Pandemia antecipa futuro do ensino de engenharia civil

Universidades e Confea avaliam como educação híbrida pode ser adotada sem prejudicar a formação profissional

Desde o final de 2020, o Sistema Confea/CREA e suas respectivas câmaras de engenharia debatem o ensino híbrido nas universidades. Crédito: facebook/Confea/CREA
Desde o final de 2020, o Sistema Confea/CREA e suas respectivas câmaras de engenharia debatem o ensino híbrido nas universidades.
Crédito: facebook/Confea/CREA

O ensino híbrido de engenharia, seja civil ou outras especialidades, já é admitido pelas principais universidades brasileiras e visto como inexorável por organismos fiscalizadores da profissão – entre eles, o Sistema Confea/CREA. Recentemente, em entrevista aos canais digitais da Concrete Show, a diretora da Escola Politécnica da USP, Liedi Bernucci, disse que o futuro aponta para o ensino híbrido. “Engenharia não é algo que, com sua amplitude, seja possível dar só aulas online. Mas há disciplinas que podem ser dadas no formato online, exceto as aulas práticas, aulas de campo e aulas que envolvam trabalho de equipe. Então, o futuro aponta para o ensino híbrido”, diz. 

Assim como a Escola Politécnica da USP, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), a Unicamp e a UFRGS também passaram a adotar formatos híbridos de ensino para alunos das engenharias, após as mudanças impostas pela pandemia de COVID-19. Três docentes ligados a essas universidades relatam o que mudou com a adoção do ensino híbrido. No IMT, o pró-reitor Marcello Nitz afirma que o maior desafio é manter o interesse do aluno. “As aulas têm uma dinâmica diferente quando mediadas por tecnologia e exigem técnicas especiais para promover o engajamento dos estudantes“, comenta. 

Na Unicamp, o coordenador do Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), Marco Antonio Garcia de Carvalho, entende que ainda levará tempo para se descobrir toda a potencialidade do ensino híbrido. “Por enquanto, ele se impõe como uma migração compulsória por causa da pandemia”, avalia. Na UFRGS, o Núcleo de Ações Discentes da Escola de Engenharia (Nadi/EE) realizou uma pesquisa para medir a satisfação dos alunos dos cursos de engenharia. Descobriu que somente 33,5% dos estudantes se adaptaram plenamente ao formato híbrido. Outros 41,2% se declararam neutros e 25,3% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos 

Confea/CREA vê como necessária discussão aprofundada sobre ensino híbrido 

No entender do coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CCEEC) do Confea/CREA, o engenheiro civil Rogério de Carvalho, é necessária uma discussão aprofundada sobre ensino híbrido nas escolas de engenharia. “Existem disciplinas que não podem ser ministradas por aulas virtuais, o que impede a vivência dos alunos na prática. São as aulas que exigem laboratório e manuseio de equipamentos. Uma aula de engenharia tem toda uma dinâmica de discussões, na qual os estudantes participam, dividem dúvidas e onde exemplos práticos são debatidos”, cita.  

No final de 2020, o Confea/CREA reuniu suas câmaras de engenharia e deliberou que uma comissão passaria a se reunir com representantes do ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Educação (CNE) para tratar de pontos de interesse relacionados com o ensino híbrido nas engenharias. O coordenador da Câmara de Engenharia de Minas, o engenheiro Augusto José Gusmão Lima, comenta que a discussão é inadiável. “A forma de ensinar não será a mesma depois da pandemia. É mais que urgente definir quais matérias podem ter sua teoria ensinada virtualmente e quais exigem a prática de campo e a participação presencial”, conclui. 

Entrevistado
Sistema Confea/CREA, Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE) (via assessorias de imprensa) 

Contato
gco@confea.org.br
secretaria@abenge.org.br
comunica@seesp.org.br 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330



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