Gestão de obras já não vive mais sem ferramentas de TI
Uso da TI na construção civil é caminho sem volta, principalmente para quem segue a ISO 9001:2015 e o PBQP-H
As ferramentas de Tecnologia da Informação (TI) se tornaram imprescindíveis para a boa gestão do canteiro de obras. São elas que dão salvaguarda ao conhecimento adquirido ao longo da execução do projeto, para que a construtora possa aplicá-lo em um futuro empreendimento. Ao permitir a documentação de todas as informações que cercam uma construção, a TI impede que a empresa se torne refém da alta rotatividade de mão de obra, e que, com isso, haja evasão de conhecimento.
O engenheiro civil Rodrigo Silva Santos, especialista em aumento da qualidade, produtividade e redução de custos, elenca o que as ferramentas de TI permitem fazer ao longo da gestão de obras:
– Documentar a informação e disponibilizar para toda a organização;
– Aumentar a interação e a comunicação;
– Prever e planejar mudanças;
– Dedicação de mais tempo à análise de dados e correção de não-conformidades;
– Melhorar a competitividade e a escolha do fornecedor;
– Aprimorar o atendimento a requisitos legais cada vez mais exigentes;
– Cumprir normas técnicas;
– Criar uma modelagem de gerenciamento do processo e do negócio;
– Facilitar inspeção dos serviços.
Em palestra no web seminário “Sistema de gestão da qualidade com referência no PBQP-H e na ISO 9001 apoiado por ferramentas de TI”, o engenheiro civil lembra que, no Brasil, os produtos e serviços ligados à TI cumprem requisitos do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e da norma ISO 9001:2015. “São ferramentas aptas para estruturar todas as etapas de uma construção. O desafio, agora, não é mais usar ou não usar, mas como saber utilizar essas ferramentas para obter um sistema de gestão qualificado”, define.
Futuro da gestão de obras é digital, e é um caminho sem volta
As boas ferramentas são aquelas que estão adequadas à versão mais atualizada da ISO 9001, que é de 2015. “Ela prioriza foco no cliente, na liderança, no engajamento de pessoas, na abordagem do processo, na tomada de decisão baseada em evidência e na gestão de relacionamento”, resume Rodrigo Silva Santos, ressaltando também que as ferramentas se inspiram no Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), ou seja, planejar, realizar, verificar e melhorar. “Obviamente, essa nova perspectiva de gestão exige mais de quem cuida das tarefas e dos gestores. Ela impõe mais responsabilidade à liderança”, completa.
O especialista destacou em sua palestra que o futuro é digital, e é um caminho sem volta. Uma das virtudes deste novo cenário, reafirma, é a transparência. “São ferramentas que permitem acompanhar todos os processos envolvidos no projeto e que ajudam a fazer a gestão de qualidade com análise crítica”, diz. Segundo Rodrigo Silva Santos, todas as empresas da construção civil certificadas pelo PBQP-H e pela ISO 9001 já operam integral ou parcialmente com esses modelos de gestão via ferramentas de TI. Quanto às outras que ainda não atuam nesse sistema, o engenheiro civil observa que o processo deve ser por convencimento de seus profissionais, e não por imposição. “O certo é que essa transformação não ocorre sozinha. É necessário liderança”, finaliza.
Entrevistado
Reportagem com base no web seminário “Sistema de gestão da qualidade com referência no PBQP-H e na ISO 9001 apoiado por ferramentas de TI”, do engenheiro civil Rodrigo Silva Santos
Contato
rodrigo.santos@marqconsultoria.com.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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