Obras tornam RJ recordista em consumo de concreto

Volume de empreendimentos faz com que material empregado no estado passe de um milhão de metros cúbicos até 2016.

Volume de empreendimentos faz com que material empregado no estado passe de um milhão de metros cúbicos até 2016

Por:Altair Santos

O Rio de Janeiro se transformou em um canteiro de obras de 43,7 mil km², o que equivale à sua dimensão territorial. Principal cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, protagonista dos investimentos destinados ao pré-sal e ponto turístico número um do Brasil, o estado desencadeou investimentos na ordem de R$ 213,9 bilhões, que começaram em 2010 e devem se estender até 2020. O volume de recursos faz com que o Rio de Janeiro seja recordista em quantidade de obras no país e um dos mais destacados centros da construção civil mundial na atualidade.

Linha 4 do metrô da cidade do Rio de Janeiro: uma das megaobras em construção na capital fluminense.

Apesar de todos os 92 municípios do estado estarem envolvidos em obras, 60% delas estão concentradas na capital fluminense. No entanto, a que irá consumir o maior volume de concreto localiza-se em Angra dos Reis. Trata-se da terceira usina nuclear em construção, e que envolverá 200 mil m³ do material. Ainda sem números fechados, a Secretaria de Obras do Rio de Janeiro estima que todos os empreendimentos irão consumir mais de um milhão de metros cúbicos de concreto. Além de Angra 3, o Arco Metropolitano – anel rodoviário que unificará todas as rodovias que cruzam o estado – também receberá um volume intenso de concreto. Calcula-se 92 mil m³.

Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro mostra que, dos R$ 213,9 bilhões a serem investidos, R$ 83 bilhões irão para a cadeia de exploração e produção de petróleo. A logística e a infraestrutura urbana receberão R$ 61,9 bilhões. Em seguida, virão os setores de siderurgia (R$ 20,1 bilhões); energia (R$ 14,8 bilhões); petroquímica (R$ 14,6 bilhões), indústria naval (R$ 9,5 bilhões); indústria de transformação (R$ 7,9 bilhões); serviços (R$ 1,3 bilhão) e telecomunicações (R$ 800 milhões). Ainda de acordo com o documento elaborado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) denominado Decisão 2011-2013, desse volume de recursos R$ 181 bilhões serão investidos até 2013.

Entre as obras prementes estão a reforma do estádio Maracanã, que consumirá 31 mil m³ de concreto; a linha 4 do metrô, que facilitará o acesso do transporte público à Barra da Tijuca, e que consumirá 108 mil m³, além das quatro linhas de BRT (Bus Rapid Transit), que dos 180 quilômetros de extensão terão 125 executados em pavimento de concreto. A ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) assessora o projeto, que custará R$ 16 bilhões. Cada linha (TransOeste, TransCarioca, TransOlímpica e TransBrasil) deverá absorver perto de 70 mil m³ de concreto.  No conjunto de construções, estão previstas 60 obras de arte, com duas pontes estaiadas e três túneis.

Outro empreendimento relevante é o que promoverá a maior intervenção urbana em uma capital brasileira. Trata-se do Porto Maravilha, que irá transformar os 5 milhões de m² da região portuária e do centro histórico do Rio de Janeiro, cujo investimento em obras de infraestrutura chega a R$ 7,6 bilhões. Previsto para ser entregue em 2015, esse projeto, assim como os demais em construção, promete concorrer com os cartões postais que o Rio herdou da natureza. Agora, moldados em concreto.

Confira relatório da Firjan sobre investimentos no Rio de Janeiro: clique aqui

Entrevistados
Secretaria de Obras do Rio de Janeiro (SEOBRAS), Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro e Firjan

Contatos:  ascom@emop.rj.gov.br/ ascom@desenvolvimento.rj.gov.br /imprensa@firjan.org.br

Créditos foto: Divulgação/Governo do RJ

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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