Escola sustentável em Curitiba vende energia excedente

Construído dentro dos padrões da certificação LEED Platinum, edifício tem miniusina em seu telhado, com 370 m² de painéis fotovoltaicos

Construído dentro dos padrões da certificação LEED Platinum, edifício tem miniusina em seu telhado, com 370 m² de painéis fotovoltaicos

Por: Altair Santos

A nova unidade de ensino do Senac na cidade de Curitiba-PR é a mais autossustentável do Brasil na modalidade escola. Inaugurado no final de julho de 2016, o prédio possui uma miniusina de energia em seu telhado, com 370 m² de painéis fotovoltaicos. “É uma instalação inovadora, e grande, se comparada com o que tem sido implantado no país. É a maior registrada pela Copel em termos de mini e microgeração de energia no Paraná”, afirma o engenheiro eletricista André Bollini, que fez a consultoria ambiental do empreendimento para que recebesse a certificação LEED Platinum.

Escola do Senac tem fachada que ajuda no controle térmico, sem ofuscar a iluminação natural das salas
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O certificado agrega as mais altas pontuações em relação às construções sustentáveis, e tem como característica o uso inteligente de recursos naturais, a otimização dos materiais e a eficiência de equipamentos instalados no edifício. Segundo o diretor da RAC Engenharia, construtora responsável pela execução da obra, Ricardo Cansian, alcançar este alto nível de sustentabilidade exigiu que os conceitos da LEED Platinum fossem implantados desde a concepção do projeto até a conclusão do prédio. “São procedimentos que vão gerar economia que pode chegar a 52% em energia elétrica e a 42% em água”, destaca.

As 228 placas solares instaladas na cobertura da edificação foram fundamentais para que a unidade do Senac alcançasse os índices de sustentabilidade exigidos pela certificação LEED Platinum. A inovação do sistema é que, em dias de baixa demanda da escola, como finais de semana e feriados, o excedente de energia elétrica produzido pelas placas será vendido para a Copel – companhia de energia do Paraná. Isso vai gerar créditos ao Senac, permitindo abatimento na fatura mensal. “Estimamos que o retorno de investimento de todo o sistema se dará em aproximadamente 7 anos e meio”, revela Ricardo Cansian.

Canteiro de obras

André Belloni: instalações aproveitam ao máximo a ventilação natural e a luz do dia
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Além da miniusina, o sistema de iluminação da escola também vai permitir menor consumo de energia da rede elétrica. O prédio tem 2,5 mil lâmpadas de LED com fotocélulas instaladas na área externa (fachadas, postes e balizadores externos) e nas salas de aula, que contam com sensores que desligam a iluminação quando estiverem vazias. Os ambientes também foram projetados para aproveitar ao máximo a ventilação natural e a luz do dia. Quando não for possível atender o conforto térmico naturalmente, o prédio aciona um sistema de climatização inteligente, capaz de atuar conforme a demanda de cada ambiente.

O edifício foi construído em sistema convencional de alvenaria. Para se habilitar à certificação LEED Platinum, a compra de materiais com baixa emissão de poluentes e a gestão do canteiro de obras foram primordiais. “O canteiro atingiu performances exemplares perante os critérios de certificação. Todos os materiais puderam ser reciclados, gerando o mínimo de impacto no entorno”, diz André Bollini. A execução da obra durou 18 meses. Projetada pelos arquitetos Eduardo Almeida e André Leite, a edificação tem 3.174,66 m² de área construída, com seis pavimentos. Ela está preparada para receber diariamente até 1.500 pessoas, entre alunos e funcionários do Senac.

Placas para captar energia solar vão suprir entre 30% e 50% do consumo do prédio
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Entrevistados
Engenheiro civil Ricardo Cansian, diretor da RAC Engenharia
Engenheiro eletricista André Belloni, gerente de projetos da Petinelli – Soluções em Green Building

Contatos
rac@raceng.com.br
info@petinelli.com

Crédito Fotos: André Sade/Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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