IPT usa termografia em drones para diagnosticar patologias

Tecnologia possibilita detectar problemas ainda em fase inicial, como microfissuras invisíveis a olho nu

Imagem sem uso de câmera termográfica mostra fachada de edifício com área danificada e área aparentemente saudável (quadrado menor) Crédito: IPT
Imagem sem uso de câmera termográfica mostra fachada de edifício com área danificada e área aparentemente saudável (quadrado menor)
Crédito: IPT

Com o uso de câmera termográfica embarcada em drone, o Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC) do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) desenvolveu ferramenta que ajuda a diagnosticar patologias do concreto em edificações. Segundo os pesquisadores, o equipamento melhora também os processos de manutenção de edifícios, pois consegue detectar problemas ainda em fase inicial, em especial as fissuras. É através delas que ocorre a penetração de água da chuva para o interior das estruturas. “Estas fissuras podem ser de pequena abertura e não-detectáveis em imagens convencionais ou a olho nu, mas são identificáveis pelas imagens termográficas”, diz Osmar Hamilton Becere, pesquisador do LMCC.

O processo de diagnóstico usa luz infravermelha para captar dados de temperatura da superfície da fachada. “Quando há algum tipo de irregularidade no material, o fluxo de calor é alterado. Isso permite destacar as anomalias”, revela o pesquisador. A explicação é reforçada por outro pesquisador do LMCC, Alexandre Cordeiro dos Santos. “Essa tecnologia possibilita a inspeção em regiões da edificação de difícil acesso, registrando anomalias de maneira rápida em imagens de alta definição, que subsidiam os pesquisadores para a tomada de decisão quanto ao estabelecimento de diretrizes corretivas”, completa. Os pesquisadores também destacam que é necessária mão de obra qualificada para operar os equipamentos.

Interpretação das imagens termográficas requer profissionais treinados

No entanto, com o uso de luz infravermelha o diagnóstico muda: verifica-se há danos também na área que antes aparentava estar preservada (quadrado menor) Crédito: IPT
No entanto, com o uso de luz infravermelha o diagnóstico muda: verifica-se que há danos também na área que antes aparentava estar preservada (quadrado menor)
Crédito: IPT

Segundo Caio Cavalhieri, pesquisador do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental (Labgeo) do IPT, a maior dificuldade que esse tipo de solução oferece está relacionada à interpretação das imagens termográficas. “Isso ocorre porque nossos olhos não estão acostumados a esse tipo de representação gráfica. É necessária uma análise criteriosa para compreender o significado exato da energia infravermelha emitida por diferentes objetos”, destaca. O ideal é que as inspeções com drones sejam realizadas sempre por dois profissionais: um dedicado à operação do equipamento e outro com conhecimento técnico para interpretar as imagens.

O processo de análise desenvolvido pelo IPT tem 4 etapas:

– Análise do projeto arquitetônico e avaliação visual da edificação.
– Seleção do equipamento e definição de um plano de voo para obter as melhores imagens das regiões a serem avaliadas.
– Transferência das imagens para o computador e análise dos dados obtidos.
– Diagnóstico da manifestação patológica, que, dependendo do grau de evolução, pode levar ao aprofundamento da investigação, através de ensaios laboratoriais específicos.

As atividades do IPT com drones começaram em 2013, com o propósito de auxiliar as equipes do instituto em projetos de acompanhamento ambiental de empreendimentos de grande porte. Em 2017, começou a operar com análises termográficas. A tecnologia foi incorporada às inspeções do LMCC em 2019.

Assista ao vídeo que mostra como a termografia consegue detectar microfissuras em edificações

Entrevistado
Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC) do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) (via assessoria de imprensa)

Contatos
lmcc@ipt.br
imprensa@ipt.br

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330



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