ENIC 2018 aproxima universidade e indústria da construção
CBIC, Antac e Senai lideram movimento para que pesquisas desenvolvidas nas escolas de engenharia civil sejam encampadas pelas empresas

O 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), que aconteceu de 16 a 18 de maio, em Florianópolis-SC, teve como prioridade a aproximação das universidades com a indústria da construção. CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Antac (Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) firmaram o compromisso de liderar iniciativas que pretendem viabilizar na indústria da construção civil o aproveitamento de pesquisas desenvolvidas nas escolas de engenharia civil.
São estudos que precisam do setor para serem disseminados no país. “As transformações só serão efetivas se houver interação entre a academia e o setor produtivo da construção”, diz Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC. Por isso, o tema foi debatido no painel “Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Indústria da Construção”, dentro do ENIC, quando foram definidas 19 linhas de pesquisa dentro de quatro eixos de desenvolvimento: produtividade, desempenho, sustentabilidade e construção 4.0.
O objetivo é integrar gestão, materiais, processos construtivos e tecnologia digital dentro dos trabalhos a serem desenvolvidos junto com as universidades. “A reavaliação da política de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) era necessária, dada a evolução rápida pela qual passa o mundo, especialmente nos últimos anos. A construção civil não pode ficar atrás”, completa Dionyzio Klavdianos, para quem a Construção 4.0 é a mais relevante. Tanto é que CBIC, Antac e Senai já marcaram um workshop específico sobre o tema para o segundo semestre de 2018.
Para o presidente da Antac, Barros Neto, a aproximação entre a academia e a indústria é salutar para todos, porque tem a visão dos dois lados. A ideia, segundo ele, é adequar a política tecnológica a uma visão mais objetiva, com a clara definição de ações que podem ser executadas, priorizando o aproveitamento de pesquisas que já estão em desenvolvimento. “O primeiro passo é formar um banco com pesquisas e assuntos que já estão em debate e que podem interessar à indústria”, aponta.
Meta é de que, até 2030, indústria e universidade tenham uma política única de P&D&I
No curto prazo, o painel “Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Indústria da Construção” apontou que são possíveis as implementações de pesquisas universitárias voltadas para a otimização do canteiro de obra e o desenvolvimento de uma indústria de reciclagem de materiais de construção, além de tentar criar um círculo virtuoso a partir da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575 – Desempenho de Edificações). “Tudo isso já está ao alcance de nossas mãos. É só uma questão de unir os setores e colocar em prática”, frisa Serapião Bispo Ferreira Neto, diretor de Ciência e Tecnologia do SindusCon-PE.
O plano da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da CBIC é que, até 2030, seja possível a indústria e a universidade estarem totalmente integradas dentro de uma política de P&D&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) para a construção civil nacional. O painel reforçou ainda a necessidade de uma revisão curricular dos cursos de graduação de engenharia civil. “A universidade precisa se atualizar para atender as demandas da indústria”, reforçam os debatedores.
Leia o documento “Estratégias para a Formulação de Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para a indústria da Construção Civil”. Clique aqui
Entrevistado
Reportagem com base nos debates ocorridos dentro do painel “Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Indústria da Construção”, ocorrido no 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) (Os debates estão disponíveis na página do Facebook do 90º ENIC)
Contato: ascom@cbic.org.br
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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