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Para cada cidade, um apartamento diferente

Gestão, Mercado da Construção, Mercado Imobiliário 20 de fevereiro de 2014

Pesquisa realizada em nove capitais brasileiras mostra como se comporta o consumidor e quais as preferências na hora de comprar imóvel

Por: Altair Santos

O que é mais valorizado na compra de um apartamento? Para responder a essa pergunta, uma pesquisa consultou compradores de imóveis em nove capitais (Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). De cidade para cidade, as preferências apontam para itens em comum, como elevadores e varandas, mas também revelam peculiaridades.

Diego Simon: no Minha Casa Minha Vida o que vale é a realização do sonho da casa própria

Como ocorre na capital gaúcha, por exemplo, onde não pode faltar a churrasqueira dentro do apartamento ou no condomínio. Em Curitiba, é indispensável a “face norte“, pelo fato de a cidade ser a capital que registra as temperaturas mais baixas do país. São Paulo não abre mão de uma segunda vaga na garagem e Rio de Janeiro exige estrutura de academia no condomínio.

A pesquisa, coordenada pela Viva Real, uma operadora de imóveis que atua nas principais capitais brasileiras, abordou apenas imóveis voltados para a faixa salarial acima de cinco mil reais. Segundo Diego Simon, vice-presidente de operações e cofundador da empresa, o Minha Casa Minha Vida não fez parte do estudo porque no programa as demandas são outras. “No Minha Casa Minha Vida, o que conta é a realização do sonho da casa própria como principal item de satisfação”, avalia.

Além dos itens preferencias apontados pelos compradores, imóveis também recebem a preferência de compra quando cumprem alguns requisitos indispensáveis. Entre eles, localização, área útil e número de dormitórios, variando a ordem de importância. “Para um casal com filhos, muitas vezes a questão do número de dormitórios prevalece. Já para casais jovens sem filhos ou proprietários solteiros a localização tende a prevalecer”, diz Diego Simon.

O levantamento realizado pela Viva Real levou em consideração tanto apartamentos novos quanto usados, e se o interesse é para moradia, para investir ou para locação. “Para quem vai investir, a decisão de compra baseia-se no potencial de valorização. Se for para morar, os itens essenciais e acessórios do imóvel têm peso maior. No caso da locação, o que conta é o valor do aluguel em relação à renda”, cita Diego Simon.

Confira as preferências dos moradores em cada uma das capitais pesquisadas:

Belo Horizonte: área privativa
O mineiro gosta de receber numa varanda que não seja aberta, mas que preserve sua privacidade através de vidros.

Curitiba: cômodos voltados para as faces Norte e Oeste
Para quem mora na capital mais fria do país, ter um apartamento ensolarado está acima de qualquer outro equipamento.

Florianópolis: churrasqueira e elevador
Cidade tem um volume grande de moradores de outras cidades do sul do país e a cultura do churrasco é forte. Por se tratar de uma área litorânea, a cidade tem muitos prédios com três ou quatro pavimentos. Mesmo assim, o elevador é uma exigência.

Fortaleza: fachadas voltadas para o nascente do sol
Na capital cearense é prioritário que o sol bata no imóvel durante a manhã, quando o clima é mais fresco e ajuda a ventilar o apartamento.

Porto Alegre: churrasqueira
Na capital gaúcha, o equipamento pode estar no próprio apartamento ou no condomínio, mas não pode faltar.

Recife: fachada voltada para o nascente do sol
Na capital pernambucana é prioritário que o sol bata no imóvel durante a manhã, quando o clima é mais fresco e ajuda a ventilar o apartamento.

Rio de Janeiro: infraestrutura de esportes e lazer
O carioca leva a cultura esportiva a sério. Por isso, academia e pista de corrida não podem faltar no condomínio. A proximidade de parques que permitam a prática de esportes também é valorizada.

Salvador: piscina, academia e espaço gourmet
O soteropolitano não se incomoda se a área útil tiver metragem pequena, desde que não falte a estrutura de um clube no condomínio.

São Paulo: mais de uma vaga na garagem e proximidade do trabalho
O paulistano passou a valorizar a localização, principalmente se o imóvel é perto de seu trabalho. Mesmo assim, ter pelo menos duas vagas na garagem é essencial.

Entrevistado
Diego Simon é administrador de empresas e pós-graduado em Gestão de Pequenas e Médias Empresas pela EAESP-FGV, com vivência na Argentina, Espanha e Colômbia. Atua como vice-presidente de operações da Viva Real.
Contatos
time@vivareal.com
duvidas@vivareal.com

Crédito Foto: Divulgação/VivaReal

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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