Cão-robô vira “melhor amigo” do canteiro de obras

Máquina é usada para realizar levantamento topográfico, controlar estoque e fiscalizar a execução da obra

Robô pode ser programado para cumprir sua tarefa sozinho ou monitorado por um técnico no canteiro de obras Crédito: Foster+Partners
Robô pode ser programado para cumprir sua tarefa sozinho ou monitorado por um técnico no canteiro de obras
Crédito: Foster+Partners

Spot é o nome do cão-robô desenvolvido pela Boston Dynamics – empresa recentemente vendida para a sul-coreana Hyundai. O equipamento é multitarefas. Entre elas, é capaz de atuar como fiscal de obra. No canteiro, ele é equipado com um scanner a laser 3D, que permite ler a execução dos vários estágios de uma construção e compará-los com os projetos concebidos na plataforma BIM. Se algo estiver em desacordo, o cão-robô sinaliza. A máquina também consegue operar em levantamentos topográficos e na verificação do estoque de materiais de construção dentro do canteiro.  

Nos Estados Unidos, a primeira grande obra de infraestrutura a utilizar um conjunto de cães-robôs é o aeroporto de Denver, no Colorado. O terminal passa por ampliação e os equipamentos atuam em 3 frentes: nos levantamentos topográficos, no controle de estoque e no controle de qualidade da execução. Também há máquinas com essas características operando em obras de edifícios. Escritórios de arquitetura e engenharia passaram a usá-las recentemente, e um deles é conhecido globalmente: o britânico Foster+Partners. A principal função do cão-robô da empresa é inspecionar a precisão de execução das obras. 

Na pandemia, a empresa fabricante do cão-robô viu as vendas crescerem exponencialmente. Cada máquina custa 75 mil dólares. Com as adaptações para funções específicas dentro da construção civil, seu preço pode chegar a 90 mil dólares, dependendo da tecnologia embarcada. “A máquina pode ser operada no local, através de um joystick, controlada remotamente à distância ou programada para atuar sozinha. “O Spot tem como funcionar depois que todos forem embora, percorrer a obra e armazenar os dados em nuvem para a captura do gerente de projetos”, explica David Burczyk, engenheiro especialista em BIM e construção virtual. 

Robótica na construção não vai gerar desemprego, mas mudar perfil do trabalhador 

Spot, o cão-robô multifuncional, consegue operar na construção civil quando acoplado a um scanner a laser 3D Crédito: Foster+Partners
Spot, o cão-robô multifuncional, consegue operar na construção civil quando acoplado a um scanner a laser 3D
Crédito: Foster+Partners

Na ampliação do aeroporto de Denver, o engenheiro de construção virtual da Hensel Phelps Construction – empresa responsável pela obra -, Drew Rebman, elenca as vantagens de utilizar o cão-robô em tempos de pandemia. “Não poderia vir em melhor hora. Seu uso permitiu que a empresa se mantivesse produtiva mesmo com as diretrizes de distanciamento social e a escassez de mão de obra no local da construção”, elogia. Já Martha Tsigkari, engenheira de design computacional da Foster+Partners, disse ter ficado impressionada com a capacidade do equipamento de realizar varreduras no ambiente em construção. “Ele coleta uma grande quantidade de dados de alta qualidade”, afirma. 

Os entrevistados também avaliam que o uso de tecnologia robótica na construção civil não irá gerar desemprego no setor, mas atrair um novo tipo de trabalhador. “A ascensão das ferramentas robóticas tende a estimular a geração inovadora a atuar na indústria da construção”, diz Drew Rebman. Quanto ao cão-robô Spot, sua multifuncionalidade continua atraindo clientes. O exército norte-americano adquiriu um lote inicial de 30 máquinas. Na Nova Zelândia, os fazendeiros estão comprando o equipamento para pastorear ovelhas e coletar dados agrícolas. Em Cingapura, o governo local utiliza os robôs para manter o distanciamento social em locais públicos e evitar a contaminação por COVID-19. O mesmo acontece na cidade de Boston, nos EUA, onde a máquina foi criada. 

Veja vídeo do cão-robô em operação  

Entrevistado
Boston Dynamics, Foster+Partners e Hensel Phelps Construction (via departamentos de mídia) 

Contatos
media@bostondynamics.com
london@fosterandpartners.com
www.henselphelps.com 

Jornalista responsável:
Altair Santos MTB 2330
 



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Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS

Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32

Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.

Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40

Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.

Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI

O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.

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Máquina é usada para realizar levantamento topográfico, controlar estoque e fiscalizar a execução da obra

Robô pode ser programado para cumprir sua tarefa sozinho ou monitorado por um técnico no canteiro de obras Crédito: Foster+Partners
Robô pode ser programado para cumprir sua tarefa sozinho ou monitorado por um técnico no canteiro de obras
Crédito: Foster+Partners

Spot é o nome do cão-robô desenvolvido pela Boston Dynamics – empresa recentemente vendida para a sul-coreana Hyundai. O equipamento é multitarefas. Entre elas, é capaz de atuar como fiscal de obra. No canteiro, ele é equipado com um scanner a laser 3D, que permite ler a execução dos vários estágios de uma construção e compará-los com os projetos concebidos na plataforma BIM. Se algo estiver em desacordo, o cão-robô sinaliza. A máquina também consegue operar em levantamentos topográficos e na verificação do estoque de materiais de construção dentro do canteiro.  

Nos Estados Unidos, a primeira grande obra de infraestrutura a utilizar um conjunto de cães-robôs é o aeroporto de Denver, no Colorado. O terminal passa por ampliação e os equipamentos atuam em 3 frentes: nos levantamentos topográficos, no controle de estoque e no controle de qualidade da execução. Também há máquinas com essas características operando em obras de edifícios. Escritórios de arquitetura e engenharia passaram a usá-las recentemente, e um deles é conhecido globalmente: o britânico Foster+Partners. A principal função do cão-robô da empresa é inspecionar a precisão de execução das obras. 

Na pandemia, a empresa fabricante do cão-robô viu as vendas crescerem exponencialmente. Cada máquina custa 75 mil dólares. Com as adaptações para funções específicas dentro da construção civil, seu preço pode chegar a 90 mil dólares, dependendo da tecnologia embarcada. “A máquina pode ser operada no local, através de um joystick, controlada remotamente à distância ou programada para atuar sozinha. “O Spot tem como funcionar depois que todos forem embora, percorrer a obra e armazenar os dados em nuvem para a captura do gerente de projetos”, explica David Burczyk, engenheiro especialista em BIM e construção virtual. 

Robótica na construção não vai gerar desemprego, mas mudar perfil do trabalhador 

Spot, o cão-robô multifuncional, consegue operar na construção civil quando acoplado a um scanner a laser 3D Crédito: Foster+Partners
Spot, o cão-robô multifuncional, consegue operar na construção civil quando acoplado a um scanner a laser 3D
Crédito: Foster+Partners

Na ampliação do aeroporto de Denver, o engenheiro de construção virtual da Hensel Phelps Construction – empresa responsável pela obra -, Drew Rebman, elenca as vantagens de utilizar o cão-robô em tempos de pandemia. “Não poderia vir em melhor hora. Seu uso permitiu que a empresa se mantivesse produtiva mesmo com as diretrizes de distanciamento social e a escassez de mão de obra no local da construção”, elogia. Já Martha Tsigkari, engenheira de design computacional da Foster+Partners, disse ter ficado impressionada com a capacidade do equipamento de realizar varreduras no ambiente em construção. “Ele coleta uma grande quantidade de dados de alta qualidade”, afirma. 

Os entrevistados também avaliam que o uso de tecnologia robótica na construção civil não irá gerar desemprego no setor, mas atrair um novo tipo de trabalhador. “A ascensão das ferramentas robóticas tende a estimular a geração inovadora a atuar na indústria da construção”, diz Drew Rebman. Quanto ao cão-robô Spot, sua multifuncionalidade continua atraindo clientes. O exército norte-americano adquiriu um lote inicial de 30 máquinas. Na Nova Zelândia, os fazendeiros estão comprando o equipamento para pastorear ovelhas e coletar dados agrícolas. Em Cingapura, o governo local utiliza os robôs para manter o distanciamento social em locais públicos e evitar a contaminação por COVID-19. O mesmo acontece na cidade de Boston, nos EUA, onde a máquina foi criada. 

Veja vídeo do cão-robô em operação  

Entrevistado
Boston Dynamics, Foster+Partners e Hensel Phelps Construction (via departamentos de mídia) 

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