Impermeabilizar a obra durante a construção garante economia e durabilidade ao imóvel

Especialistas ressaltam a importância do processo e falam sobre os sistemas disponíveis

Impermeabilização de imóveis custa menos na fase de construção.
Crédito: Envato

Realizar a impermeabilização de um imóvel é fundamental para prevenir infiltrações e problemas que possam comprometer a estrutura da obra.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), quando o processo é realizado durante a fase de construção, seu custo fica entre 2% e 3% do valor total da obra, enquanto os gastos sobem para 20% do valor da obra em caso de reparos realizados após a conclusão do projeto.

“A definição das áreas a serem impermeabilizadas é algo que vem até antes da construção do imóvel, vem desde a fase de projeto”, diz Thiago Vallotti, assistente técnico do IBI. “A aplicação se dará preferencialmente por empresa especializada na aplicação de impermeabilização e sempre com produtos e sistemas corretamente especificados e que atendam às Normas Brasileiras (ABNT).”

O especialista explica que o procedimento é necessário para evitar as ações danosas da água e de fluidos nos elementos da construção, sendo essencial, em alguns pontos, para garantir a vida útil e estabilidade de estruturas – como em muros de arrimo e baldrames. Já em áreas molhadas (como banheiros, lavabos, cozinhas e lavanderias), permite que a água tenha o seu correto destino sem causar danos estéticos nem de desempenho. Em áreas suspensas (como jardins elevados, lajes e coberturas expostas, sacadas e varandas), a impermeabilização evita que a água da chuva penetre nos materiais, causando não apenas danos estéticos, mas problemas mais severos.

“Uma vez aplicada e operante, as áreas impermeabilizadas necessitam de inspeção e manutenções para garantirem sua efetividade, durante toda a vida útil do imóvel”, afirma Vallotti. Segundo ele, há três tipos de manutenções: a corretiva, feita quando se percebe a falta de estanqueidade, a preventiva e a preditiva, realizadas antes de ocorrência de falhas. “As manutenções do tipo preventiva e preditiva são sempre as recomendadas (e que devem ser seguidas), deixando as manutenções corretivas somente para casos fortuitos, como chuvas de granizo e queda de árvores que possam porventura danificar um sistema de impermeabilização exposto, por exemplo.”

O assistente técnico do IBI destaca, ainda, que a busca pela correta impermeabilização vem se difundindo. “Falhas de impermeabilização são massivamente a maior fonte de reclamações de usuários, principalmente de edifícios verticais, como revelam pesquisas e artigos recentes. E isso naturalmente gera mais atenção”, explica. “A impermeabilização não fica visível, na maioria das vezes, porém cumpre seu papel primordial estando lá, muitas vezes, abaixo de bonitos pisos e pedras caras, e nobremente garantindo o correto funcionamento, estanqueidade e habitabilidade do imóvel.”

Renato Giro Bessa de Almeida, diretor-presidente da Associação de Engenharia de Impermeabilização (AEI), também avalia que este é um mercado em crescimento, devido ao aumento da conscientização. “O consumidor está cada vez mais preocupado em evitar um custo maior de suas necessidades corretivas, não postergando as intervenções necessárias, reduzindo, assim, o investimento a ser feito.”

Segundo ele, o local da obra, as condições climáticas e o gradiente térmico (taxa de variação da temperatura) são elementos levados em conta na hora da elaboração do projeto de impermeabilização. “Cidades onde o gradiente térmico é grande necessitam de maior atenção, uma vez que poderemos ter ambientes internos com calefação e externos em temperaturas bem inferiores, criando, assim, a condição de fluxo de vapor pelas estruturas.”

O representante da AEI explica que, em um sistema de impermeabilização, fazem parte os serviços de preparação das superfícies, os caimentos para os drenos, a aplicação de um material impermeabilizante e depois, sobre eles, as suas proteções. “Os materiais mais usuais são as mantas pré-fabricadas, como as mantas asfálticas, as argamassas cimentícias, as argamassas cimentícias acrílicas (com ou sem fibras) e as membranas moldadas no local, como os epóxi, os poliuretanos e as membranas acrílicas”, detalha. “Diante da diversidade, a especificação feita por um especialista é fundamental para o sucesso e a durabilidade (vida útil) do sistema.”

Fontes
Renato Giro Bessa de Almeida, diretor-presidente da Associação de Engenharia de Impermeabilização (AEI)
Thiago Vallotti, assistente técnico do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI)

Jornalista responsável
Fabiana Seragusa 
Vogg Experience

A opinião dos entrevistados não reflete necessariamente a opinião da Cia. de Cimento Itambé. 



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