Até 2015, CB-02 quer revisar 120 normas técnicas
Comitê Brasileiro de Normalização para a Construção Civil agiliza processos para que Norma de Desempenho não perca vigor
Comitê Brasileiro de Normalização para a Construção Civil agiliza processos para que Norma de Desempenho não perca vigor
Por: Altair Santos
Para que a Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575:2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho) pudesse vigorar sem entraves, metade das outras normas das quais ela lança mão, e que no total somam 240, tiveram que ser revisadas. Agora, o Comitê Brasileiro de Normalização para Construção Civil da ABNT, o CB-02, prepara-se para revisar a outra metade das normas que a NBR 15575 cita, ou seja, mais 120.

O compromisso é de que até o final de 2015 ocorra a atualização de todas elas. “Até o final do ano que vem, teremos que deixar 100% de nossas normas atualizadas. São 240 normas referenciadas na norma de desempenho. Além disso, o CB-02 trabalha em duas novas normas: a de acústica do meio urbano e uma específica para guarda-corpo em ambiente público”, diz Paulo Sanchez, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP.
Além de se preocupar com as normas englobadas na NBR 15575, o CB-02 da ABNT – responsável pela elaboração da Norma de Desempenho – preocupa-se também com a manutenção das normas. “Isso requer planejamento. Assim que a Norma de Desempenho foi publicada (em 19 de fevereiro de 2013) fomos pesquisar todas as normas citadas na NBR 15575. Descobrimos que a idade média delas era de dez anos. Existem algumas que são de 1980, e, obviamente, estão desatualizadas. Se elas não foram atualizadas, a Norma de Desempenho não cumprirá sua função”, explica Carlos Alberto Borges, vice-presidente do Secovi-SP.

Borges, assim como Paulo Sanchez, expôs suas opiniões sobre a revisão das normas que são citadas na Norma de Desempenho durante o seminário Impactos da Norma de Desempenho, que aconteceu dias 17 e 18 de fevereiro de 2014, em São Paulo-SP. O evento foi promovido pelo SindusCon, em conjunto com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e outros organismos ligados à indústria da construção civil. “É preciso deixar claro que a Norma de Desempenho não é uma norma, mas sim um instrumento que engloba várias normas, algumas delas já existentes há muito tempo”, completa o vice-presidente do Secovi-SP.
Suely Bueno, presidente da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) e também integrante do CB-02, destaca que uma das preocupações do comitê deve ser o de criar um método de revisão sistemática das normas. “O ideal seria que a cada cinco anos elas fossem colocadas automaticamente em processo de revisão”, avalia.

Ela também afirma que a associação que dirige está debruçada na discussão de todas as normas que associam estruturas de concreto com a NBR 15575. “Das relacionadas com a Norma de Desempenho, a ABECE está discutindo norma por norma. Primeiro, analisamos a norma de ações e segurança (NBR 8681 – Ações e segurança nas estruturas – Procedimento); depois, a norma de resistência ao fogo (NBR 14432 – Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações – Procedimento). O objetivo é promover um alinhamento e tornar os documentos harmônicos”, assegura.
Entrevistados
Engenheiros civis Paulo Sanches, vice-presidente de tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP; Carlos Alberto Borges, vice-presidente do Secovi-SP, e Suely Bueno, presidente da ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural).
Contato: cobracon@cobracon.org.br
Divulgação/SindusCon-SP/Cia. Cimento Itambé
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
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