso adequado, guarda e manutenção de informação centralizada e vigilância da marca”, resume.

 

Entrevistados:
José Roberto Martins, consultor da Global Brands: willian@evcom.com.br
Pedro Antônio Reginato, sócio-gerente da Concresul: pedro@concresul.com

 

Texto complementar

Dez dicas para construir marcas líderes

1. Capacidade de PD&I
Não adianta insistir com produtos e serviços ruins, complicados ou ultrapassados, que ninguém tem mais paciência de querer aprender a usar, manter ou arrumar. Se faz mal para o planeta e para os outros, também pode fazer mal para nós. Nesse ponto é fundamental que a empresa tenha capacidade de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação).

2. Fazer a diferença
Há produtos e serviços que se revelam cada vez mais substituíveis. É preciso estar atento às exigências do mercado para poder atendê-lo, de preferência fazendo a diferença.

3. Ajudar a economizar
Não importa se somos ricos ou pobres. Economizar em todos os níveis é modernidade permanente entre marcas inteligentes e engajadas socialmente.

4. Benefício hedônico
Se a marca massageia o nosso ego, destaca a imagem ou nos faz felizes, muito melhor.

5. Fuga da inércia
Tudo o que é bom é permanentemente provisório. É inesgotável o nosso desejo pela melhoria do que gostamos.

6. Planejamento integrado e continuado
A marca deve chegar ao mercado suportada por todas as áreas da organização, cujos profissionais devem ter formação superior de qualidade e atreladas à educação continuada. As marcas atingem diversos públicos: funcionários, autoridades, consumidores e parceiros. Todos na empresa devem corresponder às expectativas que a comunicação irá criar entre o público que a marca quer atingir.

7. Posicionamento diferenciado
O mercado a ser atendido provavelmente já está repleto de marcas. Se elas não são melhores que a sua, são, pelo menos, mais experientes. A sua marca deverá indicar ao público que ela irá compensar as deficiências das marcas existentes ou adicionar diferenciais desejados.

8. Um nome que simplifique a comunicação
Já são quase dois milhões de marcas registradas no Brasil. Não é nada fácil criar um nome (e domínio de internet) que seja registrável, fácil de pronunciar, memorizar e que signifique o seu posicionamento. Claro que se o que se irá vender for muito superior e diferenciado, o nome será apenas um detalhe. Mas quem foi que disse que o branding também não é feito de detalhes?

9. Comunicação inteligente
A internet ocupa rapidamente o espaço da TV, jornais e revistas. Tem também as mídias sociais que influenciam cada vez mais na compra de produtos e serviços, num universo de logotipos e embalagens cada vez mais parecidos uns com os outros. Bom design e comunicação criativa são recursos imprescindíveis, custe o que custar.

10. Pós-venda
A venda não acaba no balcão ou no fechamento do carrinho de compras do site. A maioria das empresas ainda não dá a devida atenção ao atendimento nos quase inevitáveis problemas com serviços e produtos. Em muitos casos, o orçamento de marketing e comunicação é superior ao que se investe no atendimento e esclarecimento aos consumidores.

Fonte: José Roberto Martins, consultor da Global Brands

Vogg Branded Content – Jornalista responsável Altair Santos MTB 2330



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