MCMV: teto dos imóveis das faixas 1 e 2 é ampliado

Mudanças no programa habitacional trazem novas perspectivas para o mercado imobiliário

O Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) aprovou em dezembro de 2025 a atualização dos valores máximos dos imóveis enquadrados nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltado a famílias com renda mensal de até R$ 4.700.

As mudanças entraram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 e revisam os tetos de preços para municípios com mais de 750 mil habitantes e para aqueles com população entre 300 mil e 750 mil, nas categorias de metrópoles e capitais regionais. Os reajustes variam entre 4% e 6%.

Com isso, os valores máximos passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, o que deve estimular a oferta de moradias e ampliar o alcance do programa.

“Essas famílias vão poder financiar imóveis um pouco mais caros e um pouco melhores. Famílias que moram em Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza ou Salvador, por exemplo, vão poder financiar imóveis de até R$ 270 mil para as faixas 01 e 02. Lembrando que o faixa 3 financia imóveis de até R$ 350 mil, enquanto o faixa 4, classe média, até R$ 500 mil. Com as regras aprovadas, o Conselho fecha os ajustes do MCMV que vão vigorar a partir de janeiro. As famílias vão poder financiar imóveis melhores no Brasil inteiro, vão ter mais subsídio – com destaque para a região Norte. Vamos dar quase R$ 20 mil a mais de subsídio para a região Norte do que estávamos dando antes. As famílias vão poder adquirir sua casa com maior apoio do Minha Casa, Minha Vida. Vamos ter, em 2026, um orçamento recorde para o programa. Vamos ter R$ 142 milhões do fundo de garantia por tempo de serviço, R$ 20 bilhões do fundo social para habitação de interesse social e recursos de poupança para classe média. Ao somar tudo, vamos ter quase R$ 180 bilhões para financiar a casa própria dos brasileiros”, anunciou Hailton Madureira, secretário executivo do Ministério das Cidades.

Valores máximos para as faixas 1 e 2 do MCMV passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil.
Crédito: Ministério da Casa Civil

Para Madureira, este será um ano recorde para o MCMV. “Em 2025, batemos 2 milhões de casas contratadas pelo programa, e queremos chegar a 3 milhões em 2026. Só o MCMV com crédito do FGTS e do fundo social, a gente pretende financiar 750 mil novas casas no Brasil”, comenta Madureira.

MCMV por regiões

O reajuste inclui mais 75 municípios e 51,8 milhões de habitantes, complementando decisões anteriores do Conselho e passando a abranger todo o país. Destaque para as capitais do Norte e Nordeste, todas contempladas, reforçando o papel do programa na redução do déficit habitacional e das desigualdades regionais.

Na região Sul, o valor máximo a ser financiado foi reajustado. “Isso vai beneficiar quase todas as cidades do Brasil. O destaque aqui vai para Porto Alegre e Curitiba, cujo novo teto é de R$ 270 mil. Mas dou ainda mais destaque para a região Norte, que além de ter novos tetos, vai ter uma nova curva de subsídios – que pode chegar a R$ 65 mil. É o momento para as famílias brasileiras aproveitarem. Com a reforma do imposto de renda, haverá recursos liberados, tem a nova isenção para quem ganha até R$ 5 mil de não pagar imposto de renda. Então deve ter uma renda disponível nova”, aponta Madureira.

Expectativa do mercado

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre, em 2026, as vendas do mercado imobiliário devem se manter elevadas, impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida, mas o crédito para a média e alta renda deve se contrair.

A principal diferença entre 2025 e 2026, segundo Ana Maria Castelo, está no comportamento das famílias. Após um ano de estabilidade, provocado pela postergação de obras e reformas diante dos juros elevados, a expectativa é de retomada.

“No cenário-base, projetamos crescimento de 2,7% do PIB da construção em 2026, com desempenho das empresas em linha com 2025, mas com uma recuperação importante da demanda das famílias”, afirma Ana Maria Castelo. A estimativa considera avanço de cerca de 2,6% no consumo das famílias, após estagnação no ano anterior.

A FGV ainda trabalha com um cenário pessimista, de crescimento de 1,3%, e um cenário otimista, de 3,4%, a depender principalmente do ritmo de queda dos juros e da efetivação dos programas de crédito.

Em comunicado, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) destacou que a ampliação para novas faixas de renda e as novas regras de crédito — que aumentará o funding  para até 100% da poupança e o teto maior no valor do imóvel —, aliadas às mudanças no Imposto de Renda, buscam recompor a capacidade de compra da classe média e reduzir o déficit habitacional.

Efeitos da faixa 4 do MCMV em 2025

Em 2025, uma ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida passou a incluir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil e imóveis com valor de até R$ 500 mil.

Para as incorporadoras, esse movimento trouxe uma mudança no comportamento do consumidor, que se tornou mais exigente.

“É um comprador que não aceita o básico. Ele quer um bom condomínio clube, áreas de convivência e projetos bem resolvidos. Esse tipo de estrutura, que antes era comum apenas em segmentos superiores, virou um diferencial competitivo no MCMV. Hoje, o cliente quer morar bem desde o primeiro imóvel”, explica Luã Brandalise, COO da Blendi Incorporadora, que atua há seis anos em construções MCMV. 

Para Marcos Vinicius, sócio-fundador da Habras, a mudança teve um impacto social positivo, além de impulsionar o mercado imobiliário, atraindo a classe média e aumentando a demanda.

“A Faixa 4 ampliou o público-alvo dos empreendimentos da construtora, especialmente para clientes com renda intermediária que buscavam imóveis de maior padrão sem abrir mão dos benefícios do programa. Isso trouxe mais segurança para as operações comerciais e aumentou a velocidade de vendas dos nossos empreendimentos que estão disponíveis para este público. Muitos compradores conseguiram enquadrar-se nas condições facilitadas, por isso o impacto nas vendas foi positivo. A estratégia é expandir a presença da Faixa 4 em diferentes regiões, trazendo novas opções para clientes que buscam imóveis com mais conforto e infraestrutura. A faixa 4 movimenta tanto a construção civil quanto o crédito habitacional, ampliando o mercado consumidor e acelerando o giro de vendas de empreendimentos”, explica o executivo.

Fontes

Hailton Madureira é secretário executivo do Ministério das Cidades.

Ana Maria Castelo é coordenadora de Projetos da Construção do FGV/ Ibre.

Marcos Vinicius é sócio-fundador da Habras.

Luã Brandalise é COO da Blendi Incorporadora.

Contatos

Hailton Madureira imprensa@cidades.gov.br

Ana Maria Castelo ana.castelo@fgv.br

Marcos Vinicius veronica.rocha@digitaltrix.com.br

Luã Brandalise amanda@noarcomunicacao.com

Jornalista responsável: 
Marina Pastore – DRT 48378/SP 
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