Rol de obras para PPPs explorarem é diversificado

Parcerias Público-Privadas são alternativa importante para a retomada da atividade econômica na pós-pandemia

A Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) aponta que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) são uma alternativa importante para a retomada da atividade econômica na pós-pandemia de COVID-19. Por isso, promoveu recentemente o webinar “Parcerias Público-Privadas como estratégia de recuperação econômica”, reunindo Fernando Camacho, professor do mestrado profissional da FGV EPGE e Investment Officer na International Finance Corporation; Cleverson Aroeira, superintendente da área de estruturação de parcerias de investimentos do BNDES, e Gabriel Fiuza, subsecretário de regulação e mercado da secretaria de desenvolvimento da infraestrutura do ministério da Economia.

Os debatedores apontaram as vantagens das PPPs, e como elas estão ganhando espaço na esfera federal, nos estados e nos municípios. Gabriel Fiuza destacou que os marcos regulatórios, como o que recentemente foi aprovado para o setor de saneamento básico, são decisivos para impulsionar as Parcerias Público-Privadas. Na avaliação do representante do ministério da Economia, as ferrovias e as telecomunicações tendem a seguir o mesmo caminho do saneamento. No entanto, Gabriel Fiuza fez a seguinte ressalva: “O setor privado precisa apresentar mais projetos de PPPs e não apenas esperar a ação do governo.”

Há setores viáveis para PPPs, mas ainda pouco explorados no Brasil, como infraestrutura urbana e infraestrutura social Crédito: FGV
Há setores viáveis para PPPs, mas ainda pouco explorados no Brasil, como infraestrutura urbana e infraestrutura social
Crédito: FGV

Fernando Camacho destacou os modelos de PPPs e concessões bem-sucedidos no Brasil, como os que privatizaram os aeroportos. “Temos praticamente 70% do setor aeroportuário com a área privada e os bons resultados são inegáveis. O setor rodoviário está no mesmo caminho”, afirma. O professor da FGV EPGE também ressaltou que as PPPs têm setores ainda pouco explorados no país, como as direcionadas para a infraestrutura urbana e a infraestrutura social, que atende educação e saúde. “Existem alguns pequenos projetos-pilotos bem sucedidos no Brasil, como os firmados em Minas Gerais e na Bahia, mas há muito espaço para investidores nessas áreas”, avalia.

BNDES tem uma “fábrica de projetos de PPPs” que atendem todos os segmentos

Cleverson Aroeira lembrou que o BNDES tem o que banco batizou de “fábrica de projetos de PPPs”. Nele, há pacotes que buscam duplicar o volume de rodovias federais privatizadas no país, e que hoje somam aproximadamente 10 mil quilômetros. “Também existem projetos interessantes no setor portuário e em segmentos subexplorados, como o de parques. O Parque Nacional do Iguaçu é um bom exemplo de privatização bem sucedida. Mas há muito mais para fazer. Para se ter ideia, os parques brasileiros recebem 12 milhões de visitas por ano, enquanto nos Estados Unidos chegam a 300 milhões. Quer dizer, existe um potencial enorme nessa área”, atesta.

Sobre os impactos da COVID-19 nos projetos de PPPs e concessões que estão em andamento, Aroeira avalia que esse tipo de investimento desperta uma visão diferente. “O investidor em infraestrutura enxerga o longo prazo, ou seja, ele continua olhando nossos projetos. O que as esferas de governo (federal, estadual e municipal) precisam fazer é seguir estruturando seus projetos. Não se pode parar de lançar leilões e de aprimorar as PPPs, a fim de atrair ainda mais investidores”, finaliza o executivo do BNDES.

Veja a íntegra do webinar “Parcerias Público-Privadas como estratégia de recuperação econômica”

Entrevistado
Reportagem com base no webinar “Parcerias Público-Privadas como estratégia de recuperação econômica”, promovido pela Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE)

Contato
secepge@fgv.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330



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