Como o Google pode ajudar a vender mais, e quase de graça

Pequeno varejista de materiais de construção tem várias alternativas para atrair clientes via internet e melhorar as vendas, ensina consultor

Como o Google pode ajudar a vender mais, e quase de graça

Como o Google pode ajudar a vender mais, e quase de graça 1024 640 Cimento Itambé
E-commerce: quem está na internet é visto e tem muito mais oportunidades de engajar o cliente. Crédito: Divulgação

E-commerce: quem está na internet é visto e tem muito mais oportunidades de engajar o cliente. Crédito: Divulgação

Só o fato de marcar a loja de material de construção na ferramenta Google Earth ou no mapa do Google já é capaz de induzir o consumidor do bairro a dar prioridade para uma determinada loja de material de construção ou um pequeno fabricante. Quem garante é o consultor especializado em bens de consumo, Eugênio Foganholo, que na Feicon Batimat 2018 palestrou sobre o novo varejo, onde o e-commerce, a pré-compra pela internet e o marketplace já são realidade. “O varejo pode explorar as facilidades do Google sem custo algum e incluir informações que facilitem a vida dos seus clientes”, diz.

O palestrante ressaltou que o varejo precisa descobrir que é possível agir digitalmente, sem grandes investimentos. “O lojista e o pequeno fabricante precisam mostrar a cara de seu estabelecimento e usar as facilidades do Google – algumas com custo zero -, para incluir informações e ajudar o seu cliente em potencial a localizá-lo”, diz. Foganholo afirma que o mais difícil é dar o primeiro passo. “É muito simples começar a usufruir dos benefícios digitais para vender. É só começar”, completa, afirmando que no mercado da construção civil os instrumentos digitais ainda estão pouco difundidos.

O palestrante exemplifica dizendo que as cinco grandes lojas do varejo centralizam quase 70% das buscas na internet. Já no caso do comércio de material de construção, as cinco maiores redes do país detêm apenas 27% das buscas no Google. “Tem muito mercado para ser explorado no setor. Mesmo para aqueles que não são gigantes existe a oportunidade de usar mais os instrumentos digitais”, afirma. Eugênio Foganholo ensina que uma tática que funciona é a que faz o consumidor comprar na internet e retirar na loja. Outra estratégia é expor o portfólio de produtos em que a loja é mais competitiva. “Não precisa mostrar tudo, mas o que mais vai chamar a atenção do consumidor”, analisa.

Pré-venda pela internet já está consolidada entre os consumidores

Eugênio Foganholo relata que o segmento de material de construção que mais tem explorado o e-commerce é o de ferramentas. Mas ele assegura que o consumidor está cada vez mais procurando produtos na internet, nem que seja para finalizar a compra na loja física. “A pré-compra já está consolidada entre os consumidores. Ele pesquisa na internet, observa quem vende, vê os atributos do produto e também a credibilidade de quem está vendendo. Quem está na internet é visto e tem muito mais oportunidades de engajar o cliente. O que importa é estar na internet”, ressalta.

O consultor ensina que o pequeno varejista de material de construção pode se unir a outros pequenos varejistas e usar a ferramenta conhecida como marketplace, que funciona quase como um shopping center virtual. Ele citou um case ocorrido na Irlanda, onde lojas independentes fizeram uma aliança para realizar compras em conjunto, a fim de negociar preços melhores com os fornecedores e oferecer um mix de produtos pelo e-commerce. “Sozinha, a revenda do varejo não conseguiria promover essas ações, mas a união tornou as lojas que aderiram mais competitivas”, conclui.

Entrevistado
Reportagem com base em palestra realizada na Feicon 2018, concedida pelo consultor especializado em bens de consumo, Eugênio Foganholo

Contato: press@anamaco.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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