Seis megatendências moldam o mercado imobiliário e apontam estratégias para lançamentos e investimentos no setor
Mudanças demográficas, novo comportamento do consumidor e pressão por sustentabilidade redesenham produtos das incorporadoras
O mercado imobiliário brasileiro entra em um novo ciclo de transformação. Não se trata apenas de variações de crédito ou de preço. O que muda é o perfil do morador, a forma de consumir moradia e o conceito de valor atribuído ao imóvel.
Estudos recentes realizados pela Brain Inteligência identificaram seis megatendências que já impactam lançamentos e investimentos no país. Elas influenciam desde o tamanho das unidades até o conceito de luxo voltado ao público de alta renda. “O mercado imobiliário está passando por uma transformação estrutural. Não é uma projeção. É algo que já está acontecendo”, afirma Guilherme Werner, sócio e consultor da Brain. Segundo ele, fatores demográficos, econômicos e comportamentais já alteram o padrão dos lançamentos no país e exigem revisão estratégica das empresas.
Famílias menores pressionam metragens
O Brasil registra queda contínua na taxa de fecundidade. As famílias estão menores, e o número de moradores por domicílio diminui. Esse movimento reduz a necessidade de grandes áreas privativas, com crescimento da demanda por apartamentos compactos e funcionais. A prioridade deixa de ser metragem ampla e passa a ser eficiência de planta.
O desafio para o mercado é duplo: adequar o produto à nova realidade demográfica e, ao mesmo tempo, comunicar que menos espaço pode significar menor custo total e melhor aproveitamento. “Com menor adensamento dos núcleos familiares, o impacto direto é a compactação das metragens”, explica Werner. Ele ressalta que não se trata apenas de lançar imóveis pequenos, mas de redesenhar plantas para garantir funcionalidade.

Crédito: Envato
A redução de área contribui para alinhar preços à capacidade de compra atual. Porém, o consultor observa que o consumidor ainda associa valor a espaço amplo. “O mercado precisa trabalhar o entendimento de que, muitas vezes, ele nem precisa de tanto espaço”.
Locação cresce entre médias e altas rendas
Outra tendência é o aumento da proporção de imóveis alugados. A capacidade de compra do consumidor imobiliário se deteriorou nos últimos anos, pressionada pela alta dos custos de construção e restrição de crédito. “Há uma tendência clara de aumento na locação. E não é só na baixa renda”, afirma Werner. Segundo ele, famílias de média e alta renda também optam por alugar, priorizando acesso ao imóvel em detrimento da posse formal.
Esse movimento fortalece modelos como multifamily e empreendimentos estruturados para locação de longo prazo. “As pessoas querem ter acesso ao imóvel. Não necessariamente declará-lo como bem próprio”, aponta.
Acesso supera a posse
A mudança geracional reforça esse cenário. Consumidores mais jovens valorizam mobilidade e flexibilidade. “A lógica do acesso, combinada à busca por experiências, altera o ciclo de permanência nos empreendimentos”, afirma Werner ao analisar o comportamento de compra. Para as incorporadoras, isso exige oferta de serviços agregados, tecnologia e gestão eficiente. O produto deixa de ser apenas a unidade privativa.
Fachadas biofílicas ganham espaço
A busca por áreas verdes e espaços de descompressão se intensificou após a pandemia. Projetos paisagísticos mais robustos ganham protagonismo. “Os empreendimentos com investimento paisagístico começam a tomar maior protagonismo no mix do mercado imobiliário”, diz Werner. O conceito de biofilia — que propõe a integração entre arquitetura e natureza — traduz essa tendência, se manifestando na valorização da ventilação natural e áreas abertas de convivência. A demanda aparece em diferentes padrões de construção e renda.
Leia mais sobre a tendência da biofilia nas edificações: https://www.cimentoitambe.com.br/edificio-arvore-traz-agua-filtrada-e-ar-mais-puro-aos-moradores/
Diferenciais ambientais
A sustentabilidade consolidou-se como vetor estratégico. No início, o apelo esteve concentrado na economia, e soluções como energia solar e sistemas de eficiência hídrica contribuíam para a redução de custos condominiais. Agora, a motivação inclui preocupação ambiental genuína. “A sustentabilidade começa a ganhar proporção junto aos públicos, sobretudo de maior renda”, afirma Werner. Ele destaca que o imóvel é um ativo de longa duração e precisa ser pensado para décadas. Isso significa que compradores vêm demonstrando disposição para pagar mais por diferenciais ambientais.
Quiet luxury redefine o alto padrão
No segmento premium, o conceito de quiet luxury avança. O luxo deixa de ser exibido e passa a ser experimentado. “É o luxo de não aparecer”, resume Werner. O foco está em arquitetura assinada, curadoria de serviços e parcerias estratégicas em áreas comuns, como spas, academias e adegas.
As seis megatendências não atuam de forma isolada, elas se conectam. O resultado é um mercado mais segmentado e exigente. Para se destacar, incorporadoras precisam apoiar decisões em dados, leitura demográfica e análise de comportamento. É preciso entender quem compra, como compra e por que compra. “Quem compreender essas mudanças e traduzir isso em produto vai sair na frente”, conclui Werner.
Entrevistado
Guilherme Werner é especialista em Planejamento e Gestão de Negócios pela FAE Business School, com formação em Comunicação Social pela Universidade Positivo. Possui formação complementar ampla nas áreas de planejamento estratégico, incorporação de edifícios e desenvolvimento urbano, além de Conselheiro Imobiliário. Atua como professor em diversos cursos de especialização, extensão e MBAs ligados ao segmento. É sócio e consultor da Brain, e já atuou em estudos de mercado em todo o país.
Contato
murilo.sacardi@viracomunicacao.com.br (Assessoria de Imprensa)
Jornalista responsável
Ana Carvalho
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