Portugal desvenda 90 anos da arquitetura brasileira

Acervo reúne mais de 50 mil elementos, entre desenhos, fotografias, documentos, filmes, maquetes e cerâmicas

Infinito Vão
Exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”: o melhor da história da arquitetura brasileira agora está em Matosinhos, em Portugal. Crédito: Lara Jacinto/Casa da Arquitectura

“Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira” é considerada a mais completa exposição sobre os principais arquitetos do país e suas obras. Organizada pela Casa da Arquitectura (CA), ela acontece até 28 de abril de 2019 em Matosinhos-Portugal. Foram dois anos de pesquisa para reunir um patrimônio com mais de 200 doações, e que vai integrar o acervo permanente da CA. O acervo ainda conta com 103 projetos originais e mais de 50 mil elementos entre desenhos, fotografias, documentos textuais, filmes, maquetes, cerâmicas e outros objetos históricos. O material foi todo digitalizado e, em breve, poderá ser visto também pela internet. Porém, os originais não retornam mais ao Brasil.

O título da exposição foi inspirado no trecho da música Drão, de Gilberto Gil, onde um dos poemas diz: “… o verdadeiro amor é vão, estende-se infinito, imenso monolito, nossa arquitetura…”. A seleção dos projetos e dos objetos esteve a cargo dos curadores brasileiros Fernando Serapião e Guilherme Wisnik, que procuraram abranger diferentes gerações de arquitetos brasileiros. Entre os autores selecionados destacam-se Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, MMM Roberto, Sergio Bernardes, Roberto Burle Marx, Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi, Rino Levi, Severiano Mario Porto, João Filgueiras Lima (o Lelé) e Paulo Mendes da Rocha.

Os projetos que estão em Portugal resultaram de contratos de doação assinados pelos arquitetos e seus herdeiros. A maior parte dos desenhos originais destes autores estava no acervo de coleções públicas e privadas (faculdades, fundações e instituições brasileiras), com quem os curadores, em nome da Casa da Arquitectura, realizaram um acordo, a fim de viabilizar a exposição. A maior parte da coleção é dedicada à fase contemporânea dos autores, mas contempla também profissionais de gerações mais jovens da arquitetura brasileira, como Marcos Acayaba, Brasil Arquitetura, Angelo Bucci, Andrade Morettin e Carla Juaçaba.

Veja os períodos abordados na exposição

1924 a 1943
Envolve o vertiginoso processo de “formação” da arquitetura moderna brasileira, documentado na mostra Brazil Builds, em 1943, no Museu de Arte Moderna de Nova York.

1943 a 1957
No período que vai da Pampulha até o concurso para o Plano Piloto de Brasília, o Brasil viveu o apogeu de uma geração que inventou uma arquitetura arrojada, de espaços amplos e perfis sinuosos, que sublima os esforços da construção e seus grandes vãos. Destacam-se nesta fase Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

1957 a 1969
Enquanto a arquitetura carioca declina, surge em São Paulo, o centro industrial do país, uma produção vigorosa, baseada no uso pleno do concreto armado e aparente, na afirmação do peso e na exploração formal das estruturas.

1969 a 1985
No norte do país, Severiano Porto cria uma arquitetura que combina a linguagem moderna com a tradição construtiva indígena. Em São Paulo, aproveitando o clima de distensão da ortodoxia moderna, Lina Bo Bardi, no Sesc Pompeia, e Eurico Prado Lopes e Luiz Telles, no Centro Cultural São Paulo, criam edifícios lúdicos, nos quais a didática estrutural já não é o centro da questão.

1985 a 2001
Sediado na Bahia, João Filgueiras Lima, o Lelé, adapta as “formas livres” de Niemeyer a um raciocínio de industrialização, utilizando da fabricação pré-fabricada do concreto para amparar a construção dos hospitais da rede Sarah Kubitschek por todo o Brasil.

2001 a 2018
Esse período aborda a convivência contrastante entre uma valorização hedonista da arquitetura, em edifícios culturais e prédios ligados ao mercado imobiliário, e um forte ativismo de coletivos e movimentos sociais por moradias.

Números da exposição

• Anos de preparação: 2
• Arquitetos com obras na exposição: 136
• Projetos em exposição: 90
• Metros quadrados de área expositiva: 1.000
• Meses de programação: 7
• Coleção: 103
• Projetos doados: 2.822
• Quilos de material levados do Brasil: 50.292
• Documentos doados: 45.581
• Desenhos originais: 2.950
• Fotos: 1.485
• Publicações: 150
• Documentos em texto: 92
• Maquetes: 18
• Fac-similes: 11
• Filmes: 3
• Cerâmicas: 10

Entrevistado
Reportagem com base no material de divulgação da exposição “Infinito Vão – 90 Anos de Arquitetura Brasileira”
(via assessoria de imprensa)

Contatos
info@casadaarquitectura.pt
http://casadaarquitectura.pt/exposicoes/

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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