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Gasto com construção ocupa 4º lugar no ranking de consumo

Gestão, Mercado da Construção, Mercado Imobiliário 15 de maio de 2013

Gastos com material, reforma e compra de imóveis novos ficam atrás apenas de manutenção do lar, alimentação e transporte

Por: Altair Santos

Os gastos com construção civil sobem no ranking de consumo do brasileiro. De acordo com pesquisa da consultoria IPC Maps, a projeção é que o setor venda R$ 143,7 bilhões em 2013 – a base de dados é o número de transações fechadas no primeiro trimestre do ano. Neste levantamento são levados em conta apenas os negócios que ocorrem no varejo, ou seja, que envolvem diretamente o consumidor. O volume de recursos, que engloba a compra de material de construção, reforma e aquisição de imóveis novos, é 7,33% superior ao de 2012, quando o setor vendeu R$ 133,9 bilhões no varejo.

Marcos Antonio Pazzini: tendência é de crescimento da construção civil em 2013.

Por conta deste crescimento, o gasto com construção civil já aparece em 4º lugar no ranking de consumo do país. Está atrás dos recursos canalizados para o pagamento de taxas com a manutenção do lar (água, luz, telefone, aluguel, condomínio, prestação da casa própria e respectivos impostos) na ordem de R$ 717 bilhões; alimentação, R$ 440 bilhões, e transporte (veículo próprio ou público) R$ 209 bilhões. “Pelo desempenho do setor, as perspectivas de crescimento para os próximos anos são muito boas. Não dá para afirmar se esse tipo de consumo irá crescer no ranking, mas ele tende a ocupar sempre um posto entre os cinco primeiros lugares”, avalia Marcos Antonio Pazzini, coordenador do estudo IPC Maps.

O estudo detectou um dado curioso: que o comércio especializado não cresce na mesma proporção da demanda por consumo de material de construção. “Segundo nossos números sobre a quantidade de empresas por ramo de atividade, de 2012 para 2013 a quantidade de empresas do comércio varejista de construção civil cresceu 6,6%. Em 2012, havia no país 425.242 empresas do comércio varejista de construção civil e em 2013 este número aumentou para 453.248 empresas. Portanto o crescimento do comércio varejista foi inferior ao crescimento do potencial de consumo do segmento de construção, que ficou em 7,33%”, cita Pazzini.

Entre as classes sociais, a A1 é a que registra o maior valor de gasto por domicílio com a construção civil: R$ 43.353,00/ano. Quanto às regiões do país, a norte foi a que apresentou crescimento nominal mais intenso entre 2012 e 2013: 10,1%. No ano passado, a região movimentou R$ 6,9 bilhões e em 2013 deverá movimentar R$ 7,6 bilhões. Em segundo lugar, aparece a região Sudeste, com crescimento nominal de 8,2%, ou seja, mercado de R$ 63,4 bilhões em 2012 e R$ 68,6 bilhões em 2013.

Também foram mapeadas as 50 cidades brasileiras que mais consomem no país. Em 2013, elas tendem a responder por 43,33% do consumo nacional – incluindo aí a construção civil. Mais da metade destes consumidores está nos sete maiores mercados, que são, respectivamente, São Paulo (9,24%), Rio de Janeiro (5,26%), Brasília (2,25%), Belo Horizonte (2,02%), Salvador (1,49%), Curitiba (1,43%) e Porto Alegre (1,27%).

Confira a lista completa dos 50 maiores mercados consumidores do Brasil

Veja quadro do potencial de consumo por setores

Entrevistado
Marcos Antonio Pazzini, coordenador do estudo IPC Maps
Currículo
– Marcos Antônio Pazzini, é graduado em engenharia civil, com curso de especialização em marketing
– É sócio-diretor da IPC Marketing Editora Ltda., empresa que está há 35 anos no mercado brasileiro
– Coordena o estudo IPC Maps desde 1994, que traz dados demográficos e potencial de consumo de cada um dos municípios brasileiros
– Em 1996 liderou o desenvolvimento do software de gerenciamento e geoprocessamento do estudo IPC Maps
– Atua na área de pesquisa de mercado e informações mercadológicas há mais de 20 anos
– Anteriormente trabalhou em empresas de franquia e empresas de comunicação
– Ministra regularmente palestras sobre o potencial de consumo brasileiro
Contato: www.ipcbr.com/12/index.php/fale-conosco
Créditos foto: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


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