PavPlus traz economia de mão de obra e material

Sistema combina lajes nervuradas com o conceito americano de lajes maciças protendidas com fôrmas planas

PavpPlus oferece soluções para otimizar todas as etapas envolvidas na execução de uma estrutura de concreto protendido.
Crédito: Impacto Protensão

Para quem trabalha com construção civil, economizar com mão de obra e material ao mesmo tempo é um dos maiores desafios. Pensando nisso, o engenheiro Joaquim Caracas, sócio-fundador da Impacto Protensão, criou uma tecnologia que combina o sistema de lajes nervuradas com o conceito americano formado por lajes maciças protendidas com fôrmas planas. Este método ficou conhecido como PavPlus e, segundo o engenheiro, despertou o interesse de empresas nos Estados Unidos e da Europa na PTI Convention, um dos maiores eventos mundiais da área de tecnologia da construção civil

Das formas de plástico ao PavPlus

A história desse sistema começou quando Caracas criou uma metodologia com formas de plástico em suas obras, inspirada pelos brinquedos da LEGO®. Neste método, as fôrmas possuem dimensões padronizadas que são facilmente encaixadas. 

“Na construção civil, era comum o uso extensivo de madeira nas obras. Antes de concretar uma laje, era necessário construir uma forma, depois concretar e, em seguida, desmontá-la para transportar aos andares superiores. Uma das grandes vantagens dessa abordagem foi a eliminação das vigas internas das lajes. No Brasil, a cultura é de calcular viga e laje. Nós passamos a calcular tudo como laje – não existe mais viga.  Isto levou ao desenvolvimento de fôrmas de plástico de tamanho uniforme e à introdução de padronizações nas estruturas. Anteriormente, não havia um critério claro para o tamanho das lajes e faixas, resultando em inconsistências”, afirma Caracas.

Com isso, exclui-se a necessidade de uma mão de obra especializada – um dos grandes problemas da construção civil hoje. “A indústria da construção nos Estados Unidos tem enfrentado uma queda constante na produtividade desde a década de 1970. Aqui no Brasil, no Ceará, por exemplo, a média de idade de profissionais como carpinteiros, pedreiros e ferreiros é de 45 anos, indicando uma lacuna geracional preocupante. À medida que a nova geração demonstra menos interesse em atividades tradicionais da construção, como assentar tijolos ou fazer massa, a ênfase em transformar o setor em uma linha de montagem se torna ainda mais crucial. Até o momento, essa abordagem tem apresentado resultados positivos”, aponta o engenheiro.

Como funciona o PavPlus?

Essa mudança no sistema estrutural culminou no desenvolvimento do sistema PavPlus. De acordo com Caracas, o método inclui soluções para otimizar todas as etapas envolvidas na execução de uma estrutura de concreto protendido. “Isto inclui as armaduras passivas pelo uso de telas modularizadas; economia de concreto pela utilização de cubetas de plástico para lajes nervuradas; criação de processos na montagem das cordoalhas de protensão; aplicativos de montagem e de conferência, o primeiro processo informatizado do mundo para protensão não-aderente”, afirma.

“Quando você pensa em uma economia de material, a resposta seria utilizar o sistema de lajes nervuradas, pois economiza em torno de 30% de concreto, alivia o peso próprio da estrutura e consequentemente, economiza no aço. Mas pensando em produtividade, migra-se para o conceito americano, formado por lajes maciças protendidas com fôrmas planas. Tendo em vista que em torno de 50% do custo de uma estrutura é fôrma e mão de obra, pegamos todo o conceito do americano e transportamos para a laje nervurada, formando o Sistema PavPlus”, explica Caracas.

Vale destacar que, nesse contexto, a responsabilidade pela produtividade não recai mais exclusivamente sobre a mão de obra, mas sim sobre os processos utilizados. “A ausência de métodos bem definidos pode prejudicar a produtividade nas obras. Essa abordagem, inspirada em modelos de outros países, tem se mostrado eficaz”, diz o engenheiro.

PavPlus 2.0

Em outubro de 2021, foi lançado o PavPlus 2.0, uma evolução que permitiu a construção de lajes protendidas ainda mais finas, preservando sua capacidade de resistência. “Este sistema reduziu consideravelmente a quantidade de cabos de protensão necessários, diminuindo os custos de construção e otimizando o uso de recursos”, conclui Caracas.

Entrevistados
Joaquim Caracas é engenheiro e sócio-fundador da Impacto Protensão.

Contato:
joaquimcaracas@impactoprotensao.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP



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