USP cria living lab para testar materiais inovadores

Projeto do edifício é do Centro de Inovação em Construção Sustentável (CICS) e servirá de incubadora para novos conceitos construtivos

Projeto do edifício é do Centro de Inovação em Construção Sustentável (CICS) e servirá de incubadora para novos conceitos construtivos

Por: Altair Santos

Um edifício construído com materiais e sistemas inovadores, para que suas próprias estruturas e demais instalações possam servir de laboratório para pesquisas voltadas para a construção civil. É isso que pretende o Centro de Inovação em Construção Sustentável (CICS) da USP (Universidade de São Paulo) ao projetar seu primeiro living lab. “A proposta é criar um ambiente integrado e sinérgico, acolhendo e unindo departamentos, laboratórios e pesquisadores de diferentes áreas, e que trabalhem com o tema construção civil sustentável. Incluem-se aí, empresas e suas respectivas áreas de pesquisa e desenvolvimento (P&D)”, cita o professor Francisco Cardoso, titular e chefe do departamento de engenharia de construção civil da Escola Politécnica da USP.

Desenho mostra como será o primeiro living lab do Brasil
Desenho mostra como será o primeiro living lab do Brasil

Além de Francisco Cardoso, que também é membro do CICS, o projeto tem em sua comissão coordenadora os professores da Poli Vanderley John, Vahan Agopyan e Orestes Gonçalves. Todos aprovaram a concepção arquitetônica do prédio, que foi desenhado pelo tradicional escritório paulistano aflalo/gasperini. A construção tem previsão de começar no segundo semestre de 2016 e flexibilidade é a palavra-chave da planta. Por ser um living lab, o edifício deve permitir mudanças e substituições em áreas como fachadas, coberturas, revestimentos e iluminação. O objetivo é fazer experimentos que possibilitem medir geração e consumo de energia, qualidade da água reaproveitada e eficácia térmica e acústica. Segundo o CICS, o projeto está orçado em R$ 15 milhões.

O living lab da USP vai agregar também o Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME), onde a universidade concentra a pesquisa de materiais para infraestrutura, como concretos ecoeficientes, e que serão utilizados na construção do edifício. “Na obra, outras tecnologias também serão testadas em condições reais de uso. Teremos ainda espaço para fazer demonstrações, já que é nosso papel divulgar os avanços tecnológicos e o conhecimento técnico-científico nesse tema”, diz Vanderley John. “O living lab será o centro de uma rede de interlocução qualificada, atraindo parceiros compromissados com a realização de experimentos, desenvolvimento e validação de novas tecnologias na área da construção civil”, completa Francisco Cardoso.

Inédito no Brasil, comum na Europa
Enquanto o living lab da USP é inédito no Brasil, em outros países trata-se de um laboratório presente em boa parte das melhores universidades do mundo, e também em corporações cujo negócio é o desenvolvimento tecnológico. Na área da construção civil, todos têm metas comuns: conseguir aumentar o ciclo de vida das edificações e a capacidade delas de se adaptarem aos novos conceitos construtivos, como baixa geração de resíduos, reciclagem e autossuficiência energética. Um dos living lab recentemente inaugurados está na universidade de Dübendorf, na Suíça. O foco deste laboratório é desenvolver robôs que saibam construir em larga escala. Também foi inaugurado há pouco tempo um living lab em Wallonia, na Bélgica, com recursos divididos entre o governo local e a Rede Europeia de Living Labs (ENoLL). Neste caso, o objetivo é qualificar mão de obra para atuar com as novas tecnologias na construção civil.

Entrevistados
– Engenheiro civil e professor Francisco Cardoso, titular e chefe do departamento de engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP
Centro de Inovação em Construção Sustentável (CICS) da USP (via assessoria de imprensa)

Contato
cics@lme.pcc.usp.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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