Em evolução, pequeno construtor vira gestor de obras

Para não estourar capital de giro, empreendedor da área da construção precisa administrar gargalos e seguir à risco o prazo de entrega

Para não estourar capital de giro, empreendedor da área da construção precisa administrar gargalos e seguir à risco o prazo de entrega

Por: Altair Santos

Dia 26 de março é o Dia do Construtor. Puxado pelas novas exigências do setor, esse profissional evoluiu e se transformou em gestor de obras. Construir, hoje, é saber lidar com os gargalos tão comuns no canteiro de obras e ter capacidade para atrair investidores, tanto para a incorporação quanto para a construção. Além disso, o construtor não pode ficar alheio às novas ferramentas, como o BIM, e à atualização das normas técnicas, principalmente depois da entrada em vigor da Norma de Desempenho.

Luiz Alberto de Araújo Costa, presidente da APeMEC: mão de obra e receber em dia são uns dos desafios de pequenos e médios construtores

No entanto, há um cenário um pouco diferente para aqueles que atuam como pequenos e médios construtores. Para esses, capital de giro e qualidade da mão de obra fazem a diferença na hora de empreender. São empresários que precisam cumprir os prazos de entrega para seguir captando novas obras e mantendo-se no mercado. É uma realidade que Luiz Alberto de Araújo Costa, presidente da APeMEC (Associação das Pequenas e Médias Construtoras do Estado de São Paulo) explica como funciona na entrevista a seguir:

Hoje, para o pequeno e médio construtor, qual o peso da gestão da obra no negócio dele?
Estima-se que o peso gire em torno de 10%, em valores financeiros. A gestão da obra começa a ter grande influência, inclusive para minimizar perdas e aumento de produtividade.

A APeMEC oferece que tipo de ajuda ao construtor que encontra dificuldade neste área de gestão?
Oferecemos palestras, cursos, assessoria jurídica e tributária. Quando existem pleitos ou demanda pelos associados, procuramos atendê-los com cursos para esclarecimentos, como Desoneração da Folha de pagamento no Segmento da Construção Civil e Licitação-RDC (Regime Diferenciado de Contratação).

Dentro da gestão da obra quais são os maiores desafios para o pequeno e médio construtor?
Padrão de obra, prazo de entrega, mão de obra e cumprir com as obrigações trabalhistas.

O pequeno construtor já começa a ter acesso a tecnologias, como o BIM, por exemplo, ou isso está distante deste segmento?
Já começa a ser uma preocupação ter acesso às tecnologias e estar atualizado com o mercado. A APeMEC ajuda as empresas trazendo palestras e fazendo convênios com universidades e fornecedores, como por exemplo a parceria que temos com a Softplan, que distribui um software de gestão para a indústria da construção civil, assim como com as Universidades Anhanguera-Morumbi e a UNINOVE.

Quando o pequeno e médio construtor inicia uma obra, quais são as demandas que mais preocupam ele?
Capital de giro, mão de obra, receber de seus clientes públicos ou privados nos prazos acordados.

Hoje, o negócio mais atrativo para pequenos e médios construtores é estabelecer parcerias com grandes incorporadoras ou ele mesmo tocar sua obra?
O mais atrativo, sem sombra de dúvidas, é tocar a própria obra. As grandes empresas fazem verdadeiros leilões, aviltando os preços em função de seus ganhos e lucros.

A compra e a estocagem do material de construção são estratégicas para o pequeno construtor viabilizar seu negócio?
Atualmente não há necessidade de estocar, pois o mercado atende de forma geral a demanda. Estocar seria um erro.

No Brasil, qual é a fatia que o pequeno e o médio construtor ocupam no mercado?
Para obras públicas, em torno de 10% em valores financeiros. Particular, por volta de 50%. Se for para as pequenas obras, como reforma e manutenção, daí é praticamente 100%. Para a mão de obra, a pequena e a média construtora representam em torno de 80% do volume de emprego gerado.

A Norma de Desempenho também entrou na pauta dos pequenos e médios construtores?
Sim, a APeMEC participa das discussões e seminários, informa seus associados através de comunicados. Mas entendemos que a norma está voltada para grandes empreendimentos.

Entrevistado
Engenheiro civil Luiz Alberto de Araújo Costa. Preside a APeMEC (Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil do Estado de São Paulo) desde 2010
Contatos
apemec@apemec.com.br
www.apemec.com.br

Crédito Foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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