Aprisionamento de CO₂ pelo concreto atrai gigantes globais
Japoneses e árabes se unem para competir com Estados Unidos no domínio de tecnologia que reduz emissões
Bill Gates , cofundador da Microsoft, abriu o caminho. O segundo homem mais rico do mundo tornou-se sócio da norte-americana CarbonCure, cuja especialidade é coletar o CO2 das indústrias, tratá-lo e vendê-lo para a construção civil, a fim de que o gás seja injetado no concreto e aprisionado. Agora é a gigante japonesa Mitsubishi Corporation quem adota a mesma estratégia, e vai além. A empresa iniciou pesquisa para conseguir injetar CO2 no concreto em estado fresco.

Crédito: UCLA/CO2Concrete
Hoje, a tecnologia se restringe à indústria de pré-fabricados de concreto. Em ambiente controlado, o CO2 é injetado dentro das fôrmas de moldagem e absorvido pelo material. O novo desafio é fazer com que o gás seja retido pelo material quando for lançado da betoneira diretamente na obra. A pesquisa, em parceria com a organização árabe Desenvolvimento de Nova Energia e Tecnologia Industrial (NEOM em inglês [New Energy and Industrial Technology Development Organization]) vai buscar cristalizar o CO2 para aprisioná-lo no concreto antes que ele endureça.
De acordo com os envolvidos no projeto, o sucesso da pesquisa pode baratear e disseminar o aprisionamento de CO2 no concreto. Só no Japão, a expectativa é que a tecnologia permita capturar 3 milhões de toneladas de gás carbônico por ano, o que equivale à emissão de 700.000 veículos que utilizam derivados de combustíveis fósseis em seus motores. No entender da NEOM, seria também um sinal claro da indústria da construção civil de que ela está comprometida com temas ambientais e de despoluição.
Até 2030, expectativa é que aprisionamento de CO2 pelo concreto atinja 40%
Segundo o instituto de pesquisa britânico Chatham House, o concreto é fonte de 8% das emissões mundiais de CO2. Supera combustível de aviação (2,5%) e não está muito atrás do que é gerado pelo agronegócio global (12%). São dados que levam as concreteiras norte-americanas a se interessarem cada vez mais pelo aprisionamento. Atualmente, 225 empresas são parceiras da CarbonCure. O problema é que a tecnologia consegue reter apenas 7% do gás injetado no material, após o endurecimento. É pouco diante do volume de concreto consumido pelos Estados Unidos. Em 2019, a indústria da construção civil do país usou 370 milhões de m3. Vale lembrar que EUA e China são os maiores emissores de CO2 do planeta.
Se a pesquisa financiada pela Mitsubishi Corporation for bem-sucedida, a expectativa é que o percentual de aprisionamento pelo concreto atinja 40%. Os resultados devem começar a chegar ao mercado em 2030. Para Jeremy Gregory, diretor-executivo da Concrete Sustainability Hub, que atua em parceria com o Massachusetts Institute of Technology, a tendência é que todas essas iniciativas de aprisionamento de CO2 pelo concreto acabem em uma fusão de ideias, para que surja uma tecnologia consolidada no futuro. “Não vejo uma única tecnologia revolucionária, mas uma combinação de coisas”, diz. A prova é que existem outros estudos em cursos, como a da também norte-americana Blue Planet. A linha da pesquisa é conseguir reter o gás em areia sintética, e usá-la como agregado do concreto.
Entrevistado
Organização de Desenvolvimento de Nova Energia e Tecnologia Industrial (NEOM em inglês [New Energy and Industrial Technology Development Organization]) (via assessoria de imprensa)
Contato
media@NEOM.com
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Cadastre-se no Massa Cinzenta e fique por dentro do mundo da construção civil.
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.

Massa Cinzenta
Cooperação na forma de informação. Toda semana conteúdos novos para você ficar por dentro do mundo da construção civil.
15/05/2024
MASP realiza o maior projeto de restauro desde a sua inauguração
MASP passa por obras de restauro em suas estruturas. Crédito: Assessoria de Imprensa / MASP Quem passa pela Avenida Paulista vem notando uma diferença significativa na…
04/02/2026
World of Concrete 2026 destaca os desafios econômicos da construção
O World of Concrete, um dos principais eventos dedicado às indústrias da construção em concreto e alvenaria, foi realizado entre os dias 19 e 22 de janeiro, em Las Vegas, nos…
04/02/2026
Economia circular ganha escala na cadeia do concreto e reposiciona práticas da construção
A economia circular avança como um dos principais vetores de transformação da cadeia do concreto no Brasil. Em um setor historicamente intensivo no uso de recursos naturais, as…
04/02/2026
Preço dos imóveis residenciais fecha 2025 com alta de 18,64%
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) anunciou que os preços dos imóveis residenciais no Brasil encerraram 2025 em trajetória de…
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.
Cimento Portland pozolânico resistente a sulfatos – CP IV-32 RS
Baixo calor de hidratação, bastante utilizado com agregados reativos e tem ótima resistência a meios agressivos.
Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-32
Com diversas possibilidades de aplicações, o Cimento Portland composto com fíler é um dos mais utilizados no Brasil.
Cimento Portland composto com fíler – CP II-F-40
Desempenho superior em diversas aplicações, com adição de fíler calcário. Disponível somente a granel.
Cimento Portland de alta resistência inicial – CP V-ARI
O Cimento Portland de alta resistência inicial tem alto grau de finura e menor teor de fíler em sua composição.
Cimento Certo
Conheça os 4 tipos de cimento Itambé e a melhor indicação de uso para argamassa e concreto.
Use nosso aplicativo para comparar e escolher o cimento certo para sua obra ou produto.









