Investment Grade – Grau de Investimento
O objetivo dos países e empresas que buscam atrair capital estrangeiro, assim como financiamento no mercado externo com taxas atrativas, é obter a classificação de Grau de Investimento.
O que é Investment Grade?

O objetivo dos países e empresas que buscam atrair capital estrangeiro, assim como financiamento no mercado externo com taxas atrativas, é obter a classificação de Grau de Investimento.
Uma definição simplificada é dizer que Grau de Investimento é uma nota conferida por agência de risco a um país ou empresa para atestar sua capacidade de honrar seus compromissos financeiros.
Entre essas agências, as principais são Fitch, Standard & Poor´s e Moody´s.
Essas notas (rating) seguem uma escala, conforme a tabela abaixo:


Em maio de 2007, a Fitch e a Standard & Poor´s elevaram o rating do Brasil para BB+ (rating especulativo). Em agosto do mesmo ano, foi a vez da Moody´s rever o rating brasileiro, de Ba2 para Ba1 (rating especulativo).
Hoje o Brasil se encontra a um degrau da nota Grau de Investimento. Na América Latina, apenas o Chile (desde 1992) e o México (desde 2000) possuem ratings como Grau de Investimento.
No Brasil, várias empresas detêm rating de Grau de Investimento. Bons exemplos são: Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Vale, Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), Banco Itaú, Votorantim Celulose e Papel (VCP), Gerdau e Banco Bradesco.
O que falta para o Brasil chegar a Grau de Investimento?
Para o Brasil receber esta nota, é preciso principalmente reduzir as dívidas externa (U$196,2 bilhões1) e pública (R$ 1,128 trilhões2). Em 1999, a dívida externa brasileira era aproximadamente 200% superior às exportações do país. Hoje, essa relação caiu para 34%. Além disso, a relação dívida pública/PIB ainda possui um valor elevado, em torno de 43%. Os países classificados como BBB (Grau de Investimento), para a mesma equação, possuem em torno de 28%.
Embora no Brasil a perspectiva de responsabilidade fiscal e monetária seja positiva, ainda é necessária a realização de reformas que possibilitem alavancar e sustentar as taxas de crescimento econômico.
Apesar do desempenho positivo do PIB brasileiro, que no período de janeiro a setembro de 2007 foi de 5,3%, correspondendo a R$ 645,2 bilhões, a atividade econômica ainda se encontra em patamares inferiores aos de países que possuem Grau de Investimento, e mesmo àqueles que possuem o mesmo rating que o Brasil.
Isso significa que o índice de crescimento do país é inferior ao que o mundo está oferecendo.
Quais as vantagens de obter o Grau de Investimento?
Quando o país obtém o Grau de Investimento, ele demonstra mais organização e controle de suas contas públicas, além de melhorar a qualidade destes gastos. Porém, mais importante que a obtenção do Grau de Investimento é a sua manutenção, pois somente isto irá assegurar a permanência de recursos não especulativos.
Confira as principais vantagens do Grau de Investimento:
A melhora dos fundamentos econômicos é reconhecida pelas principais agências de risco;
– Controles nas contas públicas e externas;
– O aumento do Investimento Estrangeiro Direto (IED);
Historicamente, todos os países que alcançaram o Grau de Investimento tiveram um aumento do IED.
No México, por exemplo, o aumento foi de 10,40% no ano anterior ao Grau de Investimento. Em 2000, ano da classificação, os investimentos aumentaram 29,70%. Essa mesma tendência ocorreu em outros países que alcançaram o Grau de Investimento, como: África do Sul, que obteve um aumento de 290%; a Bulgária, com aumento de 214%; a Rússia, com aumento de 354%; e a Romênia, com 252% de aumento de IED.
Boa parte desse aumento deve-se aos grandes fundos de pensão dos EUA e Europa, que têm algumas centenas de bilhões de dólares em caixa e que, devido a sua política de investimento, só podem aplicar esses recursos em países com Grau de Investimento.
– Em relação à Bolsa de Valores, verificou-se um aumento e continuidade nos fluxos de capitais externos e queda na volatilidade;
– A obtenção de empréstimos mais baratos nos mercados internacional e nacional, com reflexo no mercado interno.
Caso o Brasil consiga fazer bem sua lição de casa, as previsões mais conservadoras dão conta de que, no máximo até 2009, o Grau de Investimento será obtido.
1Fonte Banco Central – valores referente a novembro/2007
2Fonte Banco Central – valores referente a novembro/2007
Alguns links interessantes sobre o tema:
http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT
http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp
Referência:
Créditos: Ricardo Israel – Gerente Financeiro da Itambé
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