Trem bala no Brasil: BNDES busca tecnologia ideal

Governo ainda discute qual o modelo mais adequado para a obra, mas tem uma certeza: não quer importar cimento

Governo ainda discute qual o modelo mais adequado para a obra, mas tem uma certeza: não quer importar cimento.

trem bala

Com licitação prevista para julho ou agosto de 2009, o projeto do trem bala brasileiro é a mais ousada obra idealizada no país em termos de transporte. Inspirado nos trens de alta velocidade que já trafegam nos países de primeiro mundo, ele ainda busca um modelo que se adapte melhor à realidade do Brasil, seja no sentido de engenharia quanto no de custos. Por enquanto, o que se sabe, é que não será uma construção barata. A estimativa é que custará acima de R$ 10 bilhões.

Os recursos virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em parceria com a iniciativa privada. Até agora, três grupos estrangeiros acenaram com o interesse de atuar como sócios da obra: a coreana Hyundai, a francesa Alston e a japonesa Mitsui, mas podem surgir mais. “Vai depender da tecnologia que acharmos a mais adequada. A gente ainda não tem isso definido. A idéia é licitar, analisar todas as tecnologias, e escolher a que melhor se adapte à nossa realidade”, disse Gustavo Costa, assessor de imprensa do BNDES.

Tanto no BNDES como no ministério dos Transportes e na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o projeto do trem bala é tratado com muita restrição. Detalhá-lo a fundo ninguém pode ou quer. “Os estudos ainda estão muito incipientes”, repete Gustavo Costa, num discurso semelhante ao que se escuta quando se tenta ouvir outras fontes do governo federal. Mas sabe-se que será uma obra vultuosa. Previsto para ligar as duas maiores cidades do país – São Paulo e Rio -, com passagem por Campinas, ele deve envolver pelo menos 550 quilômetros de construção.

Nenhum trecho de linha férrea que hoje existe entre São Paulo e Rio será utilizado. “Tudo será novo”, revelou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, em recente debate ocorrido em Brasília. Foi no 1.º Simpósio de Infra-estrutura e Logística do Brasil: Desafios para um País Emergente, realizado no Senado na última semana de novembro, que se soube, por exemplo, que uma das preocupações do governo é saber se a indústria de cimento no Brasil dará conta de suprir a demanda para a construção da obra.

Não é intenção do governo, como revelou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o trem bala brasileiro exija a importação de cimento. “Há uma preocupação com o cimento. Conversamos com os grandes fabricantes e eles demonstraram disposição de ampliar a oferta. Cimento não é fácil de importar. Estamos atentíssimos”, declarou a ministra em entrevista ao jornal O Globo, em janeiro de 2008, quando começou a se falar no projeto do trem de alta velocidade.

Independentemente do projeto vencedor, seja coreano, japonês, francês ou outro, algumas centenas de toneladas de cimento serão usadas na obra. A base dos trilhos, como se vê em outros países, é de concreto. Sem contar pontes e túneis a serem construídas ao longo do traçado. “A idéia é que seja escolhido um trajeto que privilegie as áreas planas, mas mesmo assim não se constrói uma estrada de ferro sem pontes e túneis”, concorda Gustavo Costa.

Se tudo correr dentro de um cronograma pré-estabelecido, a construção do trem bala brasileiro deve começar em 2010. A idéia inicial é que ele entre em operação até a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. O BNDES trabalha acelerada e sigilosamente para que o projeto se viabilize financeiramente. Quando o dinheiro estiver garantido, o canteiro de obras vai gerar muitos empregos e consumir muito cimento. De preferência, todo ele nacional.



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