Mentoria reversa: nunca é cedo ou tarde para aprender

Conceito nasceu em 1999 e no Brasil ainda está restrito às companhias globais que atuam no país

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Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil: mentoria reversa exige que empresas estejam abertas para contrariar o fluxo natural de autoridade e hierarquia dentro da corporação. Crédito: ABRH-Brasil

O conceito mentoria reversa surgiu em 1999, quando o então presidente da General Electric, Jack Welch, pediu a uma equipe de executivos que procurassem jovens colaboradores para ensiná-los a navegar na internet. A prática foi aperfeiçoada ao longo de 20 anos e hoje grandes corporações globais a adotam. Para Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil, nem todas as empresas têm perfil para implantar a mentoria reversa. “Mentoria reversa exige que empresas estejam abertas para contrariar o fluxo natural de autoridade e hierarquia dentro da corporação. A empresa tem que estar muito bem preparada para ouvir, entender e comunicar”, alerta.

No Brasil, a mentoria reversa ainda está restrita às subsidiárias das companhias globais que atuam no país e às empresas que financiam startups e incubadoras. “Estamos falando de companhias abertas à inovação, às novas tecnologias e aos novos negócios. Também são empresas que têm práticas inovadoras de recursos humanos, o que faz com que a mentoria reversa seja adotada sem muitas mudanças em suas rotinas”, esclarece o presidente da ABRH-Brasil. “A mentalidade de trabalhar de forma inovadora, de gerenciar grupos, é o fundamento da mentoria reversa, a fim de desobstruir canais de comunicação dentro da empresa, permitindo que os mais jovens compartilhem seus conhecimentos”, completa.

Paulo Sardinha afirma que a mentoria reversa também pode ser útil para romper paradigmas dentro das empresas. “As organizações têm uma dificuldade natural de enfrentar mudanças, e isso é quase universal. É comum ouvir expressões como ‘no meu tempo era assim’, ‘isso já foi tentado e não trouxe resultados’ ou ‘isso não adianta fazer’. Então, soluções novas precisam de respostas novas. A mentoria reversa é uma forma de se buscar essas respostas”, diz. Ele destaca ainda que a adesão deve ser espontânea e contar com pessoas que tenham o que comunicar, o que transmitir em termos de conhecimento, assim como pessoas dispostas a aceitar o contraditório: o mais novo ensinando o mais velho – no caso, mentor e mentorado.

Construção civil pode adotar práticas básicas nos canteiros de obras

Na construção civil, a mentoria reversa tem sido usada para treinar engenheiros civis com larga experiência prática às novas tecnologias de gestão de canteiro de obras e de execução de projetos, como o BIM. Profissionais com menos experiência de campo, mas com familiaridade em softwares, ajudam a capacitar os mais antigos. O presidente da ABRH-Brasil, no entanto, avalia que a mentoria reversa não seja a mais alta prioridade da construção civil nacional no momento. Mesmo assim, ele sugere uma prática básica do conceito que pode ser adotada nos canteiros de obras. “Antes de começar o dia de trabalho, o engenheiro pode reunir os operários e colher opiniões sobre o que vem dando certo e o que está errado nos processos de produção. Com certeza, vai melhorar a gestão de pessoas, que é a essência da mentoria reversa”, finaliza.

Entrevistado
Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos)

Contato: abrh_portal@abrhbrasil.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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