Anamaco moderniza escola de varejo da construção

José Carlos de Araújo, da Anamaco: perspectiva de melhora econômica do país também deve impulsionar vendas. Crédito: Anamaco.

Anamaco moderniza escola de varejo da construção

Anamaco moderniza escola de varejo da construção 1024 683 Cimento Itambé

Associação usa aplicativo para propagar seus cursos em todo o país e pretende fechar 2018 com 10 mil vendedores requalificados

José Carlos de Araújo, da Anamaco: perspectiva de melhora econômica do país também deve impulsionar vendas. Crédito: Anamaco.

José Carlos de Araújo, da Anamaco: perspectiva de melhora econômica do país também deve impulsionar vendas. Crédito: Anamaco.

Em seis anos, a Escola de Varejo Anamaco, criada para a formação de profissionais que atuam nas lojas de varejo que vendem materiais de construção, formou 36 mil alunos. Em 2017, ficou três meses fechada e reabriu em setembro, agregando novos conceitos para capacitar pequenos e médios comerciantes. “As mudanças buscam orientar o que pequenos e médios varejistas têm que fazer para se tornar mais competitivos, tanto em termos de gestão de negócios, de tamanho de loja e também os custos para a qualificação do time de vendas”, diz José Carlos de Araújo, diretor de formação profissional da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

A loja física, localizada na cidade de São Paulo-SP, também ganhou um novo layout para receber cursos inéditos. Outra preocupação da Anamaco foi se adequar à era digital. “Começamos com os cursos presenciais e depois migramos para EAD (Ensino a Distância). Agora, estamos evoluindo para um aplicativo (app) próprio para oferecer a qualificação na palma da mão do profissional que queira aprender. Os cursos pelo celular tendem a atingir maciçamente o varejo, pois a maior parte dos vendedores dos pequenos e médios estabelecimentos possui smartphones com Android”, afirma José Carlos de Araújo. Os primeiros cursos que vão migrar para essa nova plataforma são merchandising, precificação, gestão de estoque e logística.

Aos poucos, os cursos específicos sobre sistemas construtivos também vão chegar ao app. São 16, que envolvem desde a venda adequada de materiais para fundações até detalhes de acabamento e decoração. O objetivo é que a loja e o vendedor estejam preparados para atender bem o consumidor que conhece de construção e, principalmente, o consumidor leigo. “Com essas novas ferramentas tecnológicas, e a nova loja presencial, a meta da Anamaco é formar pelo menos 10 mil novos alunos em 2018”, revela o diretor de formação profissional da associação. A Escola de Varejo atualmente encontra-se em recesso e vai retomar os cursos a partir de março.

Ensinando a vender 20% a mais
Na nova temporada, José Carlos de Araújo assegura que a prioridade será ensinar os lojistas a ampliarem suas vendas em 20% no prazo de seis meses. “Se o varejista seguir nossas orientações e investir na modernização e na qualificação do time de vendas, ele vai ter um incremento 3,4% ao mês nas vendas, ou seja, ao final de seis meses terá alcançado 19,2%  ou até 20% se investir em mais inovações. Daí vem o conceito de loja 2.0”, explica o dirigente da Anamaco. A associação também aposta na melhoria econômica do país em 2018 para que os lojistas atinjam suas metas. “O setor deve fechar dezembro com um crescimento de 4% sobre o mesmo período do ano passado. Nossa previsão é que essa taxa se repita ao longo de 2018”, antecipa.

Entrevistado
José Carlos de Araújo, diretor de formação profissional da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

Contatos
dir.escoladovarejo@anamaco.com.br
jca@renove.srv.br

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