Triângulo Mineiro tem o maior canteiro de obras do país
Fábrica de celulose em construção em Minas Gerais irá consumir mais de 100 mil m³ de concreto industrializado

Crédito: facebook/LD Celulose
O canteiro de obras que mais emprega mão de obra e consome concreto atualmente no Brasil está localizado entre os municípios de Indianópolis e Araguari, no Triângulo Mineiro. Trata-se da construção de uma fábrica da LD Celulose – joint-venture entre a austríaca Lenzing e a brasileira Duratex –, com capacidade para produzir 500 mil toneladas de celulose solúvel por ano. A execução do empreendimento encontra-se em seu auge e gera quase 7 mil empregos diretos. A construção utiliza elementos pré-fabricados e serão consumidos 100.328m³ de concreto, além de 12 mil toneladas de aço.
Comparativamente, a Ponte da Integração, em construção entre o Brasil e o Paraguai, terá consumido cerca de 35 mil m³ de concreto quando concluída e emprega atualmente 650 trabalhadores da construção civil. Por causa do volume de elementos pré-fabricados para a obra em Minas Gerais, as duas unidades da empresa fornecedora das peças – a Protendit, localizada na região noroeste de São Paulo – dedicam 60% de sua capacidade instalada exclusivamente para abastecer a fábrica de celulose, cujo canteiro de obras ocupa uma área de 1 milhão e 500 mil m².
Segundo Luís Künzel, CEO da LD Celulose, a opção pelo pré-fabricado de concreto para viabilizar a obra atende protocolos de sustentabilidade e de baixa emissão de CO₂, além de buscar os benefícios da construção industrializada, que são: controle de custo, qualidade da obra, baixo desperdício de materiais, adequação a projetos arrojados, emprego de novas tecnologias e melhoria das condições de trabalho no canteiro de obras. “Trabalhar com as melhores práticas é o nosso compromisso”, diz. Outro fator é a redução de prazo para o início da operação da fábrica, estimado para o 1º semestre de 2022.
Obra se compara às maiores construções com elementos pré-fabricados do mundo

Crédito: Protendit
O investimento para que a produtividade no canteiro de obras mantenha ritmo acelerado não cessa e é estimado em 5,2 bilhões de reais até a conclusão da planta. Além disso, o projeto inclui a construção de uma usina de reaproveitamento de biomassa (cascas, ponteiras, galhos de árvores, licor negro e resíduo do cozimento) para gerar 144 MW de energia. Desse volume, 95 MW serão lançados na rede elétrica da região. Para atender a demanda, grandes torres de concreto pré-fabricado irão percorrer 22 quilômetros para a montagem da rede de transmissão que abastecerá a indústria de celulose solúvel e parte dos municípios do Triângulo Mineiro.
A fábrica que detém o maior canteiro de obras do Brasil pode ser comparada às maiores construções com elementos pré-fabricados de concreto do mundo. Uma delas é a Gigafactory, em construção na região de Berlim, na Alemanha. A unidade, que vai abrigar a produção de carros elétricos da Tesla para abastecer o mercado europeu, consumiu o equivalente a 75 mil m³ de estruturas pré-fabricadas. Batizada de GF4, a obra está na fase final de execução e empregou um processo de construção industrializada que utilizou menor quantidade de mão de obra. Em seu auge, a fábrica alemã da Tesla gerou pouco mais de 2.800 empregos diretos. A previsão é de que seja inaugurada em julho deste ano.
Entrevistado
LD Celulose e Protendit (via assessoria de imprensa)
Contato
faleconosco@lenzing.com
falecom@comunic.com.br
Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
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