Construção civil precisa qualificar 1,3 milhão em 4 anos

É o que diz o Mapa do Trabalho Industrial, e que reflete os efeitos das mudanças tecnológicas no mercado de trabalho

Construção civil precisa qualificar 1,3 milhão em 4 anos

Construção civil precisa qualificar 1,3 milhão em 4 anos 1024 682 Cimento Itambé
Construção agrega tecnologia no canteiro de obras e, consequentemente, precisa de mão de obra mais qualificada Crédito: Banco de Imagens

Construção agrega tecnologia no canteiro de obras e, consequentemente, precisa de mão de obra mais qualificada
Crédito: Banco de Imagens

Segundo o indicador Mapa do Trabalho Industrial, publicado recentemente pelo SENAI, até 2023 o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais para fazer frente às mudanças tecnológicas e à automação dos processos de produção. Os números destacam que a construção civil é o terceiro setor que mais vai exigir especialização, depois das chamadas profissões transversais e da metalmecânica. Nos próximos 4 anos, segundo a pesquisa, 1,3 milhão precisarão ser treinados para atuar nos canteiros de obras. “Esse resultado reflete as exigências cada vez maiores por profissionais na área de implementação de processos robotizados”, diz relatório do estudo.

A demanda por qualificação engloba trabalhadores que já estão empregados e, em parcela menor (22%), aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho. Em relação aos novos empregos que devem surgir na construção civil, o Mapa do Trabalho Industrial aponta que as maiores taxas de crescimento envolvem condutores de processos robotizados e pesquisadores de engenharia e tecnologia. “O mundo vive a quarta revolução industrial e o levantamento mostra que o Brasil, mesmo diante das dificuldades econômicas, está se inserindo aos poucos na Indústria 4.0. Por isso, é importante que as pessoas conheçam as tendências para que possam adequar seus projetos de vida às necessidades do mundo do trabalho”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Formação técnica terá mais oportunidades em ocupações ligadas ao canteiro de obras

As projeções do Mapa do Trabalho Industrial coincidem com dados trazidos em outras pesquisas, como o Mapa do Ensino Superior, divulgado no fim de 2018, e que aponta os novos profissionais que devem ser incorporados à construção civil. Entre eles, gestor de novos negócios em inteligência artificial, gestor de resíduos, especialista em impressão 3D de grande porte, engenheiro climático e técnico de manutenção de robôs. Mas as novas profissões não se restringem às graduações. O estudo do SENAI aponta que a formação técnica terá mais oportunidades em ocupações industriais, diante das mudanças em curso no mercado de trabalho. A estimativa é que até 2023 deverão ser capacitados quase 1,2 milhão de técnicos, com a construção civil absorvendo 1/3 desse volume de novos trabalhadores.

O indicador Mapa do Trabalho Industrial mostra que o Brasil acompanha uma tendência mundial na construção civil: a de que as vagas no setor serão ocupadas por quem tiver curso técnico e ensino médio. Com capacitação, esses profissionais, não raramente, conseguem salários tão competitivos quanto os que concluem a universidade. Além disso, nos países em que o ensino profissionalizante está acoplado ao ensino médio, o acesso dos estudantes às universidades politécnicas é facilitado. Isso permite que pedreiros-construtores se tornem engenheiros civis, por exemplo. Para especialistas em educação, esses profissionais tecnólogos serão fundamentais para consolidar a quarta revolução industrial.

Entrevistado
Reportagem com base no relatório do Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023, publicado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)

Contato: imprensa@cni.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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