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SC vira endereço de prédios mais altos do Brasil

Gestão, Inovação, Mercado Imobiliário, Obras Inovadoras, Tendências construtivas 16 de outubro de 2013

Balneário Camboriú inaugurou recentemente um edifício residencial com 160 metros de altura, mas outros arranha-céus já estão a caminho

Por: Altair Santos

Balneário Camboriú ultrapassou a fama de polo turístico. A cidade do litoral catarinense tornou-se também um marco da engenharia nacional. É em seu território onde estão em construção os maiores edifícios do Brasil – alguns com pretensão de serem os mais altos da América Latina. Por conta do plano diretor da cidade, que permite empreendimentos residenciais ou comerciais sem limite de andares, estabeleceu-se no município uma competição de arranha-céus.

Rogério Rosa: Balneário Camboriú coloca o Brasil na rota dos arranha-céus

O Villa Serena deu a largada. Construído pela Embraed, o prédio é hoje o residencial mais alto do Brasil, mas já está fadado a perder esse título. O sucesso da obra, que mede 160 metros e tem 46 pavimentos, levou a construtora a projetar um edifício com 301 metros de altura e 82 andares. “É uma estratégia que agrega o embelezamento da cidade à possibilidade de construir verdadeiras obras de arte, com inovações”, diz Rogério Rosa, presidente do grupo Embraed.

No caso do Villa Serena, as inovações levadas à obra estiveram ligadas à logística e ao estaqueamento de grandes dimensões. “Utilizamos betoneiras localizadas em todos os andares, o que gerou uma grande produtividade e permitiu adiantar o prazo de entrega da obra. Além disso, foi um empreendimento pioneiro no uso de blocos de grandes dimensões estaqueados. Para se ter uma ideia, foram utilizadas 693 estacas com profundidades de 30 metros a 60 metros”, explicam os engenheiros civis João Bosio e Ernandi Fey.

Fachada do Villa Serena, da construtora Embraed: 160 metros e 46 pavimentos

Construído em cinco anos, o Villa Serena envolveu a mão de obra de 450 trabalhadores, consumiu 23 mil m³ de concreto e 2.500 toneladas de aço. Pela sua envergadura, o edifício é relativamente leve. Pesa 65 mil toneladas. “Uma das soluções para dar mais leveza foi utilizar concreto pré-resfriado na construção dos blocos de fundação”, relata Ernandi Fey, que já se prepara para os desafios do Embraed Towers, que a construtora quer que seja o maior da América Latina.

Reconhecido pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) – organismo internacional que valida a altura dos edifícios -, o Villa Serena, no prazo máximo de cinco anos, também será ultrapassado por outras duas edificações em obras em Balneário Camboriú: o Sky Tower e o Infinity Coast – esse já em construção -, ambos da FG Engenharia e Empreendimentos. As edificações terão 210 metros e 240 metros de altura, respectivamente, e vão superar o Titanium La Portada, de Santiago do Chile, que mede 194 metros e hoje é considerado o mais alto edifício do continente sul-americano.

No Brasil, os prédios mais altos ainda continuam sendo os antigos Palácio Zarzur, com 170 metros, e o Edifício Itália, com 165 metros, localizados no centro da cidade de São Paulo. Porém, segundo Rogério Rosa, é apenas uma questão de tempo para que esses prédios passem a ser lembrados apenas nos livros de história. “O Brasil definitivamente entrou na fase dos grandes edifícios, por dois motivos: a engenharia local se sente com mais suporte tecnológico para construir e também pela questão do custo da terra, que passou a exigir uma maior concentração de pessoas em um único terreno”, explica o presidente da Embraed.

Entrevistados
Rogério Rosa, presidente do grupo Embraed, e os engenheiros civis João Bosio e Ernandi Fey, responsáveis pela construção do Villa Serena.
Contato: www.embraed.com.br

Crédito foto: Diogo Ramos/Edson Bellini/Embraed

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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