Mofo é culpa de quem: do construtor, do material ou do usuário?

As 3 partes estão suscetíveis a erros; ideal é que medidas de prevenção aconteçam na fase de projeto

Mofo em parede: comum em boa parte das residências, surgimento tem causas variadas, que podem ir desde erro de projeto até falta de manutenção Crédito: Wikimedia Commons
Mofo em parede: comum em boa parte das residências, surgimento tem causas variadas, que podem ir desde erro de projeto até falta de manutenção
Crédito: Wikimedia Commons

Paredes ou lajes com mofo, infelizmente, são comuns em boa parte das residências. Formado por colônias de fungos, o mofo surge em ambientes úmidos e com pouca incidência de luz. Se a causa for umidade relacionada com infiltração, trata-se de uma patologia construtiva e pode até ser identificada como vício oculto da obra. O problema pode ser causado por má execução ou qualidade discutível do material que deveria impermeabilizar a parede.

Há casos em que o usuário permite que o mofo prolifere por falta de manutenção na residência. Um exemplo clássico é deixar de fazer a renovação da pintura, seja externa ou interna, dentro do prazo. Outro motivo para o desenvolvimento de mofo pode estar associado a erro de projeto quanto ao posicionamento da edificação para receber insolação adequada e ventilação cruzada. Neste caso, a presença de umidade acumulada resulta em condensação da água, o que propicia o surgimento de mofo.

A fim de esclarecer dúvidas sobre esse problema crônico em residências, o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) ouviu alguns de seus associados para apontar porque o mofo prolifera nos ambientes construídos. Para a arquiteta Leonilda Ferme, a falta de impermeabilização correta é o principal causador da patologia. “Normalmente, a presença de umidade se dá por alguma deficiência de impermeabilização, que pode causar infiltrações nas lajes de cobertura, nas paredes em contato com o solo ou gerar umidade ascendente nos rodapés das paredes”, explica.

Segundo a arquiteta, para resolver a deficiência de impermeabilização é necessário contratar um profissional especializado. O engenheiro civil Anderson Oliveira complementa que a impermeabilização também faz parte da engenharia e do projeto. “Para impedir o mofo, deve-se adotar um modelo de impermeabilização que seja compatível com o tipo de fundação. É necessário verificar detalhes específicos, prevendo os arremates da impermeabilização da fundação com os tubos de abastecimento de água, sanitários e de energia”, alerta.

Impermeabilização correta da obra é parte do projeto e deve seguir as normas técnicas

No debate, o consultor José Mario destaca que há vários produtos de impermeabilização no mercado e, para cada necessidade, é possível usar um sistema de impermeabilização que pode ser rígido ou flexível. “O importante é que o sistema seja estanque à passagem de umidades e vapores”, ensina. “Existem membranas acrílicas, argamassas poliméricas, membrana de poliuretano, mantas asfálticas, entre outros produtos. É necessário analisar se a região que será impermeabilizada precisa de proteção contra a água na forma líquida e vapor ou só na forma líquida”, completa.

Todos os profissionais ouvidos pelo IBI destacaram que soluções pós-construção existem, mas o ideal é que desde a fase de projeto tudo seja pensado para garantir a impermeabilização da obra. “A impermeabilização é parte fundamental do projeto e requer conhecimento das normas técnicas. O IBI orienta procurar projetistas e engenheiros civis especializados para especificar o sistema que mais se adeque a cada caso”, realça o engenheiro civil José Miguel Morgado.

Vale lembrar que o mofo em residências pode desencadear as seguintes doenças: asma alérgica, rinite alérgica, sinusite fúngica, aspergilose broncopulmonar alérgica e micose broncopulmonar alérgica.

Entrevistado
Reportagem com base em estudo técnico do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI)

Contato
ibi@ibibrasil.org.br

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330



Massa Cinzenta

Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.

Veja todos os Conteúdos

Cimento Certo

Conheça os 5 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS

Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32

Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40

Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.

Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI

O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.

descubra o cimento certo

Cimento Certo

Conheça os 5 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.

descubra o cimento certo