Alemanha investe na engenharia brasileira

Em parceria com o programa Ciência sem Fronteiras, associações germânicas ofertam bolsas em suas principais fundações e instituições de ensino.

Em parceria com o programa Ciência sem Fronteiras, associações germânicas ofertam bolsas em suas principais fundações e instituições de ensino

Por: Altair Santos

O programa Ciência sem Fronteiras, que prevê a concessão de 100 mil bolsas para universitários expandirem seus conhecimentos no exterior, tem nas instituições de ensino da Alemanha alguns de seus principais parceiros. Não é à toa que até 2015 o governo brasileiro pretende enviar 10 mil estudantes para o país que hoje lidera a União Europeia. O caminho para que o intercâmbio ocorra está sedimentado. Desde o começo de 2013, já funciona em São Paulo o Centro Alemão de Inovação e Ciência (DWIH, na sigla em alemão). A unidade abriga representações de 10 institutos de pesquisa e universidades alemães, interessados em estabelecer programas de intercâmbio científico, acadêmico e de fomento à inovação com o Brasil.

Logo da parceria Brasil-Alemanha: prioridade aos acadêmicos de engenharia.

Até janeiro de 2013, segundo dados do próprio Ciência sem Fronteiras, 22.646 bolsas de graduação e pós-graduação haviam sido distribuídas para estudantes, que se espalham por 16 países. Ao todo, instituições de 40 nações estão credenciadas pelo programa para receber brasileiros. A Alemanha concentra-se nos acadêmicos de engenharia, graças à atuação da Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI-Brasil) que promove a cooperação tecnológica entre os dois países através de seminários e parcerias. “Nosso objetivo é alcançar todos os engenheiros no Brasil através da ampliação das parcerias com as associações de engenheiros brasileiros. Já conseguimos acesso a mais de cem mil profissionais”, diz Edgar Horny, presidente da VDI-Brasil.

Com o Centro Alemão de Inovação e Ciência, em conjunto com o programa Ciência sem Fronteiras, a expectativa é que o empenho da Alemanha pela engenharia brasileira se estenda também às universidades do país. Para que isso ocorra, 10 organismos germânicos estão aliados ao DWIH. Confira:

Agências de promoção e fomento
– Fundação Alexander von Humboldt
– Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD)
– Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG)

Representações de universidades
– Frankfurt School of Finance & Management
– Freie Universität Berlin
– Universidade Técnica de Munique (TUM)
– Aliança Universitária da Região Metropolitana do Ruhr (UAMR)
– German Universities of Applied Sciences (UAS7)
– Westfälische Wilhelms-Universität Münster (WWU)

Instituição de pesquisa aplicada
– Sociedade Fraunhofer

Parceria Brasil-Alemanha pode oferecer até 10 mil bolsas aos brasileiros.

Dentro deste cenário de parcerias entre Brasil e Alemanha, a construção civil também se beneficia. Dos quase 800 cursos de graduação e pós-graduação que integram o programa Ciência sem Fronteiras, 193 estão vinculados às engenharias. Destes, oito estão ligados à cadeia produtiva da construção civil e possuem convênios com organismos alemães para aprimorar conhecimento. Entre eles, estão cursos técnicos de construção civil, edificações, movimento de terra e pavimentação, obras de solo e pavimentação e topografia de estradas, além das engenharias civil, de materiais e de produção. “A Alemanha e o Brasil querem juntos olhar para o futuro. O Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) ajuda a tornar esses desejos realidade”, sintetiza Matthias von Kummer, cônsul-geral da República Federal da Alemanha, em São Paulo.

 

Confira os cursos contemplados pelo Ciência sem Fronteiras

Saiba mais sobre as parcerias Brasil-Alemanha

Entrevistados
Centro Alemão de Inovação e Ciência e Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (via assessoria de imprensa)
Contato: comunicacao@vdibrasil.com.br
Créditos fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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