A quase 900 dias da Copa, estádios aceleram obras
Doze obras irão consumir quase um milhão de metros cúbicos de concreto, custar R$ 6,6 bilhões e envolver 20 mil trabalhadores.
Por: Altair Santos
Com exceção da Arena da Baixada, em Curitiba, e do Beira-Rio, em Porto Alegre, que ainda não têm canteiros de obras instalados e devem implantá-los no começo de 2012, todos os outros dez estádios escolhidos pela Fifa (Federação Internacional do Futebol) para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 encontram-se com suas obras aceleradas. Três deles estão em estágio avançado: Castelão, em Fortaleza, com 50,09% da execução cumprida; Mané Garrincha, em Brasília, com 42%, e Mineirão, em Belo Horizonte, com 40%.
Esses três estádios, além do Maracanã, devem ficar prontos até dezembro de 2012, pois serão palcos das partidas da Copa das Confederações – torneio-teste da Fifa, que ocorre um ano antes do mundial. Com exceção do Mané Garrincha, os demais envolvem obras de retrofit – modernização e recuperação de estruturas já existentes. Isso leva a crer que os cronogramas sejam cumpridos sem problemas. Aliás, quase metade dos equipamentos que serão utilizados na Copa vão prescindir apenas de retrofit. Incluem-se aí, além de Castelão, Mineirão e Maracanã, o Beira-Rio e a Arena da Baixada.
Dos estádios cujos projetos tiveram que começar do zero, todos estão investindo em estruturas pré-fabricadas para conseguir ganhar tempo. Por isso, em termos de volume de concreto, a Copa do Mundo de 2014 terá um volume de concreto moldado no local. O estimado é que as 12 obras – considerando as estruturas dos estádios e os anexos – sejam finalizadas com menos de um milhão de metros cúbicos de concreto. O número equivale a 1/5 do que vão precisar as duas maiores usinas hidrelétricas atualmente em construção no Brasil: Jirau (2,8 milhões de m³ de concreto) e Belo Monte (3,7 milhões de m³ de concreto).
Outro detalhe em comum entre os estádios em obra é que, para obter licenças ambientais, os construtores precisaram assumir compromissos com a sustentabilidade. No caso dos que envolvem retrofit, o principal deles era que instalassem recicladoras para aproveitar o concreto demolido nas novas estruturas. Castelão, Maracanã e Mineirão já têm esses equipamentos em seus canteiros de obras. O Beira-Rio também irá reutilizar o material demolido, assim como a Arena das Dunas reaproveitará o concreto do extinto Machadão e a Arena de Salvador da antiga Fonte Nova.
A quase 900 dias da Copa, e a um custo total de R$ 6,5 bilhões, as obras avançam e já geram mais de 14 mil empregos diretos. No pico, que se dará no segundo semestre de 2012, deverá envolver pelo menos 20 mil trabalhadores. Veja como está o cronograma de cada um dos 12 estádios:
Castelão
Estágio das obra: 50,09% concluída
Previsão de entrega: dezembro de 2012
Custo: R$ 518,6 milhões
Volume estimado de concreto: 59.117 m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 718
Maracanã
Estágio das obra: 32% concluída
Previsão de entrega: abril de 2013
Custo: R$ 705.589.143,72
Volume estimado de concreto: 31 mil m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 2.450
Mineirão
Estágio das obra: 40% concluída
Previsão de entrega: dezembro de 2012
Custo: R$ 654,6 milhões
Volume estimado de concreto: 23.186 m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 1.500
Mané Garrincha
Estágio das obra: 42% concluída
Previsão de entrega: dezembro de 2012
Custo: R$ 918 milhões
Volume estimado de concreto: 129.279 m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 2.500
Arena Amazônia
Estágio das obra: 30% concluída
Previsão de entrega: dezembro de 2013
Custo: R$ 548,68 milhões
Volume estimado de concreto: 26,2 mil m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 980
Arena Corinthians
Estágio das obra: 19% concluída
Previsão de entrega: dezembro de 2013
Custo: R$ 820 milhões
Volume estimado de concreto: 17.500 m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 800
Arena das Dunas
Estágio das obra: 11% concluída
Previsão de entrega: dezembro de 2013
Custo: R$ 540 milhões
Volume estimado de concreto: 42 mil m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 382
Arena Fonte Nova
Estágio das obra: 35% concluída
Previsão de entrega: março de 2013
Custo: R$ 786 milhões
Volume estimado de concreto: 45 mil m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 1.400
Arena Pantanal
Estágio das obra: 35% concluída
Previsão de entrega: fevereiro de 2013
Custo: R$ 462 milhões
Volume estimado de concreto: 38 mil m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 650
Arena Pernambuco
Estágio das obra: 20% concluída
Previsão de entrega: julho de 2013
Custo: R$ 532 milhões
Volume estimado de concreto: 65 mil m³
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: 1.677
Arena da Baixada
Estágio das obra: não definido
Previsão de entrega: março de 2013
Custo: R$ 250 milhões
Volume estimado de concreto: não definido
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: sem canteiro de obras instalado
Beira-Rio
Estágio das obra: não definido
Previsão de entrega: dezembro de 2013
Custo: R$ 290 milhões
Volume estimado de concreto: não definido
Empregos diretos gerados atualmente pela obra: sem canteiro de obras instalado
Crédito: Divulgação/COL/Odebrecht/
Fontes: Secretarias especiais para assuntos da Copa (Secopa-MG, Secopa-MT, Secopa-AM, Secopa-CE, Secopa-RN, Secopa-BA, Secopa-PR, Secopa-RS, Secopa-PE e Secopa-RJ), Sinaenco, Odebrecht e COL (Comitê Organizador Local da Fifa)
Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
Cadastre-se no Massa Cinzenta e fique por dentro do mundo da construção civil.
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.

Massa Cinzenta
Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.
15/05/2024
MASP realiza o maior projeto de restauro desde a sua inauguração
MASP passa por obras de restauro em suas estruturas. Crédito: Assessoria de Imprensa / MASP Quem passa pela Avenida Paulista vem notando uma diferença significativa na…
28/01/2026
Moinho vertical da Cimento Itambé torna-se referência e reforça compromisso do setor com eficiência energética e descarbonização
O desempenho operacional do Moinho Vertical N5 da Cimento Itambé colocou a unidade paranaense em posição de destaque no setor cimenteiro. A empresa recebeu reconhecimento da…
28/01/2026
Por que o desempenho ao fogo ainda limita a aplicação do UHPC?
O Concreto de Ultra Alto Desempenho (UHPC, na sigla em inglês) tem ganhado espaço na engenharia estrutural por permitir soluções mais esbeltas, leves e mecanicamente eficientes.…
28/01/2026
Fachadas altas evoluem como sistemas de engenharia e impulsionam a industrialização dos edifícios
As fachadas de edifícios altos atravessam um processo de transformação profunda na construção civil. Impulsionadas pela escassez de mão de obra qualificada, pelo avanço…
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.
Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS
Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.
Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32
Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.
Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40
Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.
Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI
O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.









