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Mané Garrincha: o novo gigante de concreto armado

Gestão, Inovação, Mercado da Construção, Obras Inovadoras 5 de junho de 2013

Estádio de Brasília é considerado pela Fifa como o mais bonito da Copa do Mundo de 2014 e consumiu 177 mil m³ de concreto

Por: Altair Santos

O estádio Mané Garrincha foi eleito pela Fifa como o estádio brasileiro mais bonito, sob o ponto de vista arquitetônico, para sediar jogos da Copa das Confederações, que começa dia 15 de junho de 2013, e da Copa do Mundo, daqui a um ano. Boa parte da beleza da arena de Brasília está relacionada às estruturas de concreto que circundam a obra, seguindo projeto do escritório Castro Mello Arquitetos, em parceria com a SBP (Schlaich Bergermann und Partner) da Alemanha. No entanto, o plano original não previa a prevalência do concreto, mas do aço. Apenas com a interferência do governo do Distrito Federal, que financiou integralmente a construção, e quis privilegiar o material que transformou a cidade em referência mundial para a arquitetura – através das obras de Oscar Niemeyer -, é que o concreto se impôs no Mané Garrincha.

Mané Garrincha: estruturas de concreto emprestam imponência ao estádio de Brasília.

O resultado é que a arena de Brasília, entre todos os 12 estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo, foi a que empregou o maior volume de concreto em sua construção. Houve um consumo de 177.096 m³. “Valeu a pena perseguir esse conceito na obra. Se perguntarem qual o meu estádio favorito, posso dizer que Brasília está na minha primeira lista, entre os 10 melhores do mundo”, revelou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, na visita técnica que aprovou o Mané Garrincha para sediar partidas da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. O empreendimento também rendeu elogios do governador do DF, Agnelo Queiroz. “A Castro Mello Arquitetos criou um projeto que preservou os conceitos arquitetônicos que fizeram com que a cidade fosse reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade”, disse, ainda sonhando com a possibilidade de o estádio sediar a partida de abertura da Copa.

Construído predominantemente em concreto armado e com estruturas pré-fabricadas de concreto, o Mané Garrincha caminha para ser o primeiro a receber o certificado máximo de sustentabilidade: o Leed Platinum – reconhecimento internacional de que a obra é altamente sustentável. Atualmente, nenhum estádio de futebol no mundo possui essa certificação. O selo é concedido a empreendimentos que fazem uso intenso de materiais recicláveis e que empregam em suas estruturas fontes alternativas de energia. No caso da arena de Brasília, ela tem em sua cobertura 9,6 mil painéis fotovoltaicos com potencial de gerar 2,5 megawatts de energia. Isso a torna autossuficiente em produção de energia e capaz de ceder o excedente para a iluminação pública de seu entorno. O estádio também tem a capacidade de armazenar 6,84 milhões de litros de água da chuva – o equivalente a 80% da demanda para a irrigação do gramado e uso em vasos sanitários e mictórios.

A arena de Brasília empregou em sua obra o que há de mais moderno na construção civil nacional.

Com 70.846 lugares, o Mané Garrincha empregou 15 mil operários em sua construção e custou R$ 1,566 bilhão – é, até agora, o estádio mais caro para a Copa do Mundo no Brasil. Para obter o retorno do que investiu, o governo do DF estuda abrir uma concessão para que a iniciativa privada assuma o controle da arena, gerando receita e atraindo eventos para a cidade. Porém, mesmo antes de uma eventual privatização, o Mané Garrincha já tem agenda fechada com eventos esportivos, culturais e congressos até 2019, além de atrações permanentes para o Distrito Federal, como dois restaurantes, 14 lanchonetes, 40 bares, um museu do futebol e centros comerciais ao seu redor.

 

 

Primeiro projeto contemplava o aço, em vez do concreto, mas foi descartado.

Entrevistado
Secretaria da Copa do Distrito Federal (Secopa-DF) (via assessoria de imprensa)
Contato: www.copa2014.df.gov.br / facebook.com/copadf / twitter.com/copagov_df / imprensa.secomdf@buriti.df.gov.br / imprensagdf.copa@gmail.com
Créditos fotos: Secopa-DF / Carlos Mello Arquitetos / Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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