Projeto pretende transformar a mobilidade no município de Fazenda Rio Grande
Obras prometem desafogar o trânsito e requalificar espaços urbanos na cidade da Região Metropolitana de Curitiba

Crédito: Divulgação
Fazenda Rio Grande, município da Região Metropolitana de Curitiba, vive um momento decisivo. Com uma população que quase dobrou em pouco mais de uma década, saltando de 81 mil habitantes em 2010 para 149 mil em 2022, a cidade sofre diariamente com congestionamentos, sobretudo na BR-116, principal ligação com Curitiba e com outros municípios do sul do Paraná.
O desafio de modernizar a mobilidade urbana encontrou resposta no projeto desenvolvido pela Geplan, que coordena uma das maiores intervenções viárias já realizadas na cidade. A obra, fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura, tem orçamento de R$ 160 milhões e prevê a construção de dois viadutos, reestruturação de vias marginais e revitalização de áreas de lazer.
“O município enfrenta várias dificuldades no planejamento estratégico urbano. O aumento populacional e o fluxo transitório dificultam o deslocamento das pessoas e causam congestionamentos, especialmente nos horários de pico”, explica Ricardo Amaral, fundador do escritório Ricardo Amaral Arquitetos Associados e da Geplan – Gerenciamento e Planejamento de Obras.
Diagnóstico técnico e participação comunitária
Antes de pôr a mão na massa, a Geplan realizou um mapeamento detalhado dos gargalos de mobilidade na cidade. A metodologia incluiu pesquisas em escolas, terminais urbanos e oficinas comunitárias. “Buscamos acessar famílias de diferentes regiões da cidade para obter um diagnóstico mais preciso”, afirma.

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O projeto também foi alinhado com diretrizes de órgãos como a Agência de Serviços Metropolitanos do Paraná (AMEP), a concessionária Arteris, a prefeitura e a Paraná Projetos. O objetivo foi garantir sinergia com outras intervenções já planejadas e evitar sobreposição de obras.
Segundo Amaral, o uso de softwares especializados de engenharia permitiu simular diferentes cenários de tráfego e avaliar o comportamento do sistema viário com os novos elementos previstos, como ruas, rotatórias, semáforos e binários. “Essa tecnologia nos permitiu testar soluções e prever a evolução da mobilidade a curto, médio e longo prazos”, detalha.
Obras estruturantes: dois viadutos e 1,5 km de vias revitalizadas
O projeto de engenharia prevê a construção de dois viadutos: o primeiro na Rua Nelson Claudino dos Santos, ligando os bairros Eucaliptos e Pioneiros, e o segundo na Rua Jatobá, nas proximidades do Posto Pelanda 21. Juntas, essas estruturas deverão melhorar significativamente o fluxo de aproximadamente 100 mil veículos que trafegam diariamente pela BR-116.
Além dos viadutos, serão revitalizados 1,5 km de vias marginais. A licitação será feita em modelo de contratação semi-integrada, modalidade que prevê a execução do projeto executivo e da obra pela mesma empresa, aumentando a eficiência e a agilidade do processo.
Requalificação urbana com foco em lazer e sustentabilidade
Mas o projeto vai além da mobilidade. A iniciativa também contempla melhorias em espaços públicos, como a Praça Brasil e o Parque Verde. Entre as novidades estão a construção de uma ponte sobre o vertedouro, ampliação do estacionamento, instalação de espaços gastronômicos para food trucks, criação de quadras esportivas e modernização do playground com piso emborrachado. Também haverá estrutura para esportes aquáticos.
As ruas Lapa, Paranaguá e a Avenida Paraná serão revitalizadas para facilitar o acesso ao Parque Verde, cujo objetivo é fomentar o turismo e integrar os espaços com calçadas acessíveis, ciclovias, pistas de corrida e estacionamento. “Avaliamos fatores como resistência e durabilidade dos materiais, impacto ambiental e custo-benefício. A experiência com outros projetos foi fundamental para garantir uma execução eficiente e duradoura”, ressalta.
Expectativa de impacto econômico e social
Com previsão de início das obras ainda este ano e conclusão em 24 meses, esse projeto representa um marco para Fazenda Rio Grande, não apenas por resolver os gargalos do trânsito, mas por impulsionar o desenvolvimento urbano e econômico da cidade. “Esse projeto foi pensado para transformar a mobilidade e a qualidade de vida da população. É uma intervenção que vai muito além da infraestrutura viária”, finaliza.
Entrevistado
Ricardo Amaral é arquiteto graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), fundador do escritório Ricardo Amaral Arquitetos Associados e da Geplan – Gerenciamento e Planejamento de Obras. Membro da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), possui mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de projetos urbanos e corporativos.
Contato
contato@ricardoamaralarquitetos.com.br
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