Alunos qualificados impulsionam curso de engenharia civil da UnB

Criada em 1969, graduação ocupa terceiro lugar no ranking do INEP e é referência para estudantes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do país.

Criada em 1969, graduação ocupa terceiro lugar no ranking do INEP e é referência para estudantes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do país

Por: Altair Santos

O curso de graduação de engenharia civil da Universidade de Brasília (UnB) desponta como o terceiro melhor do país, de acordo com o ranking do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) com base no desempenho do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Segundo o diretor do departamento, Sérgio Kóide, o que fez o curso obter essa posição foi o maior interesse dos estudantes pela engenharia. Ele explica que a demanda pela profissão atrai, desde 2008, alunos de melhor qualidade para o vestibular. “Além de a procura ser maior, a seleção também melhorou, porque a nota de corte aumentou. Então, a gente recruta alunos cada vez mais qualificados. Com material bom, formamos bons profissionais”, diz.

Sérgio Kóide: qualidade dos estudantes ajuda a qualificar o curso da UnB

Criado em 1969, a engenharia civil da UnB tem, atualmente, além da graduação, cursos de pós-graduação consolidados no meio acadêmico. Na avaliação do professor Sérgio Kóide, isso permite que os estudantes aprimorem o conhecimento. “A oferta de pós-graduação leva o aluno a ser estimulado a pensar em termos de pesquisa, ou seja, pensar um pouco mais à frente”, diz o diretor do departamento de Engenharia Civil e Ambiental (ENC) da Universidade de Brasília, que conta com 430 alunos matriculados no curso de graduação. Referência na região centro-oeste do país, e com influência em estados como Minas Gerais e Bahia, a UnB atrai principalmente estudantes do oeste e sul de Minas, região de Goiás e Tocantins.

O aquecimento do mercado para engenheiros civis está levando a UnB a rever o currículo da graduação. Uma das disciplinas que deve ser implantada em breve no curso é o do estágio orientado. A ideia é que o aluno, ao começar a ser absorvido pelo mercado de trabalho, seja assistido pelos professores. “Esta é uma discussão que estamos tendo agora e faz parte do bojo de uma melhoria do curso. Temos um grupo de professores dentro do departamento que está constantemente repensando a graduação. Em 2010, decidimos criar o curso de engenharia ambiental vinculado com a engenharia civil, pois entendemos que há uma interface muito grande entre eles”, revela Sérgio Kóide.

O aprimoramento do curso leva o departamento a expandir fisicamente. Até 2015, haverá a construção de três novas áreas no setor. Uma de 800 m², para abrigar novas salas de aula para as graduações de engenharia civil e engenharia ambiental; outra de 1.000 m², para a expansão dos laboratórios de graduação e salas dos professores, e mais uma área de 2.500 m² para laboratórios de pesquisa. Com o financiamento de organismos como CNPQ, Capes e fundações de apoio, o departamento de engenharia civil da UnB desenvolve atualmente 30 modelos de pesquisa, entre eles estudos voltados ao concreto. “Nesta área, temos uma linha de pesquisa forte na pós-graduação”, comenta o diretor do departamento.

O curso de graduação de engenharia civil é hoje o terceiro mais procurado e o segundo com a maior nota de corte da UnB. “Isso tudo é reflexo do mercado”, avalia Sérgio Kóide. Em função de programas como PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Minha Casa, Minha Vida, o espectro de oportunidades para engenheiros civis em Brasília ampliou consideravelmente. Aumentaram, sobretudo, as vagas nos órgãos públicos da capital federal, assim como surgiram consultorias e empresas de construção civil disputando os profissionais que saem da Universidade de Brasília.

Ranking dos 10 melhores cursos de engenharia civil, segundo o INEP
1 – PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO – PUC-RIO – 4,59
2 – INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA (Rio de Janeiro) – IME – 4,43
3 – UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UNB – 4,22
4 – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS – UFSCAR – 4,10
5 – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC – 4,02
6 – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS – 3,90
7 – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – UEM – 3,89
8 – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ – 3,89
9 – UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL – 3,87
10 – UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO- UNESP – 3,83

Entrevistado
Sérgio Kóide, diretor do departamento de Engenharia Civil e Ambiental (ENC) da Universidade de Brasília
Currículo

Graduado em engenharia civil pela Universidade de Brasília (1975)
Tem especialização em engenharia de terminais e oleodutos pela Petrobras (1976)
Mestrado em engenharia civil (recursos hídricos) pela COPPE-UFRJ (1984)
Ph.D (recursos hídricos) pelo Imperial College – Universidade de Londres(1990)
Atualmente é professor Associado da Universidade de Brasília
Contato: skoide@unb.br / enc@unb.br / http://www.unb.br/ft/enc/

Crédito Foto: Divulgação/UnB

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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