Preço dos imóveis residenciais fecha 2025 com alta de 18,64%

Segundo a Abecip, no acumulado do ano, os preços cresceram bem acima da inflação e dos custos da construção

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) anunciou que os preços dos imóveis residenciais no Brasil encerraram 2025 em trajetória de valorização, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R Abecip). O indicador registrou alta de 1,52% em dezembro e acumulou valorização de 18,64% no ano, o maior resultado desde o início da série histórica, em 2016. O movimento foi disseminado regionalmente, refletindo demanda resiliente, restrições estruturais de oferta e a consolidação do imóvel como ativo de preservação de valor, com desempenho muito acima da inflação (IPCA) e dos custos da construção (INCC).

Para Priscilla Cioli, presidente da Abecip, o desempenho de 2025 confirma a resiliência do mercado imobiliário, mesmo em um ambiente de juros elevados. Segundo ela, a forte alta da Selic impactou especialmente o crédito para a média renda, mas o setor encontrou caminhos para sustentar o crescimento, apoiado no bom desempenho do FGTS, em avanços regulatórios e na diversificação das fontes de funding. “O mercado superou as expectativas e mostrou capacidade de adaptação, inclusive com maior uso de recursos livres e soluções de tesouraria para financiamento”, afirma.

O cenário macroeconômico também contribuiu para dar sustentação à demanda. Em 2025, o rendimento médio mensal cresceu cerca de 5%, ampliando a capacidade de compra das famílias, enquanto a inflação ficou abaixo do esperado. Além disso, avanços em digitalização — como assinatura eletrônica e registro digital — ajudaram a reduzir entraves na jornada do crédito imobiliário, aumentando a eficiência do setor.

Perspectivas para 2026 são moderadamente positivas, mas condicionadas ao comportamento dos juros no segundo semestre.
Crédito: Envato

Resultados por região

No recorte regional, o Sudeste apresentou aceleração homogênea. São Paulo subiu 1,61% em dezembro e acumulou 15,76% em 12 meses; o Rio de Janeiro avançou 0,41% no mês, com alta anual de 14,17%; e Belo Horizonte manteve trajetória firme, com valorização acumulada de 20,06%. No Nordeste, o fim de ano mais aquecido impulsionou altas expressivas: Salvador registrou uma das maiores variações mensais, de 2,74%, encerrando o ano com 23,37%, enquanto Recife acumulou 24,71% em 12 meses. No Sul, o comportamento foi mais heterogêneo, com Curitiba entre os mercados mais aquecidos do país, somando 24,68% no ano, enquanto Porto Alegre desacelerou. Já no Centro-Oeste, Brasília foi o grande destaque nacional, com valorização histórica de 27,11% em 2025.

Perspectivas para 2026

As perspectivas para 2026 são moderadamente positivas, porém condicionadas ao comportamento dos juros no segundo semestre. A Abecip projeta crescimento de aproximadamente 16% no mercado de crédito imobiliário, com expansão de 15% no SBPE, 5% no FGTS e avanço expressivo de 66% dos recursos livres. A expectativa é que a implementação gradual de um novo modelo de crédito, com menor dependência de funding subsidiado e maior participação de fontes de mercado, contribua para maior sustentabilidade no sistema médio e longo prazo.

Ainda assim, Priscilla Cioli ressalta que a trajetória de queda da Selic será determinante para destravar uma retomada mais robusta do setor. “O mercado tem potencial para crescer, mas a velocidade dessa expansão depende diretamente da redução dos juros e da consolidação do novo modelo de funding”, afirma. Com isso, 2026 tende a se configurar como um ano de transição, marcado pela acomodação dos preços em patamares elevados e pela preparação para um ciclo de crescimento mais consistente a partir de 2027.

Fonte

Priscilla Cioli é presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Contato

Assessoria de imprensa ABECIP: kauane.rezende@agenciafr.com.br

Jornalista responsável: 
Marina Pastore – DRT 48378/SP 
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