No rastro dos estudantes, executivos aderem aos intercâmbios fora do país
Profissionais têm optado por duas modalidades: o internship, que é um programa de estágio em empresas estrangeiras, e os cursos de extensão em universidades no exterior.
Profissionais têm optado por duas modalidades: o internship, que é um programa de estágio em empresas estrangeiras, e os cursos de extensão em universidades no exterior
Por: Altair Santos
Desde 2006, as agências especializadas em intercâmbio no exterior detectam que a busca de conhecimento fora do país tem se tornado uma prioridade para os profissionais. Atualmente, esse segmento já conta com uma demanda quase igual à gerada por estudantes. Entre 2009 e 2010, a procura aumentou 70%. Em 2011, deve fechar com taxa de crescimento em torno de 35% em relação ao ano passado. São empresários, CEOs, diretores e gestores, além de profissionais liberais, os mais interessados em programas de estágio em empresas internacionais ou em cursos de extensão.

A busca pelo aprimoramento do idioma é a mais procurada pelos profissionais. Porém, outras modalidades de intercâmbio crescem exponencialmente. “As extensões universitárias no exterior têm virado a vedete deste segmento. Um dos nossos programas mais contratados é o oferecido pela University of Califórnia, em San Diego (EUA) sobre finanças. Há ainda programas de international business e programas de marketing e comunicação que têm ganhado vários adeptos”, explica Samuel Lloyd, gerente de marketing da Student Travel Bureau (STB).
Outro tipo de intercâmbio em evidência é o internship – um programa de estágio em empresas estrangeiras, que pode durar de seis meses a um ano. Neste caso, as multinacionais são as que mais promovem essa modalidade de troca de conhecimento. Mas Samuel Lloyd avalia que a globalização da economia e o papel de destaque que o Brasil tem obtido internacionalmente estimula o mercado doméstico a também buscar esse modelo de intercâmbio. “Em busca de novos negócios, as empresas brasileiras sentem a necessidade de colocar seus profissionais conectados com o que acontece lá fora”, diz.
Custo e países preferidos
Mas o intercâmbio financiado pelas empresas ainda não é comum no Brasil. Por enquanto, esse tipo de upgrade na carreira tem partido dos próprios profissionais. “Às vezes, eles usam o período de férias para fazer o investimento”, revela o gerente de marketing da Student Travel Bureau (STB). Os valores dos intercâmbios podem variar de R$ 4,5 mil (inglês para negócios, de duas a quatro semanas) até R$ 60 mil (MBA e especializações, de um a três anos). Já os cursos de extensão em universidades estrangeiras custam entre R$ 10 mil a R$ 30 mil (de três meses a um ano). Isso, excluindo gastos com transporte e hospedagem.
Estados Unidos e Inglaterra são os que mais atraem os interessados em intercâmbio profissional. “A maioria já estudou inglês por vários períodos da vida, mas nunca conseguiu adquirir a fluência no idioma”, destaca Samuel Lloyd, justificando o fato de os países de língua inglesa serem os preferidos. Ele cita ainda que é comum a experiência adquirida fora do país gerar mudanças na carreira do profissional. “O intercâmbio tem três aspectos fundamentais: imersão em outra cultura, network profissional e geração de novos negócios e projetos”, completa.
Entrevistado
Samuel Lloyd, gerente de marketing da Student Travel Bureau (STB)
Currículo
– Graduado em relações públicas pela PUC/Minas
– O executivo possui especialização em marketing de serviços pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em gestão de negócios e serviços pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
– Lloyd já atuou como consultor do Great Place to Work Institute e como coordenador de campanhas publicitárias e de desenvolvimento de serviços educacionais no Senac São Paulo
– Também já esteve à frente da gerência de intercâmbios de trabalho do STB por dois anos, no qual foi responsável pelo planejamento e desenvolvimento de programas internacionais para jovens e adultos
– Além disso, Lloyd acaba de ser eleito tesoureiro da Wyse Work Abroad, para o mandato de três anos. A associação é um braço da World Youth Student & Educational Travel Confederation (WYSETC), voltada para o turismo educacional jovem e estudantil
Contato: anapaulajoaquim@rp1.com.br (assessoria de imprensa)
Créditos foto: Divulgação
Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
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