Moinho vertical da Cimento Itambé torna-se referência e reforça compromisso do setor com eficiência energética e descarbonização
Equipamento responde por mais de 50% da produção da fábrica, alcança OEE de 98,2% e passa a ser usado como benchmarking de operação e manutenção no mercado cimenteiro
O desempenho operacional do Moinho Vertical N5 da Cimento Itambé colocou a unidade paranaense em posição de destaque no setor cimenteiro. A empresa recebeu reconhecimento da FLSmidth, fabricante do equipamento, após o moinho atingir uma Eficiência Global do Equipamento (OEE) acumulada de 98,2% ao longo de 12 meses, consolidando a operação como referência internacional em termos de desempenho, estabilidade e confiabilidade.
O indicador OEE reúne três fatores principais: disponibilidade do equipamento, performance produtiva e qualidade. No caso do Moinho Vertical N5, o índice de 98,2% significa que o equipamento esteve praticamente todo o tempo disponível, operou próximo da capacidade nominal e manteve padrões elevados de qualidade.

Crédito: Divulgação
Instalado em novembro de 2014, o Moinho Vertical N5, modelo OK 33.4, é responsável por mais de 50% de toda a produção da fábrica da Itambé, em Balsa Nova, no Paraná. Com capacidade de produção de cerca de 1 milhão de toneladas por ano, o equivalente a aproximadamente 150 toneladas por hora, o equipamento produz o cimento CP II-F-40, produto de alto desempenho, amplamente utilizado na construção civil e reconhecido pelos clientes atendidos pela Itambé por sua elevada resistência mecânica, confiável estabilidade e consistente padrão de qualidade.
Segundo o diretor industrial da Cimento Itambé, Fábio Garcia, trata-se de um ativo estratégico para a companhia. “Esse moinho produz o CP II-F-40, que exige uma moagem mais fina para entregar maior resistência. Por ser um moinho vertical de rolos, ele apresenta um consumo de energia significativamente menor em comparação aos moinhos horizontais, o que reduz custos e aumenta a eficiência do processo”, afirma.
Alta produtividade com menor consumo de energia
Além da relevância produtiva, o moinho vertical se destaca pelo impacto direto na eficiência energética da operação. De acordo com a empresa, o uso da tecnologia de moinhos verticais permite uma redução de até 38% no consumo de energia na operação comparativamente aos moinhos horizontais.
Para Fábio Garcia, a eficiência energética está diretamente ligada à agenda ESG com a qual as empresas do grupo estão engajadas e à descarbonização da indústria. “Esse moinho está conectado a um cimento com menor pegada de carbono. A eficiência energética se traduz em resultado concreto para o negócio e para o meio ambiente”, destaca.
Operação sofisticada e manutenção rigorosa

Crédito: Divulgação
Para obter todos os ganhos, o moinho vertical exige um nível elevado de controle operacional e manutenção contínua. Esse é um dos fatores que levou parte do mercado a abandonar essa tecnologia, optando por equipamentos mais robustos, porém menos eficientes do ponto de vista energético.
O gerente de engenharia mecânica da Cimento Itambé, Celso Carvalho, explica que o desempenho alcançado é resultado de disciplina operacional e rotinas rigorosas. “É um equipamento sofisticado. Ele entrega uma performance excelente, mas demanda muita atenção. Nós temos uma parada semanal do moinho para intervenções de manutenção, verificação de lubrificação e controle de desgaste para que ele possa entregar toda performance”, afirma.
A operação também conta com alto grau de automação e monitoramento contínuo, o que garante estabilidade e previsibilidade ao processo produtivo. “A combinação entre manutenção assídua e operação assistida, com sistemas automatizados de controle, é o que sustenta esse nível de eficiência ao longo do tempo”, acrescenta Carvalho.
Parceria tecnológica e reconhecimento internacional
O reconhecimento foi atestado pela FLSmidth, empresa dinamarquesa que fabrica o moinho vertical. Com a presença do vice-presidente da FLSmidth no Brasil, Thiago Coscelli, a empresa destacou a excelência da operação e a solidez dos sistemas de manutenção da Itambé. Para Celso Carvalho, a parceria com a fornecedora foi determinante. “O apoio, a troca de conhecimento e o reconhecimento têm um peso enorme, porque validam que estamos operando o equipamento dentro dos mais altos padrões globais”, afirma.
Dessa forma, o moinho vertical da Cimento Itambé consolida-se como um ativo estratégico não apenas para a empresa, mas como referência para um setor que busca constantemente aumentar eficiência, reduzir emissões e avançar de forma consistente na agenda de descarbonização.
Entrevistados
Fábio Garcia é graduado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá, com MBA pela Cornell University (EUA). Com 23 anos de experiência no setor de cimentos, atualmente é diretor Industrial da Cimento Itambé.
Celso José de Carvalho é graduado em Administração de Empresas com enfoque em Análise de Sistemas, especialista em manutenção e projetos de fábricas de cimento. Com 45 anos de experiência no setor de cimentos, atualmente é gerente de Engenharia Mecânica da Cimento Itambé.
Contato
fabio.garcia@cimentoitambe.com.br
celso@cimentoitambe.com.br
Jornalista responsável
Ana Carvalho
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