Proteção catódica de estruturas de concreto: o que é isso?

Técnica está entre as mais utilizadas para evitar corrosão de armadura, principalmente em áreas marítimas

Estruturas de concreto expostas ao ambiente marinho são as mais recomendadas para utilizar proteção catódica Crédito: Banco de Imagens
Estruturas de concreto expostas ao ambiente marinho são as mais recomendadas para utilizar proteção catódica
Crédito: Banco de Imagens

Estima-se que, anualmente, 5% do PIB da construção civil global seja destinado para o combate a manifestações patológicas no concreto armado, principalmente as causadas por corrosão das armaduras. Para a pesquisadora do Laboratório de Corrosão e Proteção do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) Adriana de Araújo, esse é um problema cotidiano nas construções. “A corrosão está no nosso dia a dia: nos postes de iluminação, nas calçadas, nas garagens dos edifícios, nas varandas. Por quê? Por falhas de execução, por problemas de manutenção e ou por falta de técnicas de prevenção”, explica a especialista, que desenvolve um amplo estudo sobre as causas dessa patologia, e como combatê-la.

O foco da pesquisa de Adriana de Araújo está concentrado na proteção catódica de estruturas. Segundo ela, essa é umas das 4 técnicas mais utilizadas para proteger a armadura de corrosão. As demais são: substituir a armadura de ferro por aço inoxidável ou aço ao cromo de baixo carbono; interpor barreira com revestimento orgânico na superfície do concreto ou envolvendo a própria armadura, como é o caso da pintura epoxídica, e modificar o meio através de adição de inibidor de corrosão na mistura, que é o procedimento mais utilizado no Brasil.

Quanto à proteção catódica de estruturas, a pesquisadora do IPT ensina que existem dois procedimentos: por corrente impressa ou por corrente galvânica. “As duas técnicas possibilitam mudar a interface da armadura-concreto. Porém, a proteção catódica por corrente impressa é mais utilizada em obras suscetíveis à corrosão por cloretos, e em ambientes expostos à atmosfera marinha. Já a proteção catódica com corrente galvânica utiliza elemento de zinco e aço-carbono e é mais usada em reparos”, relata a especialista, que faz um alerta: “O Brasil está atrasado na edição de normas quanto à corrosão de armaduras em concreto. As normas se apoiam muito na qualidade do concreto e esquecem das armaduras.”

Palavra-chave para evitar problemas com corrosão é passivação da interface armadura-concreto

A proteção catódica de estruturas de concreto não é uma técnica de baixo custo, assim como quase todas as outras que se propõem a combater patologias oriundas de corrosão. O ideal é tomar as medidas preventivas desde a fase de projeto até a execução. Como? Utilizando materiais com especificações corretas, atentar às resistências, ao cobrimento de concreto e ao uso de armaduras adequadas. A palavra-chave para evitar problemas com corrosão é passivação. Trata-se de conseguir manter a interface armadura-concreto com alta alcalinidade (pH entre 12,7 e 13,8). Quando o pH atinge níveis críticos (próximo de 7,5) ocorre o que tecnicamente chama-se de despassivação da armadura. A anomalia é desencadeada, normalmente, por carbonatação ou penetração de íons cloreto na matriz do concreto armado.

Quando a corrosão da armadura ocorre, o dano ao concreto é subsequente. O resultado mais visível é o surgimento de fissuras na parede externa da estrutura. Em situações mais críticas pode acontecer desplacamento. “Esse quadro patológico afeta a funcionalidade e a segurança das estruturas. Usada preventivamente, a proteção catódica conserva a passivação entre a armadura e o concreto”, finaliza Adriana de Araújo.

Veja artigo técnico sobre degradação das estruturas de concreto

Assista ao web seminário sobre proteção catódica de estruturas de concreto (necessário se inscrever)

Entrevistado
Reportagem com base no web seminário “Proteção catódica de estruturas de concreto”, promovido pelo portal AECweb

Contato
contato@email.aecweb.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330



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