Engenheiro busca especialização em Internet das Coisas
Mola-propulsora da quarta revolução industrial, tecnologia começa a ganhar cursos de pós-graduação e MBA nas universidades brasileiras
Mola-propulsora da quarta revolução industrial, tecnologia começa a ganhar cursos de pós-graduação e MBA nas universidades brasileiras
Por: Altair Santos
A Internet das Coisas ou simplesmente IoT (da sigla em inglês para Internet of Things) começa a atrair engenheiros brasileiros. A ponto de, em março de 2017, ser dado o start dos dois primeiros cursos de pós-graduação para formar especialistas na disciplina. Um vai ofertar 40 vagas no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em São Paulo; outro oferece 31 vagas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Ambos são lato sensu, portanto abertos a profissionais graduados em qualquer área. Mas são os engenheiros os mais interessados nas vagas destes cursos.

A razão pela busca do conhecimento é que a IoT já é vista como a mola-propulsora da quarta revolução industrial. Para o professor Danillo Leal Belmonte, do departamento acadêmico de eletrônica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, e que está na equipe do curso de pós-graduação da UTFPR, a Internet das Coisas tende a nortear os próximos passos de todas as áreas ligadas à engenharia. “Desde 2016, a IoT já é intitulada de ‘A Quarta Revolução Industrial’. Ela é considerada uma inovação, onde é possível integrar redes de comunicações a todos os tipos de coisas. Desta forma, pode-se ter autonomia de máquinas, dispositivos e sensores auxiliando em nossas rotinas”, afirma.
Ainda que a IoT esteja dando seus primeiros passos no Brasil, a indústria nacional já está atenta à sua importância. “É um mercado de grande potencial”, diz Danillo Leal Belmonte, destacando que na construção civil o impacto da IoT será sobre os projetos de Smart Cities (Cidades Inteligentes). “Nessa área, diversas oportunidades se abrirão: energia inteligente, residências inteligentes, mobilidade inteligente e, principalmente, a integração de todos os sistemas que comandam essas cidades”, completa. Segundo o especialista, Estados Unidos e Israel são os países mais avançados em pesquisas sobre IoT.
Tudo interligado

Segundo a consultoria norte-americana Gartner – conhecida por antecipar tendências tecnológicas – nos próximos três anos 20,7 bilhões de dispositivos, incluindo equipamentos industriais, veículos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, residências e até vestuário, estarão conectados à Internet das Coisas. “Existe demanda crescente desde 2015, e é preciso atendê-la”, comenta Danillo Leal Belmonte. Antes dos cursos de pós-graduação da UTFPR e do Inatel havia, no Brasil, apenas cursos overview (visão geral), com carga horária reduzida e boa parte oferecido por empresas desenvolvedoras de tecnologias prontas, sem que o conhecimento pudesse ser expandido.
Além do Inatel e da UTFPR, a USP (Universidade de São Paulo) também inicia em 2017 um curso em IoT, mas para MBA. No Brasil, um dos setores pioneiros no uso de Internet das Coisas é o agronegócio. Desde 2015, chips de rastreamento desenvolvidos na USP, para a exportação de carne bovina, são usados por empresas para desburocratizar o processo de envio de mercadorias nos portos brasileiros. O sistema está implantado nos portos de Paranaguá-PR, Itajaí-SC e Santos-SP e reduziu em cerca de 72 horas o tempo médio entre o carregamento de contêineres na indústria e o embarque nos navios.
Entrevistado
– Doutor e mestre em engenharia elétrica e de software, Danillo Leal Belmonte , professor-associado do departamento acadêmico de eletrônica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – campus Curitiba
– Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) (via assessoria de imprensa)
– Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da USP (via assessoria de imprensa)
Contatos
belmonte@utfpr.edu.br
atendimento@pecepoli.com.br
inatel.sp@inatel.br
Crédito Fotos: Divulgação e Arquivo Pessoal
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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