4 problemas de uma construção mal planejada
Atrasos, aumento de custos e queda de qualidade são alguns dos principais problemas enfrentados

Crédito: Envato
Quem é que nunca ouviu a história comecei uma reforma, que nunca acabou e custou o dobro”? Este é um problema clássico decorrente da falta de planejamento em uma obra.
Para Rodrigo Fairbanks Von Uhlendorff, coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o planejamento envolve expectativa do cliente, melhores datas para começar e terminar a obra, além de um custo assertivo.
“Para fazer uma obra bem-feita, dentro do custo estimado e no prazo, é fundamental ter um preparo: ter todos os serviços e materiais comprados, com data certa para entrar, entrega na hora. Este é o trabalho da engenharia, juntar este monte de peças funcionando, em um bom ambiente, com o menor estresse possível. Isto tudo é muito difícil”, esclarece Uhlendorff.
Ao fazer uma obra bem planejada, gasta-se uma determinada quantidade de energia. No entanto, se ela for mal planejada, a energia empregada pode aumentar cinco vezes. “Você deixa de ser engenheiro para virar bombeiro – você fica apagando incêndio o tempo todo. Em uma obra bem planejada, observa-se um clima homogêneo. Por outro lado, em uma obra mal planejada, o clima fica ruim, há correria e isso consome as pessoas”, destaca Uhlendorff.
Veja os principais problemas decorrentes de um planejamento de obra ruim:
Prazo
Na opinião de Uhlendorff, uma das principais dificuldades decorrentes de um planejamento deficiente é a incapacidade de cumprir prazos. “Aqueles que não planejam não conseguem entregar a obra no prazo”, pontua.
Aumento de custo
Para Uhlendorff, é o irmão gêmeo da falta de prazo. “Ao fazer uma obra sem planejamento, certamente o custo irá aumentar. Vamos imaginar que há uma construção para ser feita em seis meses. Consequentemente, o orçamento vai prever a contratação de um engenheiro por este período. No entanto, se a obra durar oito meses, o engenheiro já custou dois meses a mais. Isso quando não acontece do empreiteiro ir embora, por ter outra obra, aí é necessário contratar outro profissional. É uma bola de neve monstruosa”, alerta.
Outra questão que pode alterar prazos e custos é a necessidade de refazer algum serviço. “Se for necessário refazer qualquer coisa (seja porque não ficou bem feito ou pelo fato de algum material não ter chegado), há sempre o aumento de custo”, esclarece Uhlendorff.
Qualidade
A qualidade começa a ficar comprometida quando há a necessidade de refazer certos serviços. “Ela também pode ser prejudicada quando não há um sistema perfeito onde as atividades realizadas estão conforme o previsto. No momento em que você começa a dispersar, você perde a mão”, sugere Uhlendorff.
Assistência técnica
Em obras com problemas de má qualidade, há chances de haver questões na assistência técnica, isto é, a manutenção. “Vamos imaginar que você pega um pintor e ele pinta sua casa inteira. Se dá um problema em um pedaço da obra, você sabe com quem falar, é possível rastrear os responsáveis. No entanto, em uma obra grande, que é dividida em inúmeras pessoas, você perde a rastreabilidade, fica mais difícil de identificar quem fez o que. É um trabalho após o outro. Exemplo: a parede tem que estar lisa para ser pintada corretamente. Se isso não acontecer, o trabalho será comprometido. Não adianta reclamar com o pintor de um trabalho que era um pré-requisito para ele. Concatenar todos estes serviços e as interfaces destes subsistemas é a arte”, explica Uhlendorff.
Planejamento de uma obra: como é o ideal?
Para Uhlendorff, trata-se de um conceito holístico e o projeto tem um papel fundamental. “Existem diversos projetos em uma obra – iluminação, alvenaria, fachada, elétrica, hidráulica, ar-condicionado, entre outros. E é necessário fazer um projeto que esteja coordenado – uma disciplina deve conversar com a outra. Em cima de um bom projeto, a empresa de engenharia está lá para executá-lo. Isso significa que ele deve conter o máximo possível de informações para que não cause dúvidas – ele tem que ter comando, prazo e determinação. O projeto é uma das fases mais importantes”, aponta.
Uhlendorff também acredita que se não houver um bom planejamento, a expectativa jamais será alinhada ao resultado.
Entrevistado:
Rodrigo Fairbanks Von Uhlendorff é coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP)
Contato:
Assessoria de imprensa SindusCon-SP: dbarbara@sindusconsp.com.br
Jornalista responsável
Marina Pastore
DRT 48378/SP
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