Linha ouro do Metrô de São Paulo investe em tecnologia e sustentabilidade

Trecho ligará Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM, em trecho de 8,3 km de extensão total

A construção da Linha 17-Ouro foi retomada pela atual gestão estadual, após a rescisão de contratos parados e novas contratações.
Crédito: Envato

Durante a Copa de 2014, havia uma promessa de que a linha 17 seria um monotrilho para auxiliar na locomoção dos passageiros. No entanto, em outubro de 2022, o Trecho Washington Luís – Aeroporto de Congonhas/Morumbi e Pátio Água Espraiada estava todo em reprogramação, de acordo com relatório do Governo do Estado de São Paulo e do Metrô. 

Em novembro de 2022, foi feito um aditivo ao contrato que deixou as obras quase R$ 14 milhões mais caras. 

Como funcionará a linha?

A construção da Linha 17-Ouro foi retomada pela atual gestão estadual, após a rescisão de contratos parados e novas contratações. Ela terá 8,3 km de extensão total – incluindo trechos de manobras e pátio –, com oito estações que vão do Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM e conexão às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda. Por aqui, deverão passar 165.220 passageiros por dia útil. 

De acordo com relatório do Governo do Estado de São Paulo e do Metrô, a implantação do trecho contribui para a redução do transporte individual e proporcionará uma rota mais rápida e um caminho alternativo.

“O método construtivo do monotrilho reduz as desapropriações por ficar elevado e suas colunas estarem no canteiro central das avenidas. A previsão de demanda de passageiros indica uma linha não pendular, ou seja, o fluxo de passageiros será constante nos dois sentidos”, informa o documento.

Desafios da obra

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, as obras monotrilho da Linha 17-Ouro continuam a manter um ritmo aquém do esperado – especialmente se comparada às obras das linhas 2-Verde, 6-Laranja e 15-Prata.

Em 2022 foi feita a instalação das vigas-trilho no trecho da Marginal Pinheiros. A operação envolveu o uso de um equipamento específico instalado próximo à estação Morumbi, chamado de “treliça lançadeira”, que vai fazer o lançamento de 129 vigas na região da Marginal Pinheiros até o início do próximo ano. Cada viga é feita de concreto com 30 metros de comprimento por dois metros de altura, pesando 90 toneladas.

“É uma ação de engenharia complexa que marcou um ponto importante da retomada das obras da Linha 17-Ouro.”, reforça Alexandre Baldy, Secretário dos Transportes Metropolitanos.

 Além disso, foi feita a última viga-trilho curva, próxima à Ponte Octávio Frias.

A mão de obra foi um desafio na construção da Linha Ouro. “Quando chegamos em 2019, fizemos de tudo para destravar essa obra. Isso foi possível com novas licitações e contratações, retomando a construção que logo vai colocar essa importante linha à disposição da população”, afirmou Silvani Pereira, Presidente do Metrô de São Paulo.

Tecnologias 

Segundo o relatório do Governo do Estado de São Paulo e do Metrô, dentre as tecnologias utilizadas nesta linha estão:

  • Operação automatizada de trens;
  • Sistema Monotrilho, tecnologia pioneira no Brasil que circulará em via elevada;
  • Sistema de sinalização e controle Tipo CBTC, que permite a redução nos intervalos entre os trens;
  • Portas de plataforma que se abrirão somente no embarque e desembarque aumentando a segurança dos passageiros;
  • Trens equipados com câmeras em seu interior, sistema de gravação de imagens e ar refrigerado.

Sustentabilidade

De acordo com relatório do Governo do Estado de São Paulo e do Metrô,  esta linha ajudará a reduzir a emissão de poluentes (337 de toneladas ao ano); de gases de efeito estufa (34.969 de toneladas ao ano) e do consumo de combustível (17,3 milhões de litros por ano).

Fontes

Alexandre Baldy é Secretário dos Transportes Metropolitanos

Contato
Assessoria de imprensa: imprensa@metrosp.com.br

Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP



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