Com investimento de R$ 150 milhões, rodovia do DF será toda reconstruída com concreto

Obras na Epig preveem pavimentação das seis faixas da via, construção de viadutos e corredor para ônibus
21 de março de 2024

Com investimento de R$ 150 milhões, rodovia do DF será toda reconstruída com concreto

Com investimento de R$ 150 milhões, rodovia do DF será toda reconstruída com concreto 1024 683 Cimento Itambé
Obras de pavimentação de concreto na Epig já começaram.
Crédito: F. Gualberto/Divulgação

Começaram em janeiro as obras de requalificação da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), no Distrito Federal, que substituirá o asfalto por concreto em toda a sua extensão – são três faixas de rolamento em cada sentido, alcançando 12 km.

A iniciativa surgiu após o projeto de modernização da Via Estrutural, outra importante rodovia do DF, que também recebeu pavimentação rígida. A obra foi concluída no final de 2023 e beneficia os cerca de 100 mil motoristas que passam por lá todos os dias. Ao todo, o Distrito Federal pretende implementar 242 km de pavimento de concreto em suas vias, com investimento de aproximadamente R$ 400 milhões.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Obras do DF, as obras de requalificação da via Epig preveem, além de pavimentação em concreto, a implantação de faixa exclusiva para ônibus no sistema BRT, a construção de nove viadutos, estações BRT, passagens para pedestres e ciclovias. Por questões de logística e segurança, as obras serão realizadas em seis trechos.

“Antigamente, o custo do pavimento em concreto era bastante elevado em comparação com o pavimento asfáltico. No entanto, nos últimos anos, esses valores se equipararam, tornando o uso do pavimento rígido, especialmente nas vias com tráfego elevado de veículos pesados, mais vantajoso“, explica Luciano Carvalho, Secretário de Obras. “Além disso, estudos apontam que o pavimento rígido tem durabilidade mínima de cerca de 15 anos, reduzindo significativamente os gastos com manutenção.”

Segundo o Secretário, em um primeiro momento, a intenção era de que o pavimento asfáltico da Epig fosse recuperado, mas, após estudos elaborados pelo consórcio responsável pela obra, entendeu-se que seria mais eficiente e econômico a troca do atual pavimento por concreto, usando a metodologia construtiva conhecida como whitetopping.

“O Distrito Federal é uma das primeiras unidades da federação a adotar o pavimento rígido em algumas das principais vias da cidade. Entendemos que essa será uma tônica nacional, especialmente nas vias com alto tráfego de veículos pesados, como ônibus e caminhões”, avalia Luciano Carvalho.

A Secretaria de Obras acrescenta, ainda, que a obra da Epig faz parte do corredor Eixo-Oeste, que prevê a construção de 38,7 km de corredor de ônibus BRT, do Sol Nascente ao Eixo Monumental e ao Terminal Asa Sul – e que todo ele será executado em concreto

Seis trechos das obras na Epig 

Projeto conta com investimento de cerca de R$ 150 milhões.
Crédito: F. Gualberto/Divulgação

O primeiro trecho abrange a implantação de corredor BRT, a construção de dois novos viadutos, instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano. Apenas as obras do trecho 1 estão em andamento neste momento.

O segundo trecho, localizado no intervalo entre a interseção Epig/ESPM e a interseção entre Epig/Sudoeste/Parque da Cidade, prevê a implantação do corredor BRT e a construção de três viadutos, além de instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano.

O terceiro trecho está concluído e consistiu na construção de viaduto na interseção da Epig com o Sudoeste e o Parque da Cidade.

A quarta etapa será executada no intervalo entre a interseção Epig/Sudoeste/Parque da Cidade e o entroncamento do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e consiste na implantação do corredor BRT, na construção de dois novos viadutos e na implantação de duas passarelas subterrâneas para pedestres, além de instalação de ciclovias, obras de drenagem, pavimentação, sinalização, paisagismo, calçadas e mobiliário urbano.

O quinto trecho da obra prevê, entre outros serviços, a construção de um viaduto, implantação do corredor BRT e ciclovias, além de obras de drenagem, pavimentação e paisagismo.

O sexto e último trecho estabelece a readequação do sistema viário para duplicação da via e implantação de estacionamentos públicos, além de obras de drenagem, pavimentação e implantação de ciclovias.

Fontes
Luciano Carvalho, Secretário de Obras
Secretaria de Obras do Distrito Federal

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé.

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