Rodoviárias também têm arquiteturas surpreendentes

Conceitos inovadores, agregados a projetos que não abrem mão da versatilidade do concreto, revitalizam terminais de ônibus em vários países

Conceitos inovadores, agregados a projetos que não abrem mão da versatilidade do concreto, revitalizam terminais de ônibus em vários países

Por: Altair Santos

Rodoviária de Rio Maior, em Portugal: concreto branco e vidro predominam no prédio funcional
Rodoviária de Rio Maior, em Portugal: concreto branco e vidro predominam no prédio funcional

Não são apenas os terminais aéreos que ganham projetos ousados de arquitetura. A valorização da mobilidade urbana passou a atrair também conceitos inovadores para rodoviárias e terminais de ônibus. Em concreto ou estruturas mistas, as edificações para embarque e desembarque de passageiros agora se destacam no ambiente urbano, principalmente em países europeus. Portugal, Alemanha e Turquia saem na frente neste quesito.

Na pequenina Rio Maior, a 80 quilômetros de Lisboa, a prefeitura local encomendou o projeto do terminal rodoviário para que fosse um marco a quem visita a cidade portuguesa. Resultado: o prédio com estrutura única de concreto branco, e amplas janelas, tornou-se uma das edificações mais premiadas do país na década passada. A obra é de 2005. Além da arquitetura arrojada, a edificação surpreende também pela funcionalidade. Com dois pavimentos, atende o setor de passagens na parte superior e o embarque e desembarque no térreo.

 

Estação de Mogadouro: área de embarque e desembarque é subterrânea
Estação de Mogadouro: área de embarque e desembarque é subterrânea

Outra rodoviária premiada em Portugal foi construída na também pequenina Mogadouro, no norte do país, a 470 quilômetros de Lisboa. O projeto é das arquitetas Fátima Fernandes e Michele Cannatà e explora as estruturas pré-moldadas. A planta lembra um bunker, que se mistura à paisagem urbana através de uma praça. O setor de serviços, embarque e desembarque fica em uma área subterrânea. “A busca foi pela dinâmica do espaço público, unindo a estação a uma praça”, explicam as arquitetas.

Seja em Trujillo, distrito de Cáceres, na Espanha, ou em Nevsehir, na Turquia, o concreto é elemento predominante nas rodoviárias europeias que se destacam pela arquitetura. Em Trujillo, o projeto propunha praticidade e pouco requinte. A região é eminentemente agrícola e o concreto armado aparente foi o material escolhido para se adequar ao ambiente. O mesmo ocorreu em Nevsehir, mas por outro motivo: o concreto com elementos vazados nas paredes, e o vidro, permitem a ventilação da rodoviária, localizada em uma das regiões mais quentes da Turquia.

Também em território turco, a rodoviária de Kayseri complementa o rol de terminais com arquitetura exuberante. O projeto, neste caso, contempla estruturas mistas de concreto e aço, combinadas com o vidro. O mesmo conceito inspirou o escritório Studio Twenty Seven Architecture para projetar o novo terminal de ônibus interestaduais de Washington, nos Estados Unidos. Concreto, aço e vidro ganharam mais um componente arquitetônico: a madeira.

Em Mogadouro, área externa da rodoviária se mistura à paisagem urbana através de uma praça
Em Mogadouro, área externa da rodoviária se mistura à paisagem urbana através de uma praça

Brasil
No Brasil, há terminais novos chamando a atenção pelo design, como o da Água Branca, na cidade de São Paulo, o qual explora vários elementos arquitetônicos sem deixar de priorizar o concreto. Mas nada se compara aos projetos que Vilanova Artigas fez para as rodoviárias de Jaú-SP e o antigo terminal de Londrina-PR – cidade que depois substituiu a edificação por uma mais moderna, desenhada por Oscar Niemeyer. Há ícones também em Fortaleza-CE, projetado por um dos principais nomes da arquitetura do nordeste: Marrocos Aragão. Em comum, todos eles exploram o concreto armado aparente.

Boa parte das exuberantes rodoviárias brasileiras foi construída entre a metade dos anos 1960 e a década de 1970. Neste portfólio, também dá para incluir a obra de Ribeirão Preto, projetada por Oswaldo Bratke (1907-1997) junto com seu filho, Carlos Bratke, que morreu no começo de janeiro de 2017. A estação de Ribeirão Preto é considerada um clássico da arquitetura, pois foi a primeira rodoviária do país a usar concreto armado em 100% de seu projeto.

Entrevistados*
Núcleo de Arquitetura
Bahadir Kul Architects
Studio Twenty Seven Architecture
Ismo Arquitectura
Canattà & Fernandes
Domitianus Arquitecto
Fundação Vilanova Artigas
Carlos Bratke Arquitetos
*Via assessorias de imprensa

Contatos
nucleo@nucleoarquitetura.com.br
media@bahadirkul.com
info@studio27arch.com
info@ismoarquitectura.es
cf@cannatafernandes.com
arquitectura@domitianus.com
centenarioartigas@gmail.com
cbratke@uol.com.br

Crédito Fotos: FG+SG/ Luis Ferreira Alves/ Ket Kolektif/ Fernando Alda/ Anice Hoachlander/ FAU-Mackenzie/ Ana Carolina Gleria Lima

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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