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Nãotecidos e Tecidos Técnicos priorizam construção

Gestão, Gestão de Obras, Inovação, Novas Tecnologias 13 de outubro de 2016

Materiais estão presentes em grande parte das obras de infraestrutura, como recapeamento asfáltico e contenção de encostas

Por: Altair Santos

Pode não parecer, mas a indústria de Nãotecidos e Tecidos Técnicos está intrinsecamente relacionada com a construção civil. Esses materiais estão presentes em grande parte das obras de infraestrutura. Entre elas, recapeamento asfáltico, contenção de encostas, drenagem e reforço em novas estradas, drenagem e reforço em canais de irrigação e em canais de transposição de rios, aterros sanitários e piscinões. “Nestes empreendimentos, utiliza-se muito o Geotêxtil Nãotecido”, explica Carlos Eduardo Benatto, presidente da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos).

Carlos Eduardo Benatto: indústria nacional investe em pesquisa para oferecer novos produtos à construção civil

Carlos Eduardo Benatto: indústria nacional investe em pesquisa para oferecer novos produtos à construção civil

A utilização destes materiais, além de agregar tecnologia, prorroga o tempo de vida útil das respectivas obras e acrescenta maior custo-benefício a elas. De olho no mercado da indústria da construção, fabricantes de Nãotecidos e Tecidos Técnicos não param de pesquisar materiais que possam ser usados em obras. O foco, agora, é o concreto. O setor trabalha no desenvolvimento de Nãotecidos para fôrmas de concretagem, a fim de aprimorar o acabamento superficial e melhorar a impermeabilidade dessas superfícies. “Também há dedicação especial para a produção de Geotêxteis Nãotecidos para a cura do concreto”, afirma Carlos Eduardo Benatto.

A indústria nacional de Nãotecidos e Tecidos Técnicos domina todas as tecnologias relacionadas à sua produção e está presente em vários produtos utilizados no dia a dia, além dos compatíveis com a construção civil. Vão desde fraldas, absorventes femininos, lenços umedecidos, vestuário e odonto-médico hospitalar, até peças automotivas, componentes para calçados, indústria moveleira e filtros de ar, gás e óleo. O consumo anual é de 306.644 toneladas/ano e boa parte deste material vai para exportação. Por conta disso, o investimento em atualizações tecnológicas é constante. Entre 2011 e 2015, foram aportados US$ 180 milhões em atualizações e compra de equipamentos de última geração.

Norma de Desempenho

Contenção de encostas estão entre as obras que recebem Nãotecidos

Contenção de encostas estão entre as obras que recebem Nãotecidos

Com a entrada em vigor da ABNT NBR 15575 (Norma de Desempenho), a indústria de Nãotecidos e Tecidos Técnicos investiu na produção de produtos que sirvam para melhorar os desempenhos térmicos e acústicos de empreendimentos imobiliários. Um dos alvos são os sistemas que utilizam paredes de concreto. Nos Estados Unidos, já é comum o uso de Nãotecido em paredes de vedação em drywall, atuando como isolante acústico. Descobriu-se que os Nãotecidos cumprem bem essa função por serem produzidos por tecnologias específicas, como Agulhagem, Spunlace (hidroentrelaçamento das fibras a jato d’água de altíssima pressão) e Spunbond (filamentos consolidados por calor).

Já os Tecidos Técnicos ou Tecnológicos são produzidos pelo processo de fiação e tecelagem e não são tão eficientes para uso na construção civil. Esse segmento registra consumo anual de 335.567 toneladas, além de empregar diretamente 24.518 pessoas. O Brasil registra consumo per capita/ano de 1,63 kg/hab. Trata-se de uma indústria que entre 2014 e 2015 investiu mais de US$ 120 milhões. Os investimentos previstos para os próximos dois anos estão estimados em US$ 30 milhões. Os principais mercados de atuação são os de embalagens, automotivo, lonas e coberturas arquitetônicas, esportivo, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e calçadista.

Entrevistado
Administrador Carlos Eduardo Benatto, presidente da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos)

Contato
abint@abint.org.br

Crédito Foto: Divulgação/ABINT

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330


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